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CRÍTICA: ANA CAROLINA - TEATRO BRADESCO (RJ) 21/01/16


Postado em 22/01/2016

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A cantora Ana Carolina fez ontem (21/01/16) o primeiro dos dois shows de sua turnê “Ana Carolina Solo” no Teatro Bradesco na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O público praticamente lotou a casa para assistir a um show minimalista e bem costurado que destacou a habilidade da cantora no violão e a também a sua potente voz, relembrando o início de sua carreira.

Ana incluiu canções de diversos artistas, além de seus sucessos, leitura de textos, e brincadeiras com a plateia, preenchendo o seu show, que durou cerca de uma hora e meia. A cantora abriu a sua apresentação com “Eu Não Sei Quase Nada do Mar”, canção feita por Ana Carolina para Maria Betânia, a qual não tocava há bastante tempo.

No show a cantora se rendeu a homenagens aos seus compositores favoritos, e entre essas canções, os grandes destaques ficaram por conta de músicas como “Cecília” (Chico Buarque), “Linha de Passe” (João Bosco, Aldir Blanc), “O Que Que Há” (Fábio Júnior, Sérgio Sá), “Coração Selvagem” (Belchior), e “Ela é Amiga da Minha Mulher” (Seu Jorge), quase sempre dando às canções interpretações bem particulares, como fez também com o Funk “Hoje” da funkeira Ludimila.

Quando cantou os seus sucessos, a cantora foi ainda mais ovacionada, e apesar de vários deles não terem entrado no show de ontem, o público pareceu feliz com canções como “Combustível”, “A Canção Tocou na Hora Errada” (emendada com “Nada Pra Mim”) e “Nua”, todas cantadas juntamente com os presentes no bonito e confortável Teatro.

No fim, Ana Carolina fez uma espécie de pot-pourri com diversas canções de seu repertório, como “Pole Dance”, “10 Minutos”, “Rosas” e “Garganta” incluindo também os sucessos de Rita Lee “Baila Comigo” e “Erva Venenosa”, finalizando com um momento intenso, capaz de colocar muito roqueiro no chinelo.

A única participação especial no show foi do DJ Mikael Mutti, nos teclados, programações, efeitos especiais, e pilotando uma incrível “cuíca eletrônica” que ornou o bonito samba “Nomes de Favela”.

Como o show tinha o aspecto intimista, Ana não se furtou de interagir o tempo todo com a plateia fazendo brincadeiras com política, com a situação do país – incluindo uma versão desconfortável do hino nacional -, e a melhor piada da noite, falando sobre o cantor Belchior, que levou o público à gargalhada generalizada. Até mesmo quando a cantora corrigia alguns problemas técnicos, ela se saiu bem, brincando com tais situações e fazendo os presentes rirem.

Para deleite dos presentes a cantora fechou a ótima noite com uma emocionante versão de “É isso Aí”, sucesso da cantora em gravação com Seu Jorge. Aplaudida de pé, a cantora agradeceu aos presentes e se despediu com certeza de que tinha agradado.





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