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CRÍTICA: FESTIVAL DE INVERNO – MARINA DA GLÓRIA (RJ) 15/07/2017


Postado em 17/07/2017

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Com a proposta de comemorar os 35 anos do Rock nacional, levando em consideração a turma que iniciou o movimento BRock-80, tendo como marco inicial os shows de bandas como Blitz, Kid Abelha e Barão Vermelho no Circo Voador, o Festival de Inverno 2017 dedicou a noite de sábado ao Rock, enquanto na sexta foi a noite do Hip Hop, e no domingo a do Sertanejo.

Fotos Anderson e Fabricia Nascimento

E foi justamente a Blitz, comandada pelo sempre jovial Evandro Mesquita, que abriu a fria noite no palco da Marina da Glória, no Rio de Janeiro, às 22:00h do sábado. A banda fez um show capaz de aquecer o público, mesclando hits, covers de Raul Seixas e Gang 90, e canções do novo disco, que funcionaram muito bem ao vivo.



A segunda atração da noite foi o cantor Frejat, que já tinha subido ao palco para cantar junto com a Blitz a parceria “Baile Quente”, que foi lançada no novo disco da Blitz. Frejat entrou com a proposta de eletrizar o público com canções sob texturas pesadas. O artista optou por um show focado em canções de outros artistas como Tim Maia e Chico Buarque, nesse último caso, uma pesada versão de “Cotidiano” (Chico Buarque). Frejat obviamente dedicou parte do seu show as canções do Barão e, em menor número, de sua carreira solo.



Já era madrugada quando Humberto Gessinger entrou no palco, abrindo o seu show com “A Revolta dos Dândis”, a canção. Humberto manteve o repertório que tem feito em sua atual Turnê, que comemora os 30 anos do segundo disco de sua banda Engenheiros do Hawaii, incluindo o álbum “A Revolta dos Dândis” na íntegra, e demais sucessos de sua carreira. O público reagiu muito bem ao ótimo show do Humberto, os muitos fãs presentes, que exibiam orgulhosos camisas dos Engenheiros e da carreira solo de Humberto, cantaram forte as suas canções.



Às 4 horas da manhã subiu ao palco a banda brasiliense Plebe Rube, com um admirável ímpeto que não condizia com o horário da apresentação, fazendo um show pesado, que trouxe praticamente todos os sucessos do grupo.



A organização do evento foi excelente, havia muitas opções de comida nas barracas em volta do espaço reservado ao público, muitos banheiros químicos, funcionários à disposição para orientações diversas, além de o som estar em boa altura e bem nítido, com ótima qualidade. Os DJs que comandaram o som ambiente antes do início de cada show também garantiram a diversão dos presentes com repertório baseado no Rock nacional, com ênfase nos anos 1980 e 1990.

Tantos acertos na organização acabaram minimizando o único problema do festival, que foi o horário de início dos shows. A Plebe Rude, por exemplo, tocou para um número bem reduzido de pessoas, já que boa parte do pessoal debandou com o fim do show de Humberto Gessinger. Tanto que os portões da pista Premium foram abertos para que os que ainda estavam presentes pudessem assistir ao show da Plebe mais de perto.

Iniciativas como essa, que deram um verdadeiro banho de organização, são verdadeiros afagos no povo carioca, que vem sofrendo com a falência do estado do Rio de Janeiro, com problemas em diversas esferas, principalmente na segurança público. Nota dez para o festival.




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