Entrevistas Exclusivas

Confira a nossa entrevista com BJACK


Postado em 17/10/2010

BJACK WIDTH=

Desta vez trouxemos aos nossos leitores o som da banda Bjack, oriunda da cidade de Santiago. A banda já acumula dez anos de carreira e, desde então, vem acumulando prêmios de melhor banda, tocando em rádio e TV, isso sem contar com a gravação, entre outros, de um DVD em comemoração aos 20 anos de Rock Gaúcho. A banda nos concedeu uma entrevista e liberou o novo EP para download. Então, preparem-se para conhecer a banda!


GM: Nesses dez anos de carreira qual evento é considerado como ponto alto da banda até agora?

Marco Lopez (guitarrista): Bom, ao meu ver todo e qualquer show/evento tem a sua importância, e pode ser considerado um ponto alto da banda dependendo do que você espera. Mas posso citar dois shows muito marcantes: o show de lançamento de nosso CD “O Resto É Pó” em 2007 na nossa cidade natal, Santiago/RS, onde conseguimos lotar o maior clube da cidade, com um público que iria prestigiar um show de rock com apenas músicas próprias. Outro show que marcou muito a banda foi a gravação do DVD, por ser um projeto bem trabalhado, além de estarmos "maduros" o suficiente para gravarmos um show nosso ao vivo.

Zé Scheffer (baterista): O ponto alto foi a gravação do DVD, por ser um trabalho independente que teve um resultado final tão bom.

Denis Brauner (baixista): O nosso DVD.

Boto Wesz (vocalista): Para mim não tem apenas um evento em especial... Tiveram vários que marcaram fases da banda! Os primeiros shows lotados... Escutar o primeiro cd pela primeira vez... O primeiro show lotado tocando ao vivo o primeiro cd! São momentos que jamais esquecerei.


GM: Particularmente, sou fã do Rock feito no Sul, e consigo perceber uma influência total desse estilo no som de vocês. Fora essa referência, existe algum tipo de som de outra localidade do país que chame a atenção da banda?

Marco Lopez (guitarrista): Dizem que o rock gaúcho tem a sua marca, e que ela é bem constante, até quando ao invés de usarmos "você" nas letras, usa-se bastante "tu" e "para ti". Eu acho muito tri o sotaque baiano ao cantar rock. Quando escutei Pitty pela primeira vez, curti muito a agressividade do som, mas com aquele "toquinho lento e arrastado do baiano" para cantar. Achei muito legal mesmo essa coisa de rock baiano. E pelo sabemos, muitos gostaram também, por isso que Pitty se tornou uma banda de mainstream.

Zé Scheffer (baterista): Por ser baterista tenho que escutar de tudo para sacar o que está rolando de novidades por aí.

Boto Wesz (vocalista): Eu, particularmente, sempre estou ligado na Internet para procurar bandas novas e até influências, por que não?! Mas além do som do sul eu gosto mesmo é de música BOA e de QUALIDADE indiferente do ritmo e indiferente do modismo. E sou muito verdadeiro nesse aspecto: se não é bom eu realmente vou dizer que não é bom! Eu faço isso dentro da minha banda, porque não vou fazer com os outros...


GM: Como rolou o lance com o fã clube no Rio?

Marco Lopez (guitarrista): Internet. Sem ela, bandas do século XX estariam perdidas. Recebemos um email, onde algumas gurias queriam montar um fã-clube nosso, e pediram autorização para que usassem o nome de "Recomeçar", que é uma de nossas músicas. Dali em diante, mais emails vieram com mil e uma perguntas, além de fotos. Até hoje mantemos um certo contato, porém não sei até que ponto isso se materializou fisicamente, tendo uma sede ou algo parecido.

Zé Scheffer (baterista): Bah, lembro que o pessoal aqui em Santa Maria/RS e região comentava que a Bjack tinha o fã clube e tal.

Denis Brauner (baixista): Rolou naturalmente, isso é só um reconhecimento do nosso trabalho.

Boto Wesz (vocalista): É esse lance da Internet... Tudo rolou através dela e muitas coisas boas ainda rolam através dela! E é legal ver pessoas de outros lugares se identificando com o nosso som, com o nosso estilo! Isso reflete diretamente no nosso modo de tocar, onde temos agora um motivo a mais para continuar: Satisfazer bons ouvidos...


GM: Foi difícil fazer a seleção de músicas para o DVD? O que foi levado em consideração, já que são muitas bandas e talentos no Rock Gaucho?

Marco Lopez (guitarrista): Foi muito difícil mesmo. Deixamos muitas boas bandas de fora e também foi difícil de escolher dentre as bandas, quais músicas tocar. Primeiro começamos escolhendo quem realmente nos influenciou de fato, com quem tivemos algum tipo de contato. Quando chegamos em uma lista de mais ou menos 25, 30 bandas, entramos em contato com todas explicando o projeto, pedindo autorização para a realização dele, e ainda convidando pelo menos um músico de cada banda para participar da gravação. Recebemos respostas e apoio da maioria das bandas, porém conseguir que eles tocassem estava muito difícil devido a própria agenda deles. Recebemos de cada um, email com a agenda, e com pedido de desculpas por não poder participar. Após, pegamos apenas as bandas que responderam e que também já autorizavam a realização do projeto. Depois de escolhidas as bandas, fizemos uma pesquisa bem intensa em saber dessas bandas qual música foi a que mais marcou a nossa geração, nossos amigos, nosso público, nossa região e também a banda em si, como sendo quase um sobrenome, tipo fala-se em Rosa Tattooada, logo vem "O Inferno Vai Ter Que Esperar...". Assim conseguimos aos poucos montar o show e começar os exaustivos ensaios.

Zé Scheffer (baterista): Muita coisa boa ficou de fora, mas o que marcou a trilha sonora na vida de muita gente e agitaria o público que estava no Theatro está no DVD. E deu certo! Tive a oportunidade de estar na platéia vendo a banda tocar e só após isso ingressei na banda. A emoção do público em cada música tocada foi algo único.
Boto Wesz (vocalista): Foi muito difícil! Até hoje a gente comenta se as músicas deveriam ser outras... Mas como o lance era tiro curto, as músicas foram decididas na primeira tentativa. Ninguém ficou pensando muito senão iriam dar muitas brigas e discussões, então foi decidido assim: saiu legal no ensaio é essa. Mas a gente escolheu as músicas relacionadas com as nossas influências e o nosso gosto pessoal... E não deu pra por todo mundo que a gente queria... Paciência... Fica para o próximo...


GM: A banda já tem CD, EP e DVD...quais são os próximos passos e planos da banda?

Marco Lopez (guitarrista): Estamos atualmente em fase de divulgação do DVD e do nosso EP, que prepara a chegada de um novo CD. Como fizemos o DVD mais para ajudar a divulgar a banda, não para vender, foi como um "obrigado" à todas as bandas gaúchas de rock que nos influenciaram, nós não estamos vendendo ele, e sim distribuindo gratuitamente na compra de nosso primeiro CD. Estamos completando 01 ano desse DVD e sabemos que ele tem a sua hora, que não podemos viver apenas disso. Nossos planos são a gravação de um novo CD, a ser lançado em 2011. Estamos em fase de pré-produção dele, estamos ainda acertando o repertório das novas músicas. Mas adianto que será um pouco mais pesado que o anterior, porém com algumas baladas. Deverá ter entre 12 e 14 faixas. O nome ainda é uma incógnita. Mas estamos trabalhando bastante para podermos lançar o novo CD em 2011, em Julho ou Agosto.

Zé Scheffer (baterista): Acho que uma banda nunca pode parar. Quando se tem um material desses, mesmo sendo uma banda independente, o desafio é gravar mais e mais, cada vez com melhor qualidade, mostrando a evolução do trabalho. Além da gravação de um novo CD, a gravação de um clipe seria mais um passo importante para alcançarmos os grandes centros do país.
Boto Wesz (vocalista): O próximo é um novo cd... Um lance novo com a nova cara da BJACK.


GM: A banda possui influência de Van Halen, Red Hot Chilli Peppers, Guns N' Roses e Audioslave. E no Brasil, quais são as bandas que formam as principais influências?

Marco Lopez (guitarrista): Todas as bandas de rock gaúcho. Com mais ênfase em Rosa Tattooada, Bixo da Seda, Taranatiriça e Cidadão Quem.

Zé Scheffer (baterista): Sempre fui fã do rock de Brasília. O Raimundos era a banda que eu mais curtia, pois conseguiu transformar uma ''salada de frutas'' em um som pesado, engraçado e com uma qualidade incrível. E o principal,não era modinha, era rock mesmo! Hoje em dia 99% das bandas que surgem se preocupam muito mais em qual roupa vão vestir ao invés de estudar e entender o que vão tocar na hora de subir no palco. O outro 1% tenta manter vivo o rock.

Denis Brauner (baixista): Além das bandas gaúchas, me influenciam Velhas Virgens, Titãs, Capital Inicial, Charlie Brown Jr., Legião Urbana e Raimundos.

Boto Wesz (vocalista): Eu gosto de muita coisa e no Brasil gosto de bandas que fazem um bom Rock indiferente de época... Tem coisas que me agradam mais. E depende muito do momento... Mas, ao contrário, sei exatamente o que não escutar.


GM: Como foi a recepção do DVD pelo público da banda?

Marco Lopez (guitarrista): Maravilhoso. Até porque eram músicas que já tocávamos. Na verdade começamos primeiro um projeto para tocar apenas covers de bandas de rock gaúcho. Montamos um show de até 5 horas. Começamos em 2008 a tocar em diversas casas noturnas e cidades do RS. O público começou a se identificar, pois queriam alguém tocando aqueles antigos clássicos, que estavam meio esquecidos. A gravação do DVD foi como se fechasse um ciclo. Após 01 ano tocando esse repertório e tendo uma ótima aceitação nos shows, pensamos em por que não terminar com chave de ouro esse projeto? Por que não gravar um DVD ao vivo com esse repertório? O resto está acontecendo agora. Cada lugar que levamos o show do DVD, nos recebe de braços abertos e o público já pergunta quando vamos voltar.

Zé Scheffer (baterista): Foi e têm sido até hoje muito boa. Quem assiste uma vez quer assistir de novo, e principalmente, quer ver a banda ao vivo. Isso aumenta nossa responsabilidade na hora dos shows, e nos faz crescer como músicos.

Denis Brauner (baixista): Acho que a recepção foi muito boa. Nosso público não imaginava que iria ficar tão bom.

Boto Wesz (vocalista): Foi ótima, pois todos queriam ver isso da banda. Foi uma experiência muito agradável para nós e para o nosso público!


GM: Os artistas homenageados chegaram a ouvir as versões de vocês?

Marco Lopez (guitarrista): Acredito que sim, pois mandamos os links de suas músicas, após o DVD estar pronto. Alguns mostrei pessoalmente devido a minha convivência com eles em Porto Alegre. Sou acadêmico do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock, da Unisinos, e alguns deles são meus professores e orientadores de trabalho, como o caso do Frank Jorge e o Alemão (Graforréia Xilarmônica), o Barea (Rosa Tattooada), o Charles Di Pinto (produtor de alguns discos da Bidê Ou Balde), entre outros "carinhas da cena rock porto-alegrense". Morar em Porto Alegre faz com que você se encontre sempre com algumas lendas do cenário musical.
Zé Scheffer (baterista): Foi feito o convite pra que cada um prestigiasse e muitos deles responderam, como pode ser visto no nosso site. Espero que tenham gostado.

Boto Wesz (vocalista): Sim, e todos comentaram de uma forma muito agradável, dizendo que nós não estávamos só homenageando eles, mas recuperando essa cultura do Rock Gaúcho.


GM: O novo EP é uma prévia do que vem por aí no próximo álbum cheio?

Marco Lopez (guitarrista): Sim, é a nova cara da banda. Ainda com peso, porém com alguns sintetizadores usados nos anos 70, 80. Resgatamos algumas coisas do rock internacional das antigas. Baladas com orquestração também farão parte do novo conceito do álbum.

Zé Scheffer (baterista): Sim, o novo EP já mostra a evolução musical da Bjack. Foi uma idéia do Marco, mexer em alguns sons antigos, dando uma nova cara, e teve um resultado excepcional. As músicas ficaram mais ''encorpadas'' e já temos uma noção do que fazer no próximo CD para que fique melhor em relação ao primeiro.

Boto Wesz (vocalista): Com certeza! Traremos exatamente toda essa bagagem das músicas novas e colocaremos no nosso próximo cd o que já utilizamos em nossos shows!


GM: A banda já está pensando no próximo álbum?

Marco Lopez (guitarrista): Entre um show e outro, estamos trabalhando nele. Queremos fazer tudo com calma. Não queremos cometer os mesmos erros que cometemos com o disco anterior. Resenhas críticas sobre o disco é o maior feedback que uma banda pode ter quando se pensa em trabalhar um disco.

Zé Scheffer (baterista): Estamos sim. Tudo que tem sido experimentado nos shows pode ser aproveitado no CD e o estudo tem sido constante. As músicas novas tem surgido e junto com elas muitas idéias. Tudo é um processo, um passo de cada vez até o dia em que o CD vai estar pronto. Pra mim será um momento especial poder participar de mais um momento importante na história da banda.

Boto Wesz (vocalista): Ele já está praticamente pronto... Temos algumas músicas a melhorar, mas o álbum em si está todo pensado e montado! Desta vez quando formos para o estúdio vamos ter a certeza do que iremos gravar.


GM: O Galeria Musical parabeniza a banda pelo trabalho e deseja muita sorte e sucesso para a banda!

Marco Lopez (guitarrista): Nós que agradecemos toda a atenção para com a banda, e nos sentimos honrados em poder contar para todos que acessam o site, um pouquinho da nossa história, do nosso dia-a-a.

Zé Scheffer (baterista): Nós ficamos agradecidos pela oportunidade, grande abraço a todos e curtam as novidades da banda através do site e procurem, adicionem nossos perfis no Orkut, Facebook e Twitter.

Denis Brauner (baixista): A Bjack agradece.





Esta entrevista foi lida 1349 vezes.