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Entrevistas exclusivas

21/02/2010SELVAGENS À PROCURA DE LEI

Banda surgida em 2009 em Fortaleza, Ceará. Eles fazem músicas no estilo de Rock Alternativo, variando entre o Pop-Rock, Surf Music e Punk. De cara a banda surpreendeu o nosso editorial pelo profissionalismo e pelo belo trabalho apresentado. Eles foram recentemente apontados como destaque no site Trama Virtual e agora concedem uma bela entrevista e aparecem como destaque aqui no site.


GM: Vocês já devem ter respondido muito essa pergunta, mas lá vai, de onde veio o nome da banda?

SAPDL: No início por uma mistura entre o refrão de "Tempo Perdido" da Legião, e o música “Selvagem?”do álbum homônimo dos Paralamas. Então decidi ter uma banda com o nome Os Selvagens. De início pra chocar mesmo, porém mais tarde vi que o nome Selvagens não transmitia uma idéia completa. Quem lia o nosso nome, mas não nos via ao vivo, tinha outros pensamentos sobre a banda e em vez de chocar, desestimulava. Foi apenas no primeiro semestre da faculdade que juntei o “à Procura de Lei” e tirei o “Os” do nosso nome. O significado do nome “Selvagens à Procura de Lei” veio talvez da influência do nonsense dos anos 2000 com bandas como Queens of the Stone Age. Foi um professor de sociologia que, ao fazer uma metáfora sobre a condição humana, citou o termo pela primeira vez para mim, algo como “somos todos selvagens à procura da lei, do direito”. Hoje o nosso nome representa uma banda ao mesmo tempo séria e jovem, não tão desleixada, mas irônica. É isso.

GM: Quais as principais referências musicais da banda?

SAPDL: Rock Brasileiro dos anos 80: as letras da Legião, o som do Barão/Cazuza e a atitude dos Paralamas. Atualmente: Los Hermanos e Cidadão Instigado. Rock Internacional: The Libertines, White Stripes, Arctic Monkeys e The Strokes. Clássicos: Sex Pistols, Beatles, Beastie Boys, Nirvana, Television. BRock e Rock ingles. Rage Against the Machine, John Frusciante, Sonic Youth, Pink Floyd, Jamiroquai... são muitas coisas, mas no momento tem um som bem bacana que estou escutando, Rubinho e força bruta! Maroon 5, Jamiroquai, Foo Fighters

GM: As canções da banda remetem ao cotidiano, essas canções são sobre fatos reais?

SAPDL: Sim. Pra mim, é muito difícil compor sobre temas que você não vivenciou ou que pelo menos ouviu falar de um jeito que te tocou de alguma forma. Patrícia Narcisista é sobre as meninas que pintam uma imagem alternativa-intelectual-paz-e-amor quando na verdade são extremamente mimadas, e costumam freqüentar o Dragão do Mar (uma espécie de Lapa de Fortaleza) com o nariz empinado. Madaceda fala sobre um playboy da cidade grande no meio de uma festa. Reis de São Paulo não fala especificamente sobre a cidade de São Paulo, mas sobre os "teddy boys" modernos que freqüentam tanto a Rua São Paulo (em Fortaleza) quanto a referida cidade do sudeste brasileiro. Doce/Amargo é uma história de um erro, uma relação que, na verdade nunca daria certo entre duas pessoas, um engano comum para hoje em dia, quase todo mundo já passou por isso. Acidentes Acontecem é a história de um antigo amor onde fica a dúvida se deveria ter se acabado ou não.

GM: A recepção do EP por parte do público e crítica teve o efeito esperado por vocês?

SAPDL: Está tendo um efeito muito bom. A gente sempre pode sonhar, mas ver as coisas acontecerem no mundo real vale todo o esforço. Uma recompensa pra continuar acreditando e seguir em frente com força, sempre.

GM: O que mais surpreendeu?

SAPDL: O fato de todos estarem gostando. As pessoas elogiaram muito nossas letras, sinal de que não estamos falando besteiras ou mais do mesmo. Agora somos destaque pela Trama Virtual e alguns Blogs falam muito bem da gente. Mal podemos esperar para lançar o próximo EP.

GM: Alguma coisa por enquanto não saiu como o esperado?

SAPDL: Achamos que tudo tem o seu tempo. Queremos poder contar com uma gravadora ou um selo, lançar nosso primeiro álbum. Fazer shows pelo Brasil e pelo restante do Nordeste. E entrar no circuito de festivais independentes.

GM: Quais são os próximos passos da banda?

SAPDL: Estamos em fase de pré-produção do nosso segundo EP. O título, a idéia para a capa, as composições e os arranjos estão prontos. Vamos, em breve, agendar as datas de gravação e distribuir as músicas pelos meios de comunicação. Esperamos que tudo esteja finalizado ate maio. Fazer shows pelo Brasil e pelo restante do Nordeste a partir de junho. E entrar no circuito de festivais independentes desde já.

GM: A banda já tem as metas e objetivos traçados? Quais são?

SAPDL: Bom, queremos continuar compondo nossas músicas e lançando nosso trabalho e, para que isso possa atingir o maior número de pessoas, pretendemos fechar um contrato com alguma gravadora com espírito para a humanidade e os negócios dentro do mundo da música. SLAP (Som Livre), Trama Virtual, Deckdisc, Monstro Discos.

GM: E a cena musical do nordeste, como vocês a enxergam no momento?

SAPDL: Em Fortaleza existe uma cena que o Brasil ainda não descobriu. Muitas pessoas acham estranho a nossa origem. Mas basta citar que bandas como Monophone, Telerama, Funeral For Elephants, Banda Desenhada e Café Colômbia são da terra e são ótimos. Aqui a gente tem essa frase “Seja original, Tenha uma banda autoral”. Recife é perfeito musicalmente falando, eles tem uma espécie de auto-inspiração. Em Salvador, temos o Vivendo do Ócio. Em Natal temos o Centro Cultural do Sol. Em João Pessoa temos os Reis da Cocada Preta e a banda Nublado.

GM: Que público vocês esperam atingir?

SAPDL: A nossa geração como um todo. Não somos tão alternativos para andarmos sempre no circuito underground nem tão pops para sermos os mais adorados das rádios que buscam a todo custo o próximo possível hit. E além disso, para a musica não existe idade, a idéia geral da banda é passar algumas mensagens, onde muitas pessoas possam se identificar com o que queremos dizer. queremos atingir das crianças aos velhinhos de bengala!

GM: O Galeria gostaria de parabenizar a banda e de desejar muito sucesso!

SAPDL: Nós que agradecemos a oportunidade e o espaço que nos foi oferecidos, e desde já dar os parabéns ao GaleriaMusical pelo grande trabalho de revelar bandas no momento sem imagem publicitária no Brasil.




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