Resenha do Cd A Arte De Viver / Toquinho

A ARTE DE VIVER  title=

A ARTE DE VIVER
TOQUINHO
2020

DECKDISC
Por Anderson Nascimento

Entre as poucas memórias boas do ano de 2020, uma delas será certamente o lançamento de “A Arte de Viver”, novo disco de Antonio Pecci Filho, ou simplesmente Toquinho. Com mais de 50 anos de carreira, o músico e compositor apresenta 11 novas canções em álbum redondo e significativo, que marca a sua volta a um disco de inéditas, fato que não ocorria há nove anos.

O disco é cercado de reminiscências ao passado, desde a sua capa, criada pelo mestre Elifas Andreato - célebre artista que deu vida à muitas capas de Samba e MPB, principalmente nos anos 1970 e 1980 -, à parceria com Paulo Cesar Pinheiro que compôs todas as letras do disco, fato ocorrido também no álbum “Mosaico”, lançado há 15 anos, o álbum leva o ouvinte de volta ao passado, e isso é bom.

A canção que dá nome e abre o disco é uma joia. Sambinha leve e reflexivo, que seduz e consegue conquistar o ouvinte já na primeira ouvida, provocando um sorriso e acertando o coração de uma só vez.

A sequência traz um bonito dueto com Maria Rita, que resgata o formato das belas parcerias que nos anos 1970 eram bastante comuns em discos de MPB. Falando nisso, Toquinho faz uma bonita homenagem ao violonista Baden Powell, com citações à “Samba da Benção” e “Deixa”, ambas as composições de Powell e Vinicius de Moraes.

Aliás, o disco tem outras parcerias interessantes, como a do grande Hamilton de Holanda em “Amor Pequeno”, e da cantora Camilla Faustino, em dois momentos, com destaque para a lindíssima “Rainha e Rei”.

Outro destaque no disco é o sambão “Fato Novo”, momento com especial sabor setentista, desta vez criticando as malícias da política que tanto massacra este país. O disco fecha com chave de ouro, apresentando o outro incrível Samba “Tudo de Novo”, que traz a rara participação vocal de Paulo Cesar Pinheiro.

Gravado no Rio de Janeiro, com a produção de Rafael Ramos, “A Arte de Viver”, traz bons ares setentistas, passando por grandes parcerias e duetos, e pelo contagiante Samba que perpassa todo o disco, trata-se, sem dúvida, de um dos melhores discos do ano!

Resenha Publicada em 12/11/2020





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