Resenha do Cd Exit Wounds / Wallflowers, The

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EXIT WOUNDS
WALLFLOWERS, THE
2021

NEW WEST RECORDS
Por Thais Sechetin

E entrando na lista dos artistas que encararam um hiato de alguns anos sem gravar, The Wallflowers lança no mês de julho o disco “Exit Wounds”, cujo nome significa algo como “sair das feridas”. Trata-se de um álbum mais maduro, com músicas que beiram a nostalgia e com uma pitada melancólica.

Produzido por Butch Walker e lançado pela New West Records, o sétimo trabalho da banda conta com sons envolvidos pela atmosfera das baladas Country e boa parte disso pode ser devido a participação em algumas músicas da cantora e compositora Shelby Lynne, vencedora do Grammy Award de 2001 como artista revelação pelo álbum “I Am Shelby Lynne”. Ou será que foi o contrário e ela foi convidada justamente para ajudar a compor o clima?

De acordo com Jakob Dylan, ninguém permanece igual depois de alguns anos e todos nós carregamos as próprias feridas em paralelo às transições da vida. O clima nostálgico pode-se ser sentido na faixa de abertura, “Maybe Your Heart's Not It No More” e “I Hear The Ocean (When I Wanna Hear Trains)” ,essa última que se destaca por outro motivo peculiar: Encontrei uma semelhança na forma de Jakob colocar a voz com o Bruce Springsteen na época de Nebraska, outro trabalho bem nostálgico e melancólico. E outro som que me deixou com essa impressão foi a linda "Darlin’ Hold On”. Todas as três músicas contam com a participação de Shelby.

Os singles de “Exit Wounds” são “Roots And Wings”, lançado em abril e é a faixa que mais se caracteriza e integra com o som do Wallflowers. Já em junho, foi lançado o segundo single “Who 's That Man Walking `Round My Garden”, talvez a música que fuja do country e das melodias suaves junto com “Move The River”, que é a minha favorita. “Move The River” também tem uns elementos vocais que faz lembrar Springsteen, tem um ritmo um pouco mais pra cima, ouve-se bem a linha de baixo com alguns acordes de guitarras acompanhando o dueto Dylan/Lynne. E ressaltando esse dueto,outra faixa que merece o posto de single é “I´ll Let You Down (But Will Not Give You Up)”,que tem uma letra linda, fazendo analogias a estradas, trajetórias, caminhos e feridas.

Há algumas músicas em “Exit Wounds” que não me chamaram muito atenção como “Wrong End Of The Spear” ,”The Dive Bar In My Heart” e a faixa que encerra o disco, “The Daylight Between Us”, mas que se encaixam legal em uma proposta de introspecção e que, embora não chamem a atenção, também não destoam.

“Exit Wounds” é um bom exemplo de como algumas bandas amadurecem e experimentam alternativas a altura desse amadurecimento, mas de alguma forma mantém a essência. Não acredito que esse seja um trabalho de alta repercussão e reconhecimento, como foram os discos lançados pela banda na década de 90, mas também não acredito que seja essa a intenção da banda. Porém acredito sim que o disco tenha a sua importância como uma marca sensorial, um documento real da passagem do tempo e de seus efeitos. Os fãs saberão valorizá-lo.

Resenha Publicada em 07/08/2021





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