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Galeria Musical

Almir Guineto / Almir Guineto / Resenha de Álbum

    ALMIR GUINETOALMIR GUINETO
    RGE
    1986
    Por Anderson Nascimento

    opinião dos leitores: 4.00 de um total de 1 votos




    Após o lançamento do disco “Samba é no Fundo de Quintal” do grupo que Almir Guinéto ajudou a fundar, o cantor e compositor se lançou em carreira solo. Almir obteve um relativo sucesso por ter composições gravadas por gente como Beth Carvalho e Alcione, além de ter sido premiado no Festival MPB Shell, organizado pela Rede Globo em 1981, interpretando o samba "Mordomia" (Ari do Cavaco, Gracinha).

    Mas foi em 1986, em seu disco homônimo produzido por Milton Magalhães, que Almir gravou o seu grande clássico, um álbum que nos dias de hoje pode muito bem ser encarado como uma coletânea do artista. O sucesso comercial do álbum rendeu algumas faixas que identificam o cantor até hoje.

    A faixa de abertura “Caxambu” (Élcio do Pagode, Jorge Neguinho, Zé Lobo, Bidubi) tocou bastante nas rádios, no esquema solista canta e a roda acompanha, a canção chama atenção por sua interpretação acelerada, um tanto embolada, e bastante informal, lembrando os grandes sambas de partido alto.

    Além de “Caxambu”, também foram êxitos imediatos canções como a bela “Mel Na Boca” (David Correa), “Superman” (Almir Guinéto, Adalto Magalha) e “Conselho” (Adilson Bispo, Zé Roberto).

    Fora os sucessos da época, participando das concorridas paradas de sucesso então invadidas por artistas do Pagode, merecem destaques canções como “Quem Me Guia” (Sérgio Meriti, Beto Sem Braço) e “Lama Nas Ruas” (Amir Guinéto, Zeca Pagodinho), que mesmo não tendo sido um hit na época de seu lançamento, a canção tem uma interpretação digníssima de Almir. A bela canção foi resgatada por Zeca Pagodinho no álbum “Hoje é Dia de Festa” em 1997, tornando-se um grande sucesso na voz do artista.

    O partido alto domina o finalzinho do álbum com canções como “Pra Que Tanta Marra” (Arlindo Cruz, Sombrinha, Acyr Marques) e “Hoje” (Almir Guinéto, Luverci Ernesto), bela canção que encerra o álbum de forma brilhante.

    Resenha publicada em 05/05/2017






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