Resenha do Cd Cidade Jardim / Pallets

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CIDADE JARDIM
PALLETS
2020

INDEPENDENTE
Por Anderson Nascimento

Riff forte, bateria nervosa, cozinha organizada, assim são os primeiros acordes de “Cidade Jardim”, faixa de abertura e nome do disco novo da banda Pallets. O grupo vem da cidade de São José dos Pinhais, Paraná, e chega ao seu segundo disco com garra e Rock incondicional.

“Cidade Jardim” tem pegada que rememora o som seminal do grupo, mas não só isso, também há algo de afetivo nas composições, repletas de texturas que apontam para as memórias mais sensíveis dos integrantes do grupo.

O nome do álbum, por exemplo, faz referência ao bairro onde a banda começou e mantém atualmente o seu estúdio. De acordo com o release distribuído para a imprensa, o disco “fala dos tempos de infância e das ruas tranquilas, quando era possível brincar nelas como num parque de diversões, diferente de hoje, das avenidas dos grandes centros que as pequenas cidades estão se tornando”. Novos tempos.

As referências do grupo estão por toda a parte quando o assunto é Rock. Há Stones, Cream, e até Hendrix, ao longo das 10 canções deste trabalho. Há momentos em que o bom e velho Rock nacional também dá as caras, como em “É tão Bom”, segunda faixa do disco, que chega a lembrar algo de Cachorro Grande, enquanto “Tome Cuidado”, faixa que fecha o disco, tem pegada que remete ao Barão Vermelho.

A pegada Folk de tempos atrás também aparece no álbum em canções como “Um Segundo Apenas” e a melancólica “Último Café”. Já em “Eu Vivo”, há uma espécie de Jovem Guarda, relida nos dias atuais, incluindo aí um delicioso sax pilotado por Rodrigo Nickel.

Alguns dos destaques são “Eu Vivo” (melhor faixa do disco), “Simples Marginal” e “Dinheiro Se Der Sorte”, faixa que chegou a me fazer lembrar o Rock feito no início dos anos 2000, por bandas como Jet e The Vines.

Formada atualmente por Aldo Luiz (Guitarra, violão, ukulele e gaita de boca), Emanuel Weltener (Guitarra, violão e sintetizador), Renan Alves (Voz, maracas e pandeirola), Ricardo Coração de Leão (Baixo) e William Carvalho (Bateria, cajón e pandeirola), a banda coloca mais um bom álbum no mercado, totalmente produzido pela banda. O disco é roqueiro, vigoroso e saboroso. Vida longa ao grupo!

Resenha Publicada em 28/12/2020





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