Resenha do Cd Dilúvio / Dani Black

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DILÚVIO
DANI BLACK
2015

TRATORE
Por Rodrigo Paulo

Em um dos seus significados a palavra “Dilúvio” é definida como uma chuva muito abundante, torrencial e demorada, que alaga vastas extensões de terras. Não é exagero dizer que o título do segundo disco do cantor Dani Black faz jus a essa definição. O disco, muito bem produzido por Conrado Goys, mergulha num mar de sonoridades trazendo um repertório variado, intenso e inquieto com todas as composições inspiradíssimas de autoria do próprio Dani.

Abrindo muito bem o disco a faixa “Areia” traz uma introdução com orquestra que aos poucos ganha a companhia de um ritmo mais elétrico e distorcido. A faixa é uma composição que consegue transportar o ouvinte para o universo do disco. A intensidade aumenta com a faixa título até chegar a uma das faixas mais elétricas do disco “Linha Tênue”. Inicialmente Composição do músico conhecida na voz de Maria Gadú, Dani consegue dar uma nova roupagem para uma música já naturalmente enérgica e bem humorada.

“Fora De Mim” pode ser considerada a música mais bonitinha, gostosinha ou até mesmo bobinha do disco. Mas em momento algum essa faixa consegue ser chata. É rica no uso de instrumentos, dançante e mostra ser uma música de forte apelo popular. A faixa “Seu Gosto” é sensual tanto na letra, quanto na interpretação quanto no instrumental. “Bem Mais”, “Só Sorriso” e “Não Não Não” representam as faixas mais calmas e melancólicas do disco. Bons momentos para ouvir a qualidade vocal do cantor.

Fechando o disco, o disco conta com as ótimas “Ganhar dinheiro”, letra atualíssima muito bem casada com um instrumental envolvente que serve de contra ponto da música “Não Quero Dinheiro” do sindico Tim Maia. “Ú”, mais uma faixa de teor sensual desta vez com uma sonoridade que voltada para o Blues. E fechando com chave de ouro temos a linda “Maior”, com a participação especialíssima de Milton Nascimento, música emocionante que encerra muito bem o disco.

“Dilúvio” é um excelente disco e consagra a carreira de Dani Black. Em seu segundo trabalho solo e depois de inúmeras composições registradas em discos de grandes nomes já conhecidos da MPB, não resta dúvidas que o ex-integrante do 5 A Seco é um dos mais fortes representantes da nova geração da MPB que já tem Roberta Sá, Roberta Campos, Silva, Marcelo Jeneci e tantos outros.

Resenha Publicada em 27/09/2016





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