Resenha do Cd Amanhã / Sá, Rodrix E Guarabyra

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AMANHÃ
SÁ, RODRIX E GUARABYRA
2010

ROUPA NOVA MUSIC
Por Anderson Nascimento

Impossível colocar pra rodar o novo disco do trio Sá, Rodrix & Guarabyra e não se emocionar quando a voz solo de Zé Rodrix canta os primeiros versos da bucólica “Sonho Triste em Copacabana”.

E é assim, emocionando, que “Amanhã”, primeiro disco de inéditas do trio criador do Rock Rural, ritmo genuinamente brasileiro, inicia. O disco, que inclusive teve a canção “Amanhece um Outro Dia”, na abertura da novala “Revelação” do SBT, fora gravado no segundo semestre de 2008, mas lançado somente agora, quase dois anos depois, e infelizmente, um ano após a morte de Zé Rodrix.

Pesares a parte, é hora de aproveitar esse verdadeiro presente que o trio oferece pra nós. O álbum é recheado de momentos indescritíveis, como ouvir novamente a voz de Gutemberg Guarabyra, e relembrar o quanto o cantor é ímpar ao cantar a swingada “Marina, Eu Só Quero Viver”. Ou reouvir a o doce vocal de Luis Carlos Sá, cantando “Cidades Meninas”, bela homenagem às cidades mineiras com nomes de mulheres.

Falando em homenagens, o Rio de Janeiro ganha uma estranha visão apocalíptica de Sá, com a canção “Novo Rio”, que descreve os efeitos do aquecimento global na cidade do Rio de Janeiro, em uma canção curiosa e deliciosa.

Já a tensa “Amanhece Outro Dia”, com um belo arranjo de cordas, lembra o início da carreira do trio, bem como “Caminho de São Tomé”, um verdadeiro exemplo do porquê o estilo musical da banda é chamado de Rock Rural.

Outro belo momento é a canção-hino “Nós Nos Amaremos”, velha conhecida do repertório de Guarabyra, aqui em versão ainda mais bonita.

Os arranjos vocais da banda, acrescidos de Tavito (“Rua Ramalhete”), produtor do disco, também são um destaque a parte. A faixa que dá nome ao disco é um grande exemplo disso, com um coro esperto, abre caminho para um solo vocal inesquecível de Zé Rodrix.

A última canção do disco, “Logo Eu, Saudade”, encerra de forma maravilhosa o disco. A canção, que tem vocal solo dos três cantores, parece a chegada de um trem, com aquele barulhinho lá longe, até crescer, chegar, fazer o seu trabalho, e ir embora, novamente deixando o silêncio aos que ficam.

Esse registro histórico é digno do passado glorioso do trio, e deve ser aproveitado música por música, porque assim, como trio, não veremos nunca mais, pois a passagem prematura de Rodrix acabou com essa possibilidade. Por outro lado, os discos estão aí, são três álbuns de estúdio, além de um CD e DVD ao vivo que tratarão de espalhar as canções que o trio deixou de legado para a posteridade.

Resenha Publicada em 27/03/2010





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