Resenha do Cd Cauby!... (vol.1) / Cauby Peixoto

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CAUBY!... (VOL.1)
CAUBY PEIXOTO
2012

DISCOBERTAS
Por Anderson Nascimento

A oportuna data redonda que celebra os oitenta anos de carreira do cantor Cauby Peixoto tem motivado alguns lançamentos e homenagens pelos vários cantos do Brasil. Também, pudera. Juntamente com os seus oitenta anos de idade, Cauby também completa impressionantes sessenta anos de carreira.

Dentro desse contexto, um dos acontecimentos mais bacanas em torno dessas festividades foi, sem dúvida, o lançamentos dos boxes “Cauby!...(vol.1)” e “...Cauby! (vol.2)”, que encaixotam nada menos que doze títulos – entre eles dois CDs de raridades – do repertório original de Cauby Peixoto, contemplando a sua fase chamada de “Fênix”.

Além dos já indefectíveis esmeros dos boxes lançados pela gravadora Discobertas, os boxes ainda contam com faixas bônus (em alguns álbuns) e textos substanciais do pesquisador Rodrigo Faour, que é também o biógrafo de Cauby.

O primeiro Box é uma contemplação de momentos históricos e importantes na carreira do artista. Entre os seis CDs do Box estão álbuns como “O Explosivo Cauby” (1969) e o renovador “Superstar” (1972), álbum onde Cauby espalha ternura e potência vocal emprestando o seu toque à canções como “Valsinha” (Vinícius de Moraes – Chico Buarque), “Detalhes” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos), “Mulher” (Custódio Mesquita – Sady Cabral) entre tantos outros, com destaque especial para o brilhante fado “Os Argonautas“ (Caetano Veloso).

Mais focado e íntegro que “Supestar”, o disco que fecha esse Box “Cauby” (1976), investe na no Samba romântico, em voga na época, e apresenta a parceria entre Cauby e Adelino Moreira, conhecido como o principal parceiro de Nelson Gonçalves, que aqui produz e é gravado por Cauby em quatro das doze faixas do disco original, destacando-se uma versão beirando o tango de “A Volta do Boêmio”.

Ainda se destacam no disco, as belíssimas versões de “Lencinho Querido” (G.C. Penaloza – J. de Dios Filberto, VS. Maugeri Neto), “Onde Anda Você” (Vinícius de Moraes – Hermano Silva) e o sambão “O Surdo” (Totonho – Paulinho Rezende).

Apesar das tentativas de uma retomada fonográfica do artista – a sua carreira nos palcos nunca fora abalada -, e dos bons lançamentos desse período, a sua verdadeira retomada aconteceria em 1980 com o álbum “Cauby! Cauby!”, incluso no Box dois desse conjunto de relançamentos.

Resenha Publicada em 12/04/2012





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