Resenha do Cd La Plata / Jota Quest

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LA PLATA
JOTA QUEST
2009


Por Anderson Nascimento

Desde a boa retomada aos discos em “Até Onde Vai” (2005), o Jota Quest vem apresentando singles interessantes. Curiosamente, enquanto que em termos de êxitos o Jota Quest vê a sua carreira ir muito bem desde o lançamento do excelente “De Volta Ao Planeta dos Macacos” (1998), em termos de crítica, os álbuns que compreendem o período entre “Oxigênio” (2000) e “Discotecagem Pop Variada” (2001) não foram bem recebidos por grande parte dos críticos, mesmo sendo amplamente aceitos pelo seu público.

Em “La Plata” temos um punhado de boas canções intercaladas com músicas pop pra dançar. A aposta em músicas com cara de pista de dança não é uma novidade na carreira do grupo mineiro, mas nesse novo disco o ritmo volta com uma representativa parcela do álbum, algo que no disco anterior não acontece. Isso fica claro já na faixa título, uma excelente sacada que se transforma em uma das melhores músicas do álbum.

O som dançante focado nas discotecas setentistas é bem representado também em canções como a suingada “Ladeira”, que incrivelmente ainda tem uma bela pegada roqueira.

Uma das características marcantes de “La Plata” é reunir tantas canções boas em um só álbum. Em “Seis e Trinta” fica evidente a evolução sonora quanto à interpretação vocal de Rogério Flausino e também o crescimento quanto ao cuidado com a letra da canção. Fato também presente em “Único Olhar”, que capricha nos arranjos e na produção. Além do segundo single do álbum “Vem Andar Comigo”, que tem a marca registrada da banda e é “a” balada do disco.

Se as canções citadas estão entre as melhores do álbum, “O Grito” merece um parágrafo a parte. A banda consegue construir com essa canção um épico em sua carreira. A música agrupa Rock com nuances disco, fazendo com que essa seja a melhor canção do álbum, e uma das melhores de toda a carreira da banda.

Porém se algo vai mal nesse disco, é justamente quando a pista de dança reina absoluta em detrimento a qualquer outro aspecto como letra, arranjo ou criatividade. E isso ocorre algumas vezes no álbum em faixas como “So Special”, “Paralelepípedo” e na faixa bônus “Laptop”, que poderia muito bem ter ficado de fora do álbum.

Outro problema no álbum é o uso exagerado (e às vezes desnecessário) da língua inglesa. Em algumas músicas fica impossível entender o porquê de cantar alguns versos na língua da terra da Rainha. Na dançante “Nobodys Watching” temos uma bela idéia central, mas por que o refrão e nome da canção tem que ser inglês? Quando cantam o título da canção em português a coisa fica muito mais charmosa e interessante.

De qualquer forma “La Plata” é mais um bom disco do Jota Quest, mostrando que o amadurecimento conseguido no álbum “Até Onde Vai” não foi por acaso, e sugerindo que outros bons álbuns surgirão mais a frente.

Resenha Publicada em 16/01/2010





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