Lista - Os 5 Discos Mais Politizados

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OS 5 DISCOS MAIS POLITIZADOS

Publicada em: 21/10/2010

Passamos por um momento relevante em nossas vidas: de 4 em 4 anos podemos nos manisfestar e escolher o “líder” do Poder Executivo de nossa República Federativa. Mais do que uma simples escolha, o voto é a peremptória consolidação da democracia: sem ele, o regime democrático simplesmente não existe. E a arte reconhece isso. Diversos são os meios artísticos que dialogam com essa perspectiva, e a música (e ainda mais precisamente, o rock n’ roll) não é exceção. Por isso, como meio de enfatizar ainda mais a relevância da democracia no Brasil (que ainda “engatinha”), a Galeria Musical apresenta os 5 discos que, de algum meio, trouxeram à luz, de forma artisticamente interessante, o elemento “político-social” como veículo de protesto ou, então, simplesmente forma de expressão. É a nossa chance de aprendermos com eles. Enjoy!


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Discos
    1° - SOME TIME IN NEW YORK CITY
    1972
    JOHN LENNON
    1972
    Por Rafael Correa


    "Some Time in New York City" representa o terceiro trabalho de Lennon após a separação dos Beatles. Lançado em 1972 (contando também com a participação de Yoko), o álbum vai além da atmosfera pacifista criada por seu predecessor "Imagine" para encadear um forte discurso político, influenciado pela mudança do casal Ono & Lennon para Nova York e pelas sucessivas reuniões ocorridas com os ativistas políticos Jerry Rubin e Abbie Hoffman. Talvez por isso, "Some Time in New York City" abordou diversas "feridas abertas" americanas, como a rebelião no presídio Attica (onde 39 pessoas foram mortas), a prisão por porte de maconha do poeta americano John Sinclair e a prisão de Angela Davis, que pertencia ao partido comunista americano. Além trafegar por temas políticos tipicamente americano, "Some Time in New York City" também traz à tona questões referentes a morte de 13 pessoas por policiais durante uma passeata católica na Irlanda do Norte, nas canções "Sunday Bloody Sunday" (s/ referência com o homônimo trabalho do U2) e "The Luck of the Irish". Musicalmente, "Some Time in New York City" é um exemplo de álbum forte, criativo e denso. Este disco representa um discurso que deveria ser ouvidos por todos nós, incessantemente. Merece, de fato, estar em primeiro lugar.

    2° - JOAN BAEZ
    1960
    JOAZ BAEZ
    1960
    Por Rafael Correa


    Joan Baez foi, possivelmente, voz feminina mais eloquente do folk. Sua voz suave servia de contraponto para as críticas políticas e sociais que suas letras expressavam, o que no começo causava uma certa estranheza para quem a ouvia. Todavia, no auge do sucesso, Joan mostrou que o seu vetor artístico era o engajamento social: trocou diversas gravadoras por um selo independente, isto no início dos anos 60. Em 1993, ela afirmou em uma entrevista que “Minha dedicação às mudanças sociais vai continuar até eu morrer”. Ainda bem.

    3° - RAGE AGAINST THE MACHINE
    1992
    RAGE AGAINST THE MACHINE
    1992
    Por Rafael Correa


    “Som & Fúria”. Por mais que pareça clichê, esta seria uma boa definição para o disco de estréia do RATM. Misturando o som pesado do rock n roll com a pegada criativa do hip-hop, Tom Morello, Zach de La Rocha e seus comparsas conseguiram “acoplar” letras com críticas políticas à uma sonoridade forte e interessante. Agressivos na medida certa, o RATM compôs em sua estréia verdadeiras “pedradas”, como a famosa “Killing in the Name”. Vale a pena ouvir.

    4° - BURNIN
    1973
    BOB MARLEY
    1973
    Por Rafael Correa


    Na verdade, qualquer outro disco de Bob Marley poderia figurar nessa seção, já que em praticamente todos os seus discos percebemos canções excelentes que, de certa forma, versam sobre a política, ainda que indiretamente, seja em formato de protesto ou desabafo. A escolha de “Burnin’” deve-se ao fato do álbum trazer em si “Get Up, Stand Up”, um clássico de protesto e resistência política de Marley, assim como “I Shot the Xerif”. Todavia, a obra política de Marley vai além deste disco ou de outras canções, como a bela “Redemption Song”: vai ao longe até tocar sua própria vida. Isso é tão verdade que o próprio Marley não nos deixa esquecer de sua força de vontade: um dia após de ter sofrido um atentado a tiros, Bob estava disposto para subir ao palco e levar sua mensagem. Foi, obviamente, questionado por muitos, que procuravam saber por que Bob seguia adiante após pouquíssimo tempo depois de quase perder a vida. Sua resposta foi simples mas, no entanto, traz em si um nobre ensinamento. Ele disse: “Como posso pensar em descansar quando esses mesmos homens continuam a transformar esse mundo em um lugar pior?” É justamente isto que nos faz falta: força de vontade. Que Marley nos inspire.

    5° - OS MUTANTES
    1968
    MUTANTES, OS
    1968
    Por Rafael Correa


    Na verdade, ainda que seja indiscutivelmente genial, grande parte da importância musical do disco de estréia dos Mutantes deve-se, também, ao momento histórico de seu lançamento: em 1968, o Brasil iniciava sua pior caminhada adentro da ditadura através do AI-5, redigido em dezembro daquele ano. Com isso, fomentou-se igualmente os anseios políticos de todo um país, e Os Mutantes, assim como outros elementos (como a tropicália), foram essenciais para a movimentação cultural brasileira. Odiados pela esquerda por macular as raízes da música popular brasileira e pela direita por representarem tudo aquilo que eles (a direita) repudiavam, Os Mutantes fizeram política sem querer. E, também sem querer, representam tantas outras bandas brasileiras que afetaram a política de alguma forma, como Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Patrulha do Espaço, Made in Brazil, Barão Vermelho, O Peso, entre outros.


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