Resenha do Cd Living Things / Linkin Park

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LIVING THINGS
LINKIN PARK
2012

WARNER MUSIC
Por Anderson Nascimento

Em seu quinto disco, a banda americana conhecida pelo caldeirão de sons que misturam Rap, Hardcore e Nu Metal, agrada com um disco conciso – o disco tem apenas trinta e seis minutos de duração - e recheado de bons momentos.

A faixa de abertura é um exemplo de som que remete à sonoridade que tornou a banda mundialmente conhecida, urdida com Rap Metal e boa melodia, “Lost In Echo”, abre o álbum sugerindo uma promissora coleção de novas canções. A sequência com “In My Remains” não anuvia essa ideia, mais melancólica, a canção também remete aos remotos tempos, e destaca-se como uma das melhores canções do disco.

Essa essência que bebe do passado da banda não foi algo que simplesmente aconteceu por acaso, a banda já havia anunciado que esse disco remeteria ao antigo som, juntando, porém, uma graúda pegada eletrônica, o que pode ser confirmado em canções como “Burn It Down”, primeiro single do disco, “I´ll Be Gone” e "Until It Breaks”.

O peso dos últimos álbuns, porém, também está representado nesse novo disco, caso de “Lies Greed Misery”, enquanto momentos menos pesados são responsáveis por dar ao ouvinte um tempo para respirar, e esse é o caso de “Castle of Glass”, estrategicamente dividindo o disco ao meio. Já “Skins To Bone”, outra faixa nessa linha, aposta no refrão fácil e altamente cantarolável e “Powerless”, por sua vez, finaliza o disco.

A paz provocada por “Castle of Glass” deixa de reinar logo em seguida com uma das maiores pancadas do disco “Victimized”, uma espécie de Proto-Punk, que a banda definiu como o que de mais agressivo já foi feito pela banda até hoje.

Além do Punk, a banda também cita o folk como referência, chegando a dizer que "Skin to Bone" e "Roads Untraveled" são inspiradas em Bob Dylan, a segunda é uma grande canção, que certamente é outro dos principais destaques do CD.

No fim tem-se a certeza de que o planejamento do álbum foi bem feito, e o resultado é esse ótimo rebento, que certamente vai agradar aos que curtem os trabalhos mais pesados da banda, e também os que preferem o som feito no início de carreira, na fase de maior sucesso do grupo.

Resenha Publicada em 25/08/2012





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