Resenha do Cd Dos! / Green Day

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DOS!
GREEN DAY
2012

WARNER MUSIC
Por Anderson Nascimento

É sempre um grande desafio para as bandas lançarem comercialmente pacotes com grandes quantidades de música de uma só vez, seja no formato álbum duplo, triplo, ou da forma como o Green Day está apresentando as suas novas canções, em discos separados, mas com curto intervalo de tempo entre eles.

Com apenas 39 minutos de música o disco dá o seu recado, apresentado um punhado de canções relevantes. “Fuck Time”, segunda faixa do disco – ou primeira se ignorarmos a vinheta “See You Tonight” -, é uma delas, e talvez seja a melhor canção das que compõem “¡Dos!”. A música tem levada dançante, porém roqueira, e remete à festa, diversão e, claro, ao sexo.

Assim como em “21 Guns”, do álbum “21st Century Breakdown”, que escancaradamente soa como “All The Young Dudes” (David Bowie), aqui também temos o Green Day lembrando momentos clássicos do Rock. As canções “Stop When The Red Lights Flash” tem um corinho de fundo, no mínimo, parecido com “Back in The URSS” dos Beatles, e “Amy”, homenagem à Amy Winehouse, que encerra o disco, também consegue provocar essa sensação de Dèja Vú.

“Lazy Bones” é outro bom momento interessante do álbum, pois consegue aliar instrumental roqueiro, com a melancolia da interpretação de Billie Joe, e a letra com motivações confessionais. Nessa mesma linha se encontra outro momento ótimo, “Stray Heart”, primeiro single do disco, canção melancólica e vibrante.

Em vários momentos a banda parece se escorar em sonoridades distantes do Rock. Na maioria das vezes eles acertam, caso da belíssima “Wild One”. Talvez esse fato se justifique com as declarações do próprio vocalista, que afirmou que esse disco teria o som parecido com a de sua banda paralela “Foxboro Hot Tubs”, ou seja, Rock garageiro e festeiro, como pode comprovar também o som de “Makeout Party”.

Em algum momento o som antigo do Green Day também dá as caras, e isso fica mais explícito em “Ashley”, faixa que remete ao som da banda nos anos 1990, muito embora soe um tanto irregular. Essa irregularidade também aparece no caso da dobradinha “Lady Cobra” e “Nightlife”, faixas que não conseguem empolgar, e certamente não fariam falta no disco.

Segundo capítulo da nova saga capitaneada pela banda Americana Green Day, “¡Dos!”, está um pouco abaixo quando comparado com o primeiro disco da trilogia “¡Uno!”. Ainda assim, o álbum apresenta boas canções, mas nenhuma que vá, de fato, ombrear com os clássicos antigos (e até mais recentes) da banda.


Resenha Publicada em 22/12/2012





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