Resenha do Cd Broken Boys Soldiers / Raconteurs

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BROKEN BOYS SOLDIERS
RACONTEURS
2006


Por Anderson Nascimento

Magia. Isso é o que sentimos ao ouvir o primeiro álbum da banda The Raconteurs, formada a menos de um ano, por um time liderado por Jack White, multi-consagrado e conhecido pela banda “White Stripes”.

Apesar de bem recente, o disco já era um dos mais aguardados do ano, isso porque a banda começou a aparecer no cenário alternativo americano, lançando alguns compactos em vinil e edição limitada, que serviram para aumentar a ansiedade de como seria o trabalho de Jack White fora de sua banda anterior.

E a espera valeu a pena. O disco, ainda que calcado em Rock alternativo, mesmo estilo do “White Stripes”, navega por sons históricos do Rock, principalmente com referências explícitas de Beatles e anos 70.

Com apenas trinta e três minutos, o álbum cumpre o seu papel, lançando a banda para o mundo e prometendo muito sucesso. Mas não é preciso mais que dez minutos para a adrenalina espalhar-se rapidamente pela corrente sangüínea do ouvinte.

Com um single bem contemporâneo abrindo o disco “Steady, as She Goes”, a banda apresenta uma modernidade ponteada por guitarras fortes e côros impecáveis oriundos dos anos sessenta.

A segunda música traz nos vocais principais Brendan Benson, outro grande atrativo da banda, que possui dois vocalistas principais, diferenciando as vozes e os momentos do álbum, ajudando na sua diversidade. Com pitadas de Who e refrães a lá “Revolver (Beatles)”, a faixa “Hands” contrasta com o som da primeira música, preparando o ouvinte para algo ainda maior.

E Esse “algo maior” é a faixa título “Broken Boy Soldier”, gritada, grandiosa, nervosa, chegando a emular um campo de batalha.

O que dizer então da próxima faixa “Intimate Secretary”? Ouça “Tomorrow Never Knows (novamente o Revolver!)” e tire as suas próprias conclusões.

A balada “Together”, desculpe-me ser repetitivo, mas é Paul McCartney puro. Aliás o Paul é uma grande influência do Brendan Benson, que fã declarado do ex-Beatle.

Na sequência, o disco traz “Level”, um blues elétrico, “Store Bought Bones”, uma ode vocalmente Beatle perfeita e alucinógena, “Yellow Sun”, um folk rock que lembra-nos que o violão existe, até que “Call it a day” abre espaço para um Rock setentista de primeira “Blue Veins”, que parece ter saído direto do “Wings Over America” (álbum clássico ao vivo dos Wings de 1976, olha o Paul aí de novo!), de tanto que lembra a banda nessa fase, não por coincidência cantada por Brendon, acaba por tornar o álbum uma das melhores estréias dos últimos tempos.

Dois vocalistas, dois compositores, dois guitarristas, compostos por um baterista e um baixista competentes, não poderia dar um resultado melhor. O Racounteurs foi a melhor coisa que aconteceu ao Rock nos últimos tempos.

Resenha Publicada em 24/05/2006





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