Resenha do Cd Ninguém Está Sozinho / Sound Bullet

NINGUÉM ESTÁ SOZINHO  title=

NINGUÉM ESTÁ SOZINHO
SOUND BULLET
2013

INDEPENDENTE
Por Anderson Nascimento

Formada no Rio de Janeiro em 2009, a banda “Sound Bullet” tece influências diversas que bebem principalmente do som indie americano dos anos 2000. Composta por Guilherme (voz e guitarra), Fred (baixo e voz), Ton (guitarra e voz) e Pedro (bateria), o grupo já tocou em diversos festivais, sendo finalista na edição carioca do GBOB – Global Battle of Bands de 2010 e da 2ª edição do festival NMB - Nova Música Brasileira, em 2011, patrocinado pela Oi Novo Som e com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O EP “Ninguém Está Sozinho” foi lançado no finalzinho do ano de 2013, e é um belo cartão de visitas para quem quer conhecer um pouco mais do trabalho da banda. Produzido por Diogo Strausz (Strausz e ex-R.Sigma) e gravado no estúdio Canto dos Trilhos com Pedro Garcia (Planet Hemp e ex-Rockz), o disco foi eleito como um dos melhores EPs de 2013 no site “Tenho Mais Discos Que Amigos”.

E de fato o disquinho é mesmo excelente. Com canções que se notabilizam por belas letras, o disco passa em um piscar de olhos, até que o ouvinte queria repeti-lo logo em seguida.

“Aceitar Perdão” foi faixa bem escolhida para mostrar a proposta da banda, já que possui letra inspirada, dessas cuja construção sugere que sejam entoadas em côro pelo público. Nessa música o grupo desenvolve a já citada sonoridade alternativa com ares indie, que vai de encontro ao estilo de som feito na primeira metade da década passada. Já a canção “Ser Só Um” tem pegada mais enérgica. Sua introdução, conduzida por um baixo nervoso e uma guitarra certeira, é um convite para que o ouvinte mergulhe de cabeça no som do grupo.

As canções do EP são sempre marcantes e representam firmemente a ideia a qual a banda quer passar. A canção “Amanhã ou Depois” é um desses casos. Em “Verde” uma guitarra espacial juntamente com a sua interessante cadência, hipnotiza o ouvinte, consolidando a essência marcante que ajuda a definir o grupo.

Algo também elogiável é que os vocais são claros e límpidos, mesmo em canções mais fortes como “Ambição” e “Medo” - faixa mais pesada do álbum, onde é possível estabelecer paralelos óbvios com o som do Foo Fighters -, onde a voz fica à frente e perfeitamente compreensível, o que às vezes é tão difícil de ver (ou ouvir) no Rock.

No fim das contas o ótimo EP sugere que vem algo grande e impactante por aí. Com um ano de lançamento recém-completado, a expectativa por um álbum “cheio” tornou-se bem grande a partir da audição deste disco.

Resenha Publicada em 18/12/2014





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