Resenha do Cd Primal / Luiz Lopez

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PRIMAL
LUIZ LOPEZ
2014

INDEPENDENTE
Por Anderson Nascimento

Guitarrista e compositor que fez parte da banda “Filhos da Judith”, e músico que acompanha o Tremendão Erasmo Carlos desde 2009, Luiz Lopez acaba de estrear em carreira solo com o recém-lançado álbum “Primal”.

O disco é a síntese do estilo musical que Luiz Lopes já vem defendendo, ou seja, Rock com a guitarra como protagonista. O domínio do instrumento já pode ser sentido no início do disco com a ácida “Caipira do Mundo” e a sua sequência “Esse Amor Já Se Acabou”.

As influências do artista estão explícitas em diversas canções. Uma das mais notáveis é a faixa “Marileide”, escancadaramente Stoniana. Já a faixa “Não Posso Mais” funde diversas dessas influências, dentre elas sons que emulam a primeira Invasão Britânica e, por tabela, a Jovem Guarda, enquanto a faixa seguinte, “Feche os Olhos Pra Ver”, é Beatles (fase Revolver) sem discussão alguma.

“Primal” também é equilibrado com momentos mais melancólicos. Dentre eles, destacam-se a balada “Sempre Dá”, que parece sofrer influência do próprio Erasmo (fase 70), e a angustiada “Mais Um Dia Amanheceu”.

Inteiramente autoral, em diversos momentos o álbum parece contar histórias do cotidiano e da vida do autor. Uma das mais diretas nesse ponto é “Samba no Quintal”, canção que rememora os tempos de criança. Nessa mesma linha encontra-se “Valeu Mãe”, balada emocionante e confessional que encerra o disco e chega a lembrar a fase solo do mutante Arnaldo Baptista.

Cercado de bons momentos, não há como não arregalar os olhos para “Shake Chique”, canção mais bacana do álbum e potencial hit deste trabalho. A música é um Rock original que critica as vicissitudes dos que tentam ser chiques a qualquer custo, algo bem comum nos tempos atuais dominados pelos selfies.

Produzido pelo próprio Luiz Lopez, com coprodução de Alan James, o disco foi mixado na cidade de Washington (USA), e dentre inúmeros aspectos positivos, talvez o que chame mais a atenção seja a criatividade musical do artista, tanto no que diz respeito às composições, que fogem da obviedade dos temas, quanto aos arranjos, sempre condizentes com o que parece ser a ideologia deste trabalho.

Resenha Publicada em 15/01/2015





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