Resenha do Cd Opressor / Uganga

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OPRESSOR
UGANGA
2014

SAPÓLIO RÁDIO
Por Anderson Nascimento

Banda com vinte anos de carreira, conhecida por defender o som pesado interpretado em português, o Uganga acaba de lançar o seu esperado quinto disco, “Opressor”. Temático, o disco apresenta canções que discursam sobre temas que orbitam na mesma direção, tais como guerra, medo, drogas e opressão.

A dobradinha inicial com “Guerra”, faixa que ganhou videoclipe em fevereiro do ano passado, e “O Campo” é um belo cartão de visitas, principalmente no caso da segunda, uma dramática coleção de lembranças sobre o horror do Holocausto, com a forte mensagem de que esse momento foi “algo pra nunca se esquecer”.

A faixa que dá nome ao álbum é outro momento fundamental nesse novo trabalho. Com letra forte, instrumental preciso e interpretação perfeita, a música urge pelo acionamento da tecla “repeat” de seu tocador de música.

O disco tem dez canções, se não contarmos os links “Veredas”, “L.F.T” e “Noite”, que intercalam as canções do álbum. Em quarenta minutos o disco não deixa o ouvinte respirar, emendando faixas e, por vezes, até pequenos discursos como ocorre na faixa de abertura “Guerra”, na realística “Moleque de Pedra” e em “L.F.T.”.

“Casa” é outro momento já conhecido pelos fãs, já que a banda a divulgou em novembro último o clipe da música com imagens tiradas da turnê europeia da banda, registrada no (ótimo) “Eurocaos Ao Vivo” (2013).

Com esse disco os mineiros do Uganga continuam provando que em momento algum a língua portuguesa é entrave para o Rock pesado. E canções como “Modus Vivendi” e “Nas Entranhas do Sol” são provas explícitas disso. Ainda assim, a banda chegou a gravar uma única canção em língua bretã no disco, “Who Are The True?”, regravação da música da banda “Vulcano”, mas que consegue se enquadrar perfeitamente no conceito apresentado ao longo do álbum.

Fechando o ciclo do álbum, o encerramento é feito com as badaladas da serena “Guerreiro”, faixa melancólica que joga um pouco de calmaria após a tempestade de ideias e sons experimentados ao longo do álbum.

Resenha Publicada em 21/04/2015





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