Resenha do Cd The Magic Whip / Blur

THE MAGIC WHIP title=

THE MAGIC WHIP
BLUR
2015

WARNER MUSIC
Por Anderson Nascimento

David Albarn sempre será reconhecido por sua inquietude musical. Isso vem desde os tempos mais remotos de sua carreira com o Blur, quando adicionou psicodelia o a som do grupo, o que colaborou para que a banda fosse considerada um dos artífices da renovação do Rock britânico, no movimento ora chamado de Britpop.

Doze anos após o lançamento de seu último álbum “Think Tank” (2003), o grupo está de volta com o seu oitavo álbum de estúdio, que agrega a volta de Graham Coxon, guitarrista que havia deixado o grupo em 2002, e também do produtor Stephen Street, mesmo da primeira fase da banda.

O que se confirma no novo disco do grupo “The Magic Whip” é que a banda jamais deixará de navegar pelas experimentações de Albarn, o que nem sempre resulta tão atrativo dentro de um disco do grupo.

O novo álbum tem influência explícita do recente período asiático da banda, posterior ao cancelamento do show que aconteceria no Japão em 2013, que acabou rendendo cinco dias de hospedagem em Hong Kong, onde o álbum começou a ser gravado. A própria arte da capa, que traz o nome da banda e do álbum em chinês, remete aos letreiros luminosos, muito comuns por aquelas terras.

Mesmo com algumas boas experimentações, o disco não inicia muito animador, com canções médias como a faixa de abertura “Lonesome Street”, regulares, caso de “New World Towers” e ruins, casos das bobas “Ice Cream Man” e “Thought I Was A Spaceman”. O próprio primeiro single do álbum “Go Out” é outro exemplo de que, pelo menos em um primeiro momento, a banda não consegue empolgar.

O disco vai melhorando após a sua primeira parte, trazendo as melhores canções desse novo punhado de faixas, mais precisamente a partir do Rock experimental “I Broadcast”. Nesse ponto há uma boa banda fazendo canções mais interessantes, como a balada “The Terracotta Heart” e “There are Too Many of Us”, esta última, uma das melhores de todo o álbum.

Encerrando com a letárgica “Mirrorball”, o novo disco da banda certamente vai provocar sensações distintas entre os ouvintes. Por um lado têm-se muita experimentação e faixas difíceis, como a incrível “Pyongyoung”, por outro, poucas faixas que lembram o Blur que encantou uma geração, caso quase solitário de “Ong Ong”. Apesar da ânsia provocada pelo hiato de lançamento de um disco de inéditas, esperava-se um pouco mais de imponência deste disco.

Resenha Publicada em 30/04/2015





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