Resenha do Cd Vamos Pro Quarto / Cérebro Eletrônico

VAMOS PRO QUARTO title=

VAMOS PRO QUARTO
CÉREBRO ELETRÔNICO
2013

INDEPENDENTE
Por Felipe Lucena

Após surgir com o disco "Onda Híbrida Ressonante" (Reco-Head/2003), ganhar destaque com "Pareço Moderno" (Phonobase Music Services/2008) e se consolidar - aclamada pela imprensa - com "Deus e o Diabo no Liqüidificador" (Phonobase Music Services/2010), a Cérebro Eletrônico encontrou na soma: tudo de bom que havia feito antes (ótimas letras, um instrumental bem produzido e sem restrições, além de muitas referências) mais psicodelia uma fórmula para um grande trabalho. Vamos Pro Quarto - com o perdão do trocadilho (que estão muito presentes nesta obra) - vale por uma mansão inteira, onde festas são bem-vindas.

O disco é aberto com "Brinde aos Pássaros". A música conta com uma doce "cama" instrumental, gostosa de ser ouvida, como o canto de algumas aves, o que possibilita uma atenção maior ao conteúdo letra que tem pequenos jogos de palavras, abrindo as asas para interpretações. O tom de voz de Tatá Aeroplano faz lembrar os melhores momentos da lendária Secos e Molhados. O refrão desta primeira canção mostra a essência do álbum: a psicodelia.

Bem mais inquieta que a anterior, "Seus Papos Não Colam" é apoiada em bons trocadilhos, além de um refrão dançante, com uma pegada oitentista. Nos últimos segundos, a música ganha um toque indiano alucinante. A terceira faixa, "Nosso Santo Não Bateu", tem um instrumental "pé no chão" e uma letra de associações constantes, ritmadas, quase entorpecentes.

"Oh! My Lou" não é tão interessante quanto suas antecessoras. No entanto, a música é salva por um simples e sofisticado solo de guitarra. A quinta canção do disco, "Liberte os Faunos" tem uma razoável letra que dança em um denso som que varia por vários estilos sem se perder. Em "Tristeza Retrô", Tatá repete, nos vocais, uma única frase. A interpretação do vocalista e o instrumental - que termina bem pesado - fazem com que a faixa siga no mesmo bom nível do restante do álbum.

Com uma atmosfera inocente, a Cérebro Eletrônico fala de sexo na ótima "Canibais Ancestrais" e ainda debocham no refrão: "é assim que a humanidade caminha para trás". Já em "Egyptian Birinights", o tema são as drogas. Novamente, os bons trocadilhos de Tatá e cia. dão muita qualidade ao texto escrito da música. Depois de sexo e drogas, o rock n roll entra na crítica "A Internet Parou". Na faixa, os paulistanos brincam com o uso excessivo da rede mundial de computadores, contando um desconexo conto sobre um homem que se perdeu em uma grande cidade.

Após parecer moderna e colocar Deus e o diabo no liquidificador, a Cérebro Eletrônico chegou a uma potente mistura, que merece ser absorvida por inteira, mais de uma vez, em mais de um lugar, no quarto ou na rua.

Resenha Publicada em 19/10/2013





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