Resenha do Cd The Power And The Glory / Gentle Giant

THE POWER AND THE GLORY title=

THE POWER AND THE GLORY
GENTLE GIANT
1974

CAPITOL
Por Tiago Meneses

Sempre digo que por mais que eu tenha uma verdadeira paixão por várias bandas de rock progressivo, somente duas conseguiram a proeza de lançar 8 álbuns seguidos que podemos chamar de ótimos ou ao menos bons. Uma é a "Van Der Graaf Generator", e a outra é o "Gentle Giant", essa segunda de maneira mais impressionante ainda, pois precisou de somente 6 anos pra conseguir uma sequência tão matadora.

Entre tantas pérolas lançadas em tão pouco tempo, existe aquela que brilha mais do que as outras na visão desse que vos escreve e se chama "The Power and the Glory". Um verdadeiro petardo e aula de uma banda trabalhando como banda. Não existe um destaque senão o trabalho como um todo.

O álbum começa de maneira no mínimo fantástica. "Proclamation" tem uma grande melodia e uma composição relativamente complexa. Tem o início com um som de órgão executado de forma discreta, seguido pela voz única de Derek Shulman e uma linha de baixo muito bem cadenciada pelo seu irmão Ray Shulman. Uma abertura que define perfeitamente bem o tom geral da faixa. Gosto bastante também da maneira como Derek a canta. Tem uma grande mistura entre tons altos e baixos. A música flui bem com teclados e baixo fazendo o papel principal. O álbum não poderia começar melhor.

A segunda faixa tem uma maneira bem discreta de fluir, com uma influência significativa de música de vanguarda. Desta vez, quem domina a canção é o violino e violoncelo, com alguns preenchimentos de guitarra e piano. Um dos momentos mais interessantes da faixa é quando é cantado, "So Sin-Cere"...dá pra perceber que todos os instrumentos são tocados em multi direções, mas eles ainda assim eles mantem toda a harmonia global. Uma composição brilhante. Mesmo que não seja vista com bons olhos por muitos fãs da banda, eu gosto bastante do resultado final obtido aqui.

A terceira faixa, "Aspirations", tem um estilo balada, mas construído na veia prog. É uma ótima música, relativamente suave com o som do teclado. Destaque também novamente na maneira do Derek cantar. É uma faixa de letra bastante positiva, de frases como, "quando a poeira baixar, veremos todos os nossos sonhos se tornando realidade". Ótimo trabalho.

"Playing the Game" é realmente um progressivo da gema, falando a grosso modo, desde os seus vocais. Ela tem todos os elementos que a música típica prog sempre teve: dinâmica, relativamente complexa e mudanças de tempos incomuns. Mais uma vez, trata-se de uma faixa que que tem como abertura um som de teclado estranho, mas acompanhada por uma brilhante linha de baixo. Falando nele, sempre que eu escuto essa música eu percebo o quão dinâmico é tocado o baixo ao longo de todo os segmentos desta faixa. Tem um ritmo relativamente otimista com algumas quebras agradáveis. Pra variar, um excelente trabalho.

A quinta faixa, "Cogs in Cogs", é outra excelente trilha com uma intro onde todos os instrumentos são tocados simultaneamente e seguido pelo estilo único de Derek cantar. Como é de costume, aqui também encontra-se uma grande variedade de andamentos, mas sendo executados sempre de maneira magistral pela banda, nunca se perdendo.

No God's a Man" é uma faixa melódica podendo ser equiparada até em algo na veia de "Aspirations", mas é um trabalho mais complexo. Grandes solos de teclados e clavinete, guitarra. Não tem muito o que se falar sobre essa canção, alem claro, de não retificar que trata-se de mais uma bela música.

"The Face" é uma faixa inspiradora com grande harmonia preenchida através de violino, violoncelo e violão, sendo todos tocados de maneira extremamente habilidosa por Ray Shulman. Aqui quem lidera os vocais é Kerry Minnear. Pouco mais de quatro minutos de puro swing e musicalidade que é um verdadeiro deleite.

"Valedictory" é um prog rock direto fortemente influenciado pela música de hard rock, abre com um solo de bateria e guitarra. A música, então, flui bem quando é adicionado a linha vocal. Desta vez, a voz é realizada num tom alto e novamente com um excelente desempenho vocal de Derek Shulman.

Sem dúvida mais um disco essencial dentro do universo progressivo.

Resenha Publicada em 15/05/2015





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