Resenha do Cd Lady In Gold / Blues Pills

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LADY IN GOLD
BLUES PILLS
2016

NUCLEAR BLAST RECORDS
Por Valdir Junior

Depois de um arrebatador e explosivo primeiro álbum, consagrado tanto pela crítica como pelo público, como uma dos melhores discos de rock dos últimos tempos, a banda sueca Blues Pills deixou meio mundo com a expectativa lá em cima para o segundo álbum do grupo. Expectativa essa que se manteve em alta devido aos ótimos shows que a banda vem fazendo pela Europa, numa tour contínua de mais de dois anos.

“Lay In Gold” chega agora, com a dura responsabilidade de atender as expectativas geradas nesse tempo todo, e fazer com que a banda passe, sem grandes traumas, pela difícil transição “do segundo disco”. Logo de cara, percebemos que o Blues Pills resolveu não investir tanto numa sonoridade mais hard, e trazer mais em destaque o lado soul da banda, que já aparecia em pequenas doses no disco anterior.

Gravado sem pressa no decorrer do último ano e contando ainda com Don Alsterberg como produtor, “Lay In Gold” traz a estreia do novo baterista, André Kvarnström, e uma participação maior de outros músicos de estúdio tocando percussão, xilofone e teclados. Aliás o som dos teclados, como o piano, mellotron e órgão, tem um destaque maior no disco, criando toda a atmosfera soul psicodélica para as músicas.

Outra diferença desse para o disco anterior, é o vocal de Elin Larsson, aqui eles são menos gritados, aproximando ainda mais o vocal de Elin aos de Janis Joplin no disco “Kozmic Blues”, sendo isso um bom sinal, pois assim o Blues Pills foge da um pouco da sua zona de conforto procurando novas nuances para seu som. Já a guitarra do prodígio Dorian Sorriaux continua brilhante, trabalhando mais em pró da musica, do que simplesmente soando como um instrumento de destaque, mas mesmo assim se fazendo presente.

Das dez faixas do CD, todas muito boas, que crescem a cada audição, como a própria faixa título, e outras como "Burned Out", "Won't Go Back”, "You Gotta Try" e "Elements and Things" cover do veterano Tony Joe White, uma música chama atenção, “I Felt a Change”, onde o órgão e o vocal de Elin dão o tom quase gospel da música.

Com relação aos desafios desse segundo disco, comentado no inicio, “Lay In Gold” mostra um Blues Pills mais amadurecido, sem vontade de fazer concessões e disposto a seguir em frente, condições que favorecem o resultado final do álbum e fazem com que o Blues Pills passe, pelo ritual de passagem do segundo disco, ileso e pronto para continuarem crescendo, evoluindo e produzindo boa música cada vez mais.

Resenha Publicada em 17/08/2016





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