Resenha do Cd Cosmos Rock / Queen

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COSMOS ROCK
QUEEN
2008


Por Anderson Nascimento

O novo disco do Queen, sim Queen mesmo, pode ser definido como um conjunto de boas canções. Muito se falou sobre o fato da banda ter lançado um disco de inéditas trazendo o santificado nome da banda inglesa, que sempre teve Freddie Mercury como referência. Acho tudo isso uma grande besteira, visto que seria uma pena ter o portfólio do Queen adormecido, e mais, não ter a oportunidade de vermos Brian May e Roger Taylor trabalhando juntos novamente. A partir daí, uma parceira interessante entre o (bom) vocalista Paul Rodgers, e os dois remanescentes do Queen original, deu-se através das apresentações ao vivo. Nada mais natural que um disco novo, o dia-a-dia dentro de um estúdio e o nascimento de novas canções, que são um deleite para eles mesmos e um presente para os fãs não-xiitas.

Custei a perceber algo realmente do Queen nesse disco, mas buscando com cuidado, podemos encontrar algumas referências. Em “Still Burning”, por exemplo, temos até uma citação sonora de “We Will Rock You”. Em “We Believe”, conseguimos perfeitamente imaginá-la nos derradeiros álbuns da banda. Outro momento é o solo de guitarra de May, que abre “Through The Night”.

Como disse, é um álbum de boas canções e, em alguns momentos, de grandes canções como em “Vodoo”, uma linda balada pop. Ou em “Time To Shine”, uma das melhores do disco.

Não encontramos no álbum porém, nenhuma música no estilo super-produção como a banda costumava fazer em seus álbuns. Quando a banda tenta, como na faixa de abertura “Cosmos Rockin”, não consegue soar além um básico Rock no estilo Chuck Berry. Ou ainda na balada “Say It´s Not True”, cantada por Roger Taylor, que vêm sendo tocada nos shows, e que também poderia estar entre as melhores do álbum, não fosse a distorção no vocal do baterista.

No single “C-lebrity”, alguns efeitos são empunhados, o que torna a música interessante. Outro momento, digamos, diferente, é na música “Call me”, que faz do refrão fácil, o momento mais divertido do álbum.

Ao fim do álbum, temos a sensação de ouvir um bom disco de uma boa banda de Rock. Se nos abstivermos de fazer as fatídicas comparações – comparar Paul Rodgers com Freddie Mercury seria até uma heresia – valeu a pena a curiosidade e a espera por novas canções da banda que há mais de trinta anos encabeça a lista das mais importantes do planeta.

Resenha Publicada em 20/11/2008





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