Resenha do Cd Healed By Metal / Grave Digger

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HEALED BY METAL
GRAVE DIGGER
2017

NAPALM
Por Johnny Paul Soares

Se você pegar para ouvir qualquer disco do Grave Digger em todas essas décadas de existência dessa máquina alemã, vai encontrar as mesmas e velhas fórmulas de riffs certeiros e paixão ácida pelo metal, mesmo contando com alguns trabalhos não muito lá inspirados, mas isso até pode fazer parte do andamento natural das coisas e da própria dificuldade de se manter uma banda há tanto tempo na estrada com entra e sai de integrantes.

A banda comandada por Chris Boltendahl lançou em 13 de janeiro o seu 18º trabalho de estúdio, este ótimo Healed By Metal. Como dito antes, as mesmas fórmulas e ataques de riffs de guitarra no alvo, com a paixão única que existe dentro do metal alemão. Aqui vale notar que todo o conteúdo está mais inspirado que o lançamento anterior, o bom Return of the Reaper (2014). Outra coisa interessante é que, em uma única audição, você consegue assimilar cada música tocada, o que é possível desmentir que a reciclagem natural seja negativa para um todo.

Healed By Metal conta com o novo tecladista Marcus Kniep, substituindo o longevo tecladista há quase duas décadas no Grave Digger H.P. Katzenburg (ele deixou a banda em 2014, mesmo ano do lançamento de Return of the Reaper).

Aqui não é preciso fazer muitos comentários à respeito de cada composição, já que Healed By Metal poderia muito bem ser uma coletânea com a tamanha bagagem inspiradora carregada nesse disco. Mas podemos citar o poderio de pedradas como a faixa-título, When Night Falls (carregada de bons riffs e solos), Call of War, Tem Commandments of Metal, The Hangman’s Eye (pesada e sombria) e Laughing With the Dead (com o seu ritmo cavalgado e provocador, assim como o título sugere). Não posso deixar de fora o Heavy Metal quase que oitentista de Free Forever e Lawbreaker, esta última tendo em seu ínicio o som de uma motocicleta saindo em disparada para dar espaço ao ataque matador da guitarra de Axel Ritt. O tempero é o vocal grave e sempre áspero de Chris Boltendahl, a camada clássica para o som do Grave Digger.

Healed By Metal é um presente em cheio para os fãs da banda, já que a repetição aqui não é problema. O álbum está envolto em uma fonte de inspiração interessante que não se via pelo menos desde Rheingold, de 2003.

A arte de capa, mais uma vez, foi feita Gyula Havanczák, responsável pelo trabalho desde 2005.

Para você, que não conhece muito a banda Grave Digger, pode pegar sem medo, pois Chris Boltendahl (vocais), Axel Ritt (guitarras), Jens Becker (baixo), Stefan Arnold (bateria) e Marcus Kniep (teclado) acabaram por iniciar 2017 com os dois pés na porta... Isso graças também à produção excelente e sem exageros como algumas em que ouvir dá canseira. Healed By Metal foi lançado pela Napalm Records e já conseguiu a posição de número 15 na Offizielle Top 100 (parada dos mais vendidos na Alemanha), assim como a 45º posição da Swiss Hitparade (parada dos mais vendidos na Suiça).

Resenha Publicada em 30/01/2017





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