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Galeria Musical

Fabiano Borges / Latinoamérica! / Resenha de Álbum

    LATINOAMÉRICA!FABIANO BORGES
    INDEPENDENTE
    2016
    Por Anderson Nascimento

    opinião dos leitores: 4.60 de um total de 5 votos




    Músico e pesquisador musicológico, Fabiano Borges lançou no fim do ano passado o luxuoso álbum duplo intitulado “¡Latinoamérica!”, resultado de anos de pesquisa musical e, sobretudo, da cultura latino americana.

    Essa diversidade cultural se estende aos CDs que compõem esse novo trabalho, em que Fabiano gravou não apenas canções suas, mas também releu obras de artistas brasileiros como Egberto Gismonti, Ernesto Nazareth, João Pernambuco e Ricardo Tacuchian, e latinos como Cachilo Díaz, Andrés Chazaretta e Julián Plaza.

    O disco, que teve as suas gravações nas cidades de Brasília e Córdoba (Argentina), abre com a belíssima “Gaúcho Sem Fronteira” (Fabiano Borges), canção que traz em suas linhas a inspiração no toque de Yamandú Costa. Ao longo do trabalho, ouvimos o artista passando por vários ritmos musicais, incluindo o Tango em “Dos Piezas Latinoamericanas” (Fabiano Borges), que se contrapõem com a sua coirmã “Duas Peças Brasileiras” (Fabiano Borges), que traz de um lado um som árido da mistura cultural brasiliense e, posteriormente, um sambinha “made in lapa”.

    Entre os bons momentos do disco, há vários destaques, como a releitura de Fabiano para “Sanfona” (Egberto Gismonti), clássico de Egberto Gismonti com arranjos do duo norueguês chamado Duo Frevo, e participação do violonista Álvaro Henrique. Momento emocionante também é o fraseado proposto em “Estudio de Concierto n.2” (Mario Zedog), peça de concerto do violonista peruano Mario Zedog.

    O CD 2 também está repleto de texturas que remetem a vários ritmos, entre elas destaca-se “Apanhei-te Cavaquinho” (Ernesto Nazareth), uma bonita polca gravada pelo próprio Ernesto em 1930, escrita originalmente para o piano e que teve, até o ano de 2012 mais de 280 regravações. Vale também destacar a volta ao som nordestino no CD, com maracatu, baião e frevo na canção “Pequena Suíte Nordestina” (Fabiano Borges).

    O disco vem acondicionado em uma linda embalagem que se desdobra em três partes, mas o grande presente para o ouvinte é o rechonchudo encarte que traz informações (em português e inglês), inspirações e questões técnicas de cada uma das faixas presentes no disco. Um prato cheio da refeição preferida para aqueles que amam o violão.

    Resenha publicada em 08/02/2017






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