Resenha do Cd Suor E Sacrifício / Cpm 22

SUOR E SACRIFÍCIO title=

SUOR E SACRIFÍCIO
CPM 22
2017

UNIVERSAL MUSIC
Por Anderson Nascimento

Novamente em grande fase, a banda paulista CPM22 chega ao seu sétimo álbum de estúdio, destilando um Rock rápido e com o frescor que remete ao início da carreira da banda, há vinte anos.

A própria abertura do disco, com a rápida “Combustível”, já dá pistas da proposta desse novo trabalho. Há também outro ponto interessante nessa faixa que linka todo o disco: a mensagem aos fãs. Em diversos momentos do álbum, como na ótima “A Esperança Não Morreu”, as canções falam direto aos fãs, ou seja, o disco traz mais mensagens às pessoas do que de assuntos pessoais da banda, embora a questão pessoal também seja tratada no disco, como na melancólica “Honrar Teu Nome”, uma homenagem ao pai do vocalista Badauí, recém-falecido.

Há maturidade no disco, em canções como a reflexiva “Pagar Pra Ver” e “Linha de Frente”, e muitos agradecimentos aos fãs como em “Destemido” e “Todos Por 1”, uma das melhores canções do álbum e, certamente, um novo hino do grupo para os fãs.

O disco também se revela interessante no que diz respeito às melodias. “Ser Mais Simples”, outro grande destaque no álbum, é daquelas que certamente serão cantadas pelos fãs junto com a banda nos shows, a canção traz sonoridade que lembram a de trabalhos mais recentes do Green Day. “Como No Passado” é outro exemplo de canção que traz uma melodia especial.

A reminiscência ao passado também é fortemente identificada no disco. Talvez isso tenha motivado também a participação de Trever Keith do “Face To Face”, na gravação de “Never Going To Be The Same”, faixa do disco em língua bretã, que lembra um pouco o som do Good Charlotte.

Fatos como a recente apresentação no Palco Mundo do Rock in Rio, e a as comemorações pelos 20 anos da banda, certamente foram um combustível a mais para esse trabalho. Tal fato está presente nas letras, e no ímpeto percebido ao longo do disco, além do grande número de canções escritas e gravadas para o disco. De acordo a entrevista dada pelo baterista Japinha para o Galeria Musical , as sessões de gravação do álbum resultaram em muitas canções, com pelo menos 10 faixas além das 14 lançadas no disco físico, e das duas faixas bônus lançadas na versão digital do disco. Há a possibilidade de mais bônus aparecerem em uma possível versão do disco em vinil.

Seis anos após “Depois de Um Longo Inverno” (2011), álbum em que a banda experimentou outras texturas em seu repertório, a banda volta a mirar no hardcore que a consagrou, resultando em um dos melhores álbuns da banda em anos.

Resenha Publicada em 15/06/2017





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