Resenha do Cd Munduê / Diogo Nogueira

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MUNDUÊ
DIOGO NOGUEIRA
2017

UNIVERSAL MUSIC
Por Anderson Nascimento

“Munduê” é o quinto trabalho de estúdio de Diogo Nogueira, trazendo em seu repertório 14 canções integralmente autorais. Neste novo trabalho, Diogo consegue captar bem o conceito de álbum, se preocupando com a caracterização dos temas, sua sonoridade, projeto gráfico, e a própria idealização geral do projeto, que é do próprio sambista.

“Muduê”(Diogo Nogueira, Bruno Barreto, Hamilton de Holanda), faixa de abertura que nomeia e conduz o disco, é um dos melhores momentos de toda a carreira do artista, e conta com um arranjo onde se sobressai a percussão e o bandolim de Hamilton de Holanda.

O disco está repleto de composições excelentes como “Coragem” (Diogo Nogueira, Fred Camacho, Leandro Fab), que inclusive toca em assuntos como fé e perseverança, que são recorrentes na carreira de Diogo. Outra que emociona é “Tempos Difíceis” (Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi), canção que reflete o que estamos acostumados a ver e ouvir todos os dias nos noticiários.

“Império e Portela” (Dona Ivone Lara, Diogo Nogueira, Bruno Castro, Ciraninho) é outro destaque, homenageando as Escolas de Samba e seus importantes baluartes. Um detalhe é que o Samba ganharia a voz de Wilson das Neves, que faleceu em 26 de agosto de 2017, antes de conseguir por a sua voz na canção, cabendo a Arlindinho fazer o dueto com Diogo.

São vários os destaques do disco, mas além das canções já citadas, se sobressaem também canções como a romântica “A Cada Dia” (Diogo Nogueira, Rodrigo Leite, Rodrigo Lopez), a encorajadora “No Pé Que Está” (Diogo Nogueira, Inácio Rios, Felippe Donguinha) e o forró “Mercado Popular” (Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi), esta última com a participação especial de Lucy Alves. Em tempo, bem que Diogo poderia considerar fazer a abertura da turnê do disco com os versos da canção “Andei Lá” (Diogo Nogueira, Inácio Rios, Raul Di Caprio).

Além de avançar como compositor há avanço também no desempenho vocal de Diogo, agora cantando com mais intensidade e emoção, fato que acredito que o envolvimento do artista na composição das canções deste disco também ajuda a contribuir.

Quinto disco de estúdio do sambista Diogo Nogueira, “Munduê” soa como um de seus melhores trabalhos, apontando um caminho essencial para a afirmação de do artista como cantor e compositor de um dos mais genuínos ritmos musicais brasileiro.

Resenha Publicada em 22/01/2018





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