Resenha do Cd A Milenar Arte De Meter O Louco / Projota

A MILENAR ARTE DE METER O LOUCO title=

A MILENAR ARTE DE METER O LOUCO
PROJOTA
2017

UNIVERSAL MUSIC
Por Jefferson Nascimento

O rapper de maior sucesso atualmente no cenário nacional vem com seu segundo disco de estúdio após estourar com hits nas rádios e emplacar algumas trilhas sonoras de novelas com músicas retiradas do seu disco de estreia “Foco, força e fé”.

Assim como no seu primeiro trabalho, podemos ver a aposta em parcerias de sucesso, dessa vez com nomes não tão conhecidos do público em geral, mas certamente reconhecidos pelos seguidores do estilo musical, como Carol Conka e Rashid. Conta também com a pouco provável parceria com a AnaVitória, que provou ser perfeita, quando o duo dá um toque sutil no refrão da música “Linda”. Sem contar que o disco abre com um prefácio da referência do Rap aqui no Brasil, Mano Brown, e ídolo do próprio Projota. O disco também apresenta a participação do grupo Haikaiss, e com isso consegue reunir pelo menos três gerações do rap nacional.

As faixas citam o misto de insanidade e sabedoria do rapper ao investir na carreira musical, as rimas exploram com sabedoria o seu cotidiano e o do povo brasileiro. Por vezes, escutando alguma faixa, você se pega identificado com as letras e com a realidade de muitos brasileiros.

Alguns hits emplacados como “Oh Meu Deus”, “Linda”, “Mulher Feita”, “Mais Like” , “A Milenar Arte de Fazer o Louco”, que dá nome ao álbum, e “Muleque de Vila”, dão a tônica e te entrega um trabalho respeitável e bem produzido.

Um dos maiores destaques é a faixa “Muleque de Vila” onde ela conta uma história de arrepiar, com o rapper citando suas referências e fala como chegou ao auge, cita também algumas conquistas, mandando algum tipo de resposta para quem não acreditou nos seus sonhos.

Fenômeno com números expressivos de visualizações no Youtube e seguidores nas redes sociais o rapper aproveita sua influência e traz em “Mais Like” uma dura crítica ao ambiente virtual, bate forte no que presenciamos no dia a dia, como julgamentos, ofensas e principalmente fatos de total impunidade, com pessoas buscando apenas mais ibope, independente de qual seja a verdade.

Essas duas faixas são as que mais simbolizam e fazem você acreditar na mensagem que o disco passa, que no geral mescla raps mais intensos e pesados, com faixas mais românticas, mostrando-se um tiro certo que, com certeza, chamou a atenção mesmo de quem não é simpatizante do estilo musical e, claro, agradou demais a legião de fãs que o rapper já possui.

Resenha Publicada em 07/03/2018





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