Resenha do Cd 50 St Catherines Drive / Robin Gibb

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50 ST CATHERINES DRIVE
ROBIN GIBB
2014

WARNER MUSIC
Por Anderson Nascimento

Robin Gibb morreu em 2012 após travar uma longa batalha contra o câncer. Desde o lançamento de seu último álbum de estúdio “Magnet” (2003), o ex-Bee Gees vinha tendo uma vida artística bastante movimentada, com turnês e participações em diversos projetos. Um desses projetos era este disco que acaba de chegar às lojas. Robin vinha trabalhando desde 2008 neste seu sétimo trabalho solo, que desde sempre se chamou “50 St. Catherine's Drive”.

Empolgado com o andamento das gravações do disco, Robin chegou a lançar para download as faixas “Mother of Love”, "Alan Freeman Days", "Instant Love" e "Wherever You Go”, que se chamava originalmente de “Wing and a Prayer", mas teve seu nome modificado para não confundir com uma música do Bee Gees de mesmo nome.

O nome do disco representa o endereço onde Robin viveu com seus irmãos durante a infância, o que juntamente com os temas presentes no álbum e a fragilidade de sua saúde durante as gravações, transformam o disco em uma jornada autobiográfica em busca da preservação de sua memória.

Assim, o álbum é recheado de momentos que tratam de temas fortes como o amor materno em “Mother of Love”, a saudade do irmão gêmeo Maurice e da infância em “Sidney” e o amor cônjuge em “Anniversary”, o que faz desse disco uma verdadeira e emocionante despedida, dois anos depois de sua morte.

Fora a compreensível melancolia presente no álbum, o disco também apresenta faixas dançantes e “pra cima” em ritmos dançantes como Robin sempre soube fazer muito bem, o que sempre foi uma linha presente em seus discos solos. Dentro desse aspecto, a maior representante do estilo é a ótima “Broken Wings”, uma das faixas mais legais do CD, capaz de fazer o ouvinte querer repeti-la sem parar.

O disco ainda apresenta outros momentos marcantes como na elegante faixa de abertura “Days of Wine and Roses” e a balada pop “Sorry”, faixa que tem um grande potencial radiofônico.

Além disso, o disco resgata e transforma canções antigas de Robin, vertendo-as para novas versões presentes nesse disco. Esse é o caso de “I Am The World”, originalmente lançada no lado B do compacto “Spicks and Specks” (1966), que aqui ganhou novos versos e arranjos. De seu álbum nunca lançado “Sing Slowly Sisters”, Robin também resgata a dançante “Avalanche”, o que para os fãs que acompanham a história musical do cantor será um prato cheio.

Encerrando de forma emocionante o disco com uma derradeira gravação demo de Gibb, feita em seu iPad em 2011, esse álbum representa mais que uma homenagem a Robin Gibb, já que concretiza o trabalho que infelizmente ele não teve tempo de terminar, jogando luz ao talento e dedicação artística de Robin, mesmo depois dos gloriosos anos dos Bee Gees.

Resenha Publicada em 27/10/2014





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