Resenha do Cd Contraband / Velvet Revolver

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CONTRABAND
VELVET REVOLVER
2004


Por Anderson Nascimento

Após a inclusão da música "Set me free" na trilha sonora do filme "Hulck", uma grande expectativa foi criada em cima do que seria o primeiro álbum da próxima grande banda a surgir. O Velvet é quase um afronto direto ao Guns and Roses de Axl Rose. Primeiro, a banda é formada pelos seus ex-colegas da fase gloriosa em que o Guns dominou o mundo, Slash, Duff, Matt. Segundo, o próprio nome da banda foi construído de forma que lembrasse a ex-banda da galera. Ah, a banda ainda conta com o encrenqueiro Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e Dave Kushner (Suicidal Tendencies).

Uma coisa é fato e não posso deixar de citar, no quesito "carisma" a banda terá que ralar muito para chegar no Guns, ou melhor, no Axl. Mas já que é a música o que importa efetivamente, vamos lá.

O álbum dá a impressão de uma banda bem organizada que, como já é sabido, se prepararam bastante antes da gravação do álbum, muitos ensaios e composições bacanas. No entanto a banda ainda vai demorar um pouco até atingir o seu som ideal, às vezes a banda manda baladas arrasadoras ("You got no right"), às vezes Rocks com guitarras sobressaindo acima do som e às vezes Rocks mais compreensíveis ("Superhuman"), contudo este disco já representa uma boa estréia, mesmo não trazendo nada de novo para o Rock.

O grande pecado da banda é que em algumas faixas eles parecem ter se perdido nos anos 80, como é o caso da música "Do it for the kids", e da bacaninha "Headspace".
Por outro lado, como é inevitável comparar o Velvet Revolver com o Guns and Roses, podemos dizer que o som tem mais a cara do Stone Temple Pilots do que do próprio Guns. O vocalista da banda é um dos destaques do disco. Encontramos pouco no disco, por exemplo, aquele momento exclusivo do Slash, como víamos no Guns, tá bom, os solos estão lá, mas nessa banda a cozinha está muito democrática e bem dividida. À exceção do terceiro single do disco, e por sinal a melhor faixa do álbum, "Fall to pieces", onde Slash faz o que ele sabe de melhor.

Rocks arrasadores como "Sucker Train Blues", que abre o disco, "Set me free", "Illegal Song", "Spectacle" e "Slither", que estão entre os melhores momentos da banda, talvez sejam a melhor saída para o som do grupo para não pagar um mico como no segundo single "Loving the alien", rapidamente retirada da programação das rádios Rock, uma balada insossa que acaba por encerrar mal o disco.

Com o meu saudosismo habitual, fiquei um pouco chateado quando o Sebastian Bach (Skid Row) foi barrado como vocalista da banda, sendo preterido em favor do Scott Weiland, mas hoje vejo que eles fizeram a escolha certa, Scott arrasa nos vocais, e de certa forma, chama a responsabilidade para si e até assume o papel de líder da banda. Fica aqui o meu desejo de que a banda dure por mais alguns álbuns.

Resenha Publicada em 13/01/2005





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