Resenha do Cd Superheavy / Superheavy

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SUPERHEAVY
SUPERHEAVY
2011

UNIVERSAL MUSIC
Por Anderson Nascimento

Anunciado como supergrupo, o SuperHeavy, possui como principal atrativo a união de vários artistas de estilos bastante distintos. E é exatamente isso que faz do álbum de estreia do grupo um bom disco.

A participação ativa de todos integrantes ao longo de quase todas as músicas resulta em uma fusão especial de estilos. O Rock de Mick Jagger, o Soul de Joss Stone, o Pop de Dave Stewart, o Reggae de Damian Marley e a produção e a música indiana de A. R. Rahman. A faixa título que abre o disco é um bom exemplo disso, onde cada integrante tem o seu momento de destaque.

A união inusitada e a oportunidade de urdir esses vários estilos surtiu em um efeito interessante em cada um dos membros. A empolgação em torno do projeto, capitaneado por Dave Stewart (a parte masculina do Eurythimics), levou o grupo a escrever e gravar vinte e duas músicas em apenas seis dias.

De cara o primeiro single “Miracle Worker”, estourou nas rádios de todo o mundo. Em ritmo de reggae, como boa parte do álbum o é, a música é realmente a melhor canção do álbum e, novamente se destaca pelas participações de cada membro tendo o seu momento na canção.

Se encarado como diversão, o álbum é uma excelente pedida. Em “Energy”, por exemplo, a faixa manda o Rock para as pistas de dança, necessitando que a pessoa tenha realmente muita energia para conseguir acompanhar o ritmo da música.

A idéia inicial do disco parece ser esta mesmo, a diversão. Tanto que o álbum apresenta apenas três baladas “Satyameva Jayathe”, uma espécie de hino-reggaero cantado aqui em sânscrito com bela construção harmônica, a Stoniana “Never Gonna Change”, cantada em solo por Mick Jagger, que pode facilmente ser confundida com uma faixa da fase mais recente dos Stones, e “I Dont Mind”, com Mick, Joss e Damian se revezando nos vocais principais.

Alguns poucos momentos do álbum não são lá de muita inspiração, caso da chatinha “One Day One Night”. Mas em compensação, faixas como “Beautiful People” superam qualquer escorregada que o grupo dá. Falar da voz de Joss Stone, é realmente chover no molhado, mas não dá para não citar o que ela faz com a voz nessa música, ou em em “Rock Me Gently”.

No geral, o álbum é mais calcado no Reggae, tendendo a World Music, talvez por isso os momentos roqueiros tenham tanta relevância. Em “Cant Take It No More”, isso fica claro, com Jagger se esgoelando e transformando a faixa em outro grande destaque do álbum.

A ideia de juntar nomes consagrados em um mesmo álbum quase sempre resulta em bons discos, ou clássicos inesquecíveis. No caso do SuperHeavy, o resultado é um bom álbum, principalmente se você sacar a ideia do grupo, que é garantir a diversão do ouvinte ao longo das doze faixas do álbum.

Resenha Publicada em 01/11/2011





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