Resenha do Cd Bossa Nova (anos 60) / Wanda Sá

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BOSSA NOVA (ANOS 60)
WANDA SÁ
2014

DISCOBERTAS
Por Anderson Nascimento

Já autoridade no resgate de preciosidades imersas nos baús de selos e gravadoras, a Discobertas acaba de colocar no mercado o box “Bossa Nova – Anos 60”, box que traz os três álbuns gravados pela cantora Wnada Sá entre 1964 e 1965.

Wanda Sá é cantora, compositora e musicista, tendo iniciado a carreira aos 12 anos. Ela se profissionalizou na escola de música de Roberto Menescal e Carlos Lyra em Copacabana. Ao ver o seu nome cintilar ao lado de nomes consagrados da Bossa Nova, Wanda foi contratada pela RGE, aonde lançou os álbuns presentes nessa caixa.

O box “Bossa Nova (Anos 60)” também vem em um momento oportuno já que a cantora celebra em 2014 os 50 anos de carreira, que teve como marco inicial justamente o disco “Vagamente” de 1964. Além desse álbum, o box também apresenta os outros dois únicos álbuns que ela gravou nos anos 60, “Brasil ‘65” e “Softly!”, ambos inéditos em CD no Brasil.

“Vagamente” (1964) já deixa claro qual é o objetivo da cantora desde o seu início com a deliciosa “Adriana” (Luiz Fernando Freire, Roberto Menescal), embora nitidamente a Bossa da cantora exale os ares rítmicos da música popular que dominava aquele meado de década, como fica evidente em “Mar Azul” (Francis Hime, João Vitor Maciel). É também de Francis Hime (com Vinícius de Moraes), a outra belezura do álbum “Sem Mais Adeus”, onde a cantora sussura de forma estonteante a canção. O disco ainda apresenta duas faixas bônus: “Desafinado” (Antônio Carlos Jobim, Newton Mendonça) e “Vivo Sonhando” (Antônio Carlos Jobim), ambas extraídas de uma gravação ao vivo feita em 1964 no Teatro Paramount, em São Paulo.

“Brasil ‘65” (1965) é outra delícia! Gravado com o renomado Brasil 65 de Sergio Mendes, o álbum apresenta a cantora como voz do trio formado ainda por Sebastião Neto (baixo) e Chico Batera (bateria). Melhor disco desse box, o álbum traz algumas versões de clássicos brasileiros vertidos para a língua bretã, e canções de nomes como Marcos Valle, Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes, Baden Powell, Edu Lobo, e João Donato, entre outros. Além da linda versão de “Reza” (Edu Lobo, Ruy Guerra), o disco agrega também mais três faixas bônus.

“Softy!” (1965) segue a linha do álbum anterior e já vai logo avisando em seu subtítulo: “A sedutora voz de Wanda de Sah”, revelando mesmo a sensação de ouvir as gravações desse CD que agrega, além dos célebres nomes recorrentes nos dois álbuns anteriores, nomes como os de João Gilberto, Carlos Lyra, Luiz Bonfá e Geraldo Vandré.

Depois de lançar esses discos, Wanda casou-se e retirou-se da vida pública – só voltando aos palcos em 1983. Em 2012 a cantora participou da gravação de um disco com Roberto Menescal e o Grupo BeBossa, resenhado por este site, que você pode ler aqui.

Resenha Publicada em 18/05/2014





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