Resenha do Cd Van Weezer / Weezer

VAN WEEZER title=

VAN WEEZER
WEEZER
2021

ATLANTIC RECORDS
Por Thais Sechetin

Ouvi muito dizer por aí que o Weezer tinha lançado um álbum de Rock pesado. Achei a proposta interessante e fiquei curiosa em ouvir. Quando soube, aquele saber meio torto que de verdade não tem nada absoluto, que o álbum era uma homenagem ao Van Halen, achei até que teria algum cover, cheguei a pensar que era um álbum de cover de bandas metal/hard das décadas de 70 e 80. Mas não se trata de nada disso.

Na verdade está claro que o novo disco do Weezer tem homenagem ao Van Halen - o nome “Van Weezer” já diz muito - e o disco foi de fato dedicado ao Eddie Van Halen, que faleceu em outubro de 2020. Mas nessa época o álbum já estava pronto e havia sido formulado como uma homenagem às influências da banda, o que incluía Van Halen, Metallica, Sabbath, Rush e Kiss. Pra variar, Van Weezer já estava até com turnê de lançamento e ficou um tempo em stand-by, afinal de contas, praticamente todo mundo deixou algo parado durante o ano passado. Pra gente ter uma ideia, o single “ The End Of The Game'' foi lançado em setembro de 2019.

A ideia de lançar um trabalho mais Rock como Van Weezer vem da sacada do vocalista Rivers Cuomo, de que os fãs ficavam malucos nos shows durante algum esporádico solo de guitarra. A ideia foi muito boa e trouxe um resultado positivo já que o álbum está em um bom patamar crítico.

Mas apesar de tudo o que se lê e ouve dizer por aí, só ao ouvirmos Van Weezer a gente entende que a banda não virou Hard Rock,nem teve a intenção, ela apenas incrementou certos elementos ao seu estilo original, como riffs de guitarra, uma bateria menos seca, melodia mais pegajosa e até o que podemos chamar de interpolações: alguns trechos que lembram clássicos do Rock, formando uma música completamente nova. Nessas interpolações podemos voltar ao tempo com clássicos como “Heat At The Moment” , do Asia e “(Don´t Fear) The Reaper” do Blue Oyster Cult em “I Need Some Of That”; “Crazy Train”, do Ozzy, na faixa “ Blue Dream”; o clássico A Cappella “The Longest Time”, de Billy Joel em “Beginning Of The End”; os debochados do Mötley Crue de “Girls, Girls, Girls” na faixa “Sheila Can Do It” e o clássico “ Master of Puppets” do Metallica, em “1 More Hit”.

Através desse novo trabalho, o Rock do Weezer ainda se reinventa por conta própria e lança singles dignos de colocar a banda no colo e no gosto do seu próprio público, como as rádios e as plataformas de música provam ao rodar o single “Hero”, ainda faz um Rock leve, com uma pegada pop e jovem em “She Needs Me” e com a faixa que encerra o álbum “Precious Metal Girl” , que destoa de todo o restante do disco e mais se assemelha ao som que é característico da banda.


Em muitas das minhas pesquisas sobre Van Weezer, também vi comparações com o trabalho da banda em 2002, o álbum “Maladroit”, imagino que por ter mais batida e alguns riffs, com guitarras mais evidentes e uma linha de baixo mais perceptível e um jeito de cantar mais agressivo. Mas acredito que sejam propostas diferentes e mesmo assim, se a banda quis fazer algo de fato diferente dessa vez, esse é um forte indício de que ela conseguiu, já que Maladroit chama atenção, mas foge do feijão com arroz.

Resenha Publicada em 04/06/2021





Esta resenha foi lida 78 vezes.




Busca por Artistas

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z







Outras Resenhas do Artista

CDs


Outras Resenhas