Lista - Os 5 Discos Que Redefiniram O Rock

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OS 5 DISCOS QUE REDEFINIRAM O ROCK

Publicada em: 13/07/2011

Há 26 anos, o Live Aid atropelava o mundo com o maior festival de rock daquela época, ligando de modo singular a arte com uma causa essencialmente nobre. Porém, de lá para cá, e certamente muito antes disso, o rock n’ roll trazia ao público lições e renovações a cada ano, verdadeiras pérolas em formatos de álbuns que não apenas ditaram o desenvolvimento desta desinência musical tão nobre, mas que, principalmente, o reformularam em seu próprio seio, em seu interior. Com os discos, o rock nasceu e morreu, para tornar a renascer nas obras que o redefiniram em conceito, estrutura e essência. Como forma de comemorar este dia tão singelo e importante para o espírito de cada amante da música, o Galeria Musical apresenta uma breve lista com os cinco discos que, ao nascer, mudaram o curso da história rock. Se está longe de esgotar as possibilidades do tema nesta lista: ela é, antes e acima de tudo uma homenagem, uma contributo simples e sincero que visa partilhar ideias na busca do desvelar do rock e sua própria história. So, enjoy it!


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Discos
    1° - SGT. PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND
    1967
    BEATLES, THE
    1967
    Por Rafael Correa


    PSICODELISMO - Se fosse dada a oportunidade para qualquer apaixonado por música escolher, em particular, um ano que gostaria de ter presenciado, certamente muitos responderiam, sem hesitar e com certa pressa, os seguintes números: 1967. E, de fato, talvez este tenha sido o ano embalado pela mais doce trilha sonora da humanidade. A cada esquina desta rua chamada “1967”, um sabor novo era possível de encontrar: no Sol da Califórnia, a atordoante estréia do “The Doors” era audível de longe, juntamente com a pérola “... and Nico” do Velvet Underground; no velho mundo, o Cream quebrava barreiras com “Disraeli Gears” e Jimi Hendrix, o mais britânico de todos os americanos, mudava o rumo da música com seu debut em “Are You Experienced”. E, ao longe, em outra esquina, cores fugiam e vibravam com “Sgt. Peppers...”, disco que alavancou uma ampliação de horizontes sem precedentes na história da música. A história é a melhor resenha sobre este disco: “Sgt. Peppers...” e sua influência sobre todos os cantos do rock falam por si. Lennon e McCartney tinham razão: “it’s gettin better all the time”. Sem “Sgt. Peppers…”, não haveria caminho para criar arte na psicodelia. Eis uma obra eterna.

    2° - BLACK SABBATH
    1970
    BLACK SABBATH
    1970
    Por Rafael Correa


    HEAVY METAL - Origem, desinência latina de orígo,ìnis, que indica ponto inicial de uma ação, em linhas gerais. Sem muitas dúvidas, este poderia ser um bom título para o disco de estréia do Black Sabbath, responsável por dar o pontapé inicial em um dos “ramos” mais intrigantes e significativos do rock n’ roll: o heavy metal. Não por menos é que muitos referem ao Sabbath e seu debut a essência do metal; segundo o próprio Rob Zombie, sob as lentes de Sam Dunn, “todos os riffs do heavy estão naquele álbum. O que todos fizeram depois foi acelerar ou diminuir os compassos”. Bons exemplos disso recaem sobre “N.I.B”, “The Wizard” e a faixa-título: o peso percebido nas canções e a “treva” de suas letras catapultaram todo o desespero que pressionava a população operária de Birmingham; natural, portanto, que uma banda integrada por um guitarrista cujos dedos da mão esquerda foram amputados em um acidente industrial causasse um tremendo impacto. Justiça aqui se faz: o peso sabbatiano é muito mais “Iommi” do que “Osbourne”. Logo, se no dia 13 de julho o Live Aid fez celebrar o dia do rock, no dia 13 de fevereiro (de 1970, data de lançamento de “Black Sabbath”) devemos sempre celebrar o heavy metal.

    3° - RAMONES
    1976
    RAMONES
    1976
    Por Rafael Correa


    PUNK - Longe de adentrarmos na discussão de que veio antes, se os RAMONES ou os Pistols, é importante ter em mente o significado da perspectiva punk em face do rock n’ roll. Em tempos difíceis ao quais atravessava o mundo, o lema do it yourself foi talhado a berros na alma de diversos jovens que viviam na contramão daquela época. Em poucas palavras, é dizer o seguinte: “vou desconstruir, arrebentar, para então fazer tudo novo, do meu jeito”. E é justamente isso que o álbum de estréia dos RAMONES fez: despiu o rock de todos os seus elementos até reduzir-lhe ao básico. Três acordes, velocidade supersônica e pouca (ou nenhuma) técnica: eis a receita mágica do eterno som desta estréia inesquecível. Não se enganem: o brado “hey ho, let’s go” descortinou uma nova era, simples, despretensiosa e agressiva. Hoje, faltam-nos alguns “Johnnys” e “Joeys” para nos ensinar a desconstruir para, então, criar. Por isso, “RAMONES” foi responsável pelo “redesenhar” causado pelo punk rock.

    4° - THE WALL
    1979
    PINK FLOYD
    1979
    Por Rafael Correa


    ART ROCK - Destaca-se que este termo art rock liga-se a ideia da música trabalhada em conceitos, apoiada em uma certa “arte” que serve de subsídio para alicerçar os laços musicais a uma história determinada. As chamadas opera-rock são bons exemplos disso e, nesse caminho, poderiam citar alguns exemplos prontos, como “Tommy”, por exemplo. Mas não se pode negar que, quando emerge a questão do conceito em uma música, poucas foram as empreitadas tão bem sucedidas como “The Wall”. Primeiro, porque o disco não envelhece com o tempo: a história de Pink, anti-herói massacrado pela família e por uma sociedade individualista e bélica mantém-se atual ao nosso olhar; Pink poderia ser muito bem um cidadão do século XXI. Segundo, porque sua influência é notável, a ponto de redesenhar os rumos dos álbuns conceituais posteriores. Exemplo disso é o hoje clássico “The Elder”, único disco conceitual da carreira do KISS, que contou com a produção de Bob Ezrin, produtor, vejam só, de “The Wall”. Enfim, eis um disco que a engendrou novos rumos à música; não por menos, é considerado um dos álbuns mais vendidos até hoje, na era dos downloads. Pink ainda está conosco, não duvidem.

    5° - NEVERMIND
    1991
    NIRVANA
    1991
    Por Rafael Correa


    GRUNGE - Um fascínio todo especial reveste “Nevermind”, isso porque, primeiramente, é muito mais fácil odiar o Nirvana à primeira vista do que propriamente amá-lo. Kurt Cobain foi a síntese dialética entre corpo e alma que caracteriza o típico anti-herói: era uma moeda, cujo verso era a força e anverso a fraqueza. Mas é impossível conter o desdobramento deste ódio em amor: Kurt fez do Nirvana (sem demérito a Krist e Dave) a maior “viagem” do under ao mainstream já feita por uma banda. Conseguiu cuspir o verdadeiro punk rock aos berros com “Territorial Pissings” e “Breed”; traduziu a leveza pop, com uma tristeza poética ímpar, com “Polly” e “Something in The Way”; fez dos acordes iniciais de “Smells Like Teen Spirit” a abertura de uma nova era e, definitivamente, transformou os anos “80” em anos “90”, tudo isso com um disco: “Nevermind”, álbum que quebrou todas as estruturas que sustentavam os palcos da dita “criação” musical ou roqueira (ou pop) da época. “Nevermind” fez o curso das águas volverem o sentido ao redefinir (sem uma definição própria) as vias nas quais o rock n’ roll trafegaria. Depois de Kurt, depois do Nirvana e depois de “Nevermind” surgiram inúmeros candidatos a “tradutores” do sentimento de uma geração; nenhum deles, porém, foi eleito. Ainda estamos aguardando o seu surgimento. Enquanto isso, fica em “Nevermind” a síntese do signo e significado de redefinir: aquela velha lição de esquecer antes, para aprender depois.


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