Resenha do Cd Rocks / Aerosmith

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ROCKS
AEROSMITH
1976

SONY MUSIC
Por Johnny Paul Soares

Os “Bad Boys From Boston” vinham com o disco Toys in the Attic na caixa, lançado em 1975, que já tinha deixado os olhos de críticos de todo os EUA e esbugalhados e criando um estardalhaço que não havia ocorrido com os dois primeiros álbuns, até então sem empolgar o grande público. Músicas como Sweet Emotion e Walk This Way (essa última com o seu swing e riff irresistíveis) se tornaram peças emblemáticas de Toys in the Attic, permitindo, também, que o Aerosmith relançasse Dream On como single novamente, o que já fora lançado dois anos antes, extraído do primeiro disco, passando despercebido. Dream On foi o segundo single da banda americana a figurar no Top 10. Se Toys in the Attic foi o seu agora-ou-nunca, Rocks seria a consagração definitiva do grupo que se estabeleceu como a semente do Cock Rock.

Sob a labuta do produtor Jack Douglas, a banda, sem perder tempo, entrou em estúdio em 1976 para o próximo registro. Com Jack Douglas, o Aerosmith conseguiu criar um repertório fascinante e pesado que justificaria o nome ROCKS.

Interessante é dizer que, de uma certa forma, este é um álbum experimental dos caras, tendo em mente o fato de que alguns momentos são marcados pela troca de instrumentos entre seus integrantes, como é o caso de Joey Perry tocando baixo em Sick As A Dog, e Tom Hamilton fazendo as vezes de guitarrista. No meio de tudo isso, Steven Tyler estava gritando como nunca e recebendo o apelido de “Demon of Screamin’”, vide Back in the Saddle, Nobody’s Fault e Rats in the Cellar, ao mesmo tempo em que as guitarras de Joe Perry e Brad Whitford queimam como pólvora e a bateria de Joey Kramer junto ao baixo de Tom Hamilton criam uma espécie de cozinha funkeada, vide Last Child.

A gravação de Rocks foi movida pelos excessos, e foi nessa época que Steven Tyler e Joe Perry se introduziram como os Toxic Twins (gêmeos tóxicos), tamanha era a quantidade de drogas consumidas por eles, circunstância essa que quase levou à autodestruição de seus integrantes no final da década, levando até mesmo à uma briga por causa de um copo de leite (!) em 1979 e colocando tudo a perder.

As letras atingem os dois lados da moeda, seja sobre sexo, drogas, fama e outros excessos mais. O Aerosmith levou o conceito de Toys in the Attic às alturas em Rocks, transformando-se em uma das maiores bandas em ascensão no mundo naquela efervescente década de 70.

De lá para cá, o disco já recebeu 4x Platina e figura-se na posição de nº176 da lista “500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos” realizada de revista Rolling Stone em 2003.

Rocks, como dito antes, teve a ajuda dos dedos do produtor Jack Douglas, profissional esse que já vinha trabalhando junto e tendo seus casos de amor com as mesas de som desde Get Your Wings, de 1974, e apareceria ocasionalmente nos álbuns do grupo nos anos seguintes.

Lançado pela Columbia em maio de 1976, Rocks é a obra-prima sólida eternizada pela criatividade imbatível do Aerosmith daquela década. Ouça alto!

Resenha Publicada em 04/01/2017





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