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Pretty Things / Freeway Madness / Resenha de Álbum

    FREEWAY MADNESSPRETTY THINGS
    WARNER MUSIC
    1972
    Por Johnny Paul Soares

    opinião dos leitores: 3.00 de um total de 1 votos




    A banda britânica Pretty Things vinha muito bem com um de seus registros mais conhecidos de uma era muito criativa e original, falo de Parachute, lançado em 1970, dando continuidade em um feito extraordinário que é considerado a primeira ópera-rock da história, falo de S.F. Sorrow, lançado em 1968 e influenciando nada mais nada menos que Tommy, a icônica ópera-rock do The Who. Até então, os Pretty Things passaram pelo R&B do começo de carreira, experimentaram a psicodelia da segunda metade da década de 60 e mergulharam em uma fase criativa que em muitas conversas de bar nunca são citadas.

    Freeway Madness parece estar no meio de uma trinca poderosa e, possivelmente devido a isso, é um álbum praticamente escondido nas cortinas da discografia da banda. Freeway Madness chegou às prateleiras em 1972, ficando no meio de Parachute e do ótimo Silk Torpedo (1974), este último o primeiro álbum a ser lançado pela Swan Song Records, selo do Led Zeppelin, com direito a toda forma de divulgação possível pela gravadora da maior banda de rock do planeta naquele momento. Freeway Madness sempre esteve alí, escondido, intocável e ofuscado pelos raios solares de Parachute e Silk Torpedo. As informações são poucas.

    Este é o sexto trabalho de estúdio do grupo, o segundo sem o membro fundador Dick Taylor e o primeiro sem as quatro cordas do baixo de Wally Waller desde Emotion (1967), mas este produziu o disco trabalhando pela EMI sob o pseudônimo de Asa Jones e soltou a bolacha no final de 1972 pela Warner Bros. Records, além de ter contribuído com os belos vocais roucos na faixa Over the Moon. Já que o vocalista Pete May não queria deixar a peteca cair naquela altura de campeonato, tratou de chamar o baixista Stuart Brooks para o trabalho.

    Com a formação pronta, que contava com Phil May (vocais), Pete Tolson (guitarra), Jon Povey (teclado e vocais), Stuart Brooks (baixo) e Skip Alan (bateria), a banda entrou em estúdio e deixou a flutuar um de seus álbuns menos lembrados e um completo fracasso comercial, sendo lembrado por um público lado B e simpatizantes mais fervorosos do Pretty Things. O certo é que Love Is Good, a beleza alto astral Havana Bound, a deliciosa Rip Off Train, a tocante Over the Moon, a solitária Country Road e o desespero agitado de Onion Soup merecem uma cuidadosa audição. Freeway Madness não é o primeiro disco indicado para começar a ouvir Pretty Things, mas com um pouco de atenção este material pode ter um impacto positivo.

    A aliança com a Warner durou pouquíssimo tempo, já que com o fracasso de Freeway Madness os caras precisaram de um impulso positivo para não cair na escuridão, e a Warner não ajudou nisso por falta de confiança.

    Resenha publicada em 01/02/2017






    Esta resenha foi lida 80 vezes.



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