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Galeria Musical

Lobos De Calla / às Vezes Eles Voltam / Resenha de Álbum

    ÀS VEZES ELES VOLTAM LOBOS DE CALLA
    INDEPENDENTE
    2017
    Por Anderson Nascimento

    opinião dos leitores: 4.33 de um total de 3 votos




    Com boas letras e pegada que transita entre o Pop e o Rock, o trio mineiro Lobos de Calla chega ao seu terceiro disco. O trabalho é uma das boas surpresas do ano até agora, e mostra um grupo criativo e com a gana de quem já estava a algum tempo afastado da cena musical.

    A banda é composta por Eduardo Ladeira (guitarra e vocais), Bernardo Silvino (baixo) e Diego Mancini (bateria), e possui algumas boas conquistas na bagagem, entre elas, a de ter dividido o palco com artistas de peso no cenário musical nacional, caso de Lulu Santos, Capital Inicial, Tianastácia, Nasi e Uns e Outros.

    O disco é repleto de momentos impressionantes e, no geral, possui consistência musical e ideológica, o que é um grande mérito para este grupo que já somava três anos de inatividade.

    A canção que abre o disco é “Conversas de Canto”, ela diz muito sobre a banda ao direcionar a música a uma levada agradável, que faz cama para a boa composição que a canção apresenta, com destaque para o solo viajandão que adorna a faixa.

    “Luz”, a canção seguinte, é um Rock nervoso repleta de palavras que resumem os momentos em que é a paixão que vira amor. A faixa também revela já no início do disco a faceta roqueira do grupo, que pode ser encontrada na mais perfeita dose, revezando-se com canções de amor como “Verdade Absoluta”.

    Mas o melhor momento do disco é a estridente “Palavra Não Volta”, canção cheia de texturas que carrega uma série de variações interessantes como o marcante riff inicial, um coro incisivo, até o seu desfecho: um instrumental alucinante. “Palavra Não Volta” é daquelas canções que te lembram para que serve o botão repetir, quando se está ouvindo um disco em seu player.

    Difícil apontar uma influência única para o grupo. Lembrei Legião em alguns momentos, lembrei de Rock Progressivo, lembrei de grupos indies como o paulista Lestics, mas se eu fosse apontar uma referência mais evidente, essa seria o Barão Vermelho, fase Cazuza. Essa aproximação está em algum momento na já citada “Palavra Não Volta”, e também na sequência “Quem São Aqueles”, rockão que joga luz na força instrumental do grupo.

    Entre momentos deliciosos como “Quase Nada”, e doces baladas como “O Tempo Não”, o grupo volta a apresentar outra pepita: “Projeto Sem Escala”. Outro grande destaque no álbum, a faixa é adornada por coros e arranjos vocais, a canção tem um crescendo impressionante, tornando-se então um Rock virtuoso.

    Com recursos inventivos como o final de “Nanosegundo” e o apoteótico encerramento com “Sala de Emergência”, canção dona de um arsenal roqueiro impressionante, o grupo fecha o disco deixando feliz aquele que quis ouvir o disco motivado apenas pelo título bacana da obra. “As Vezes Eles Voltam”, é um disco que já começa bem desde o seu título, porém, mais importante que isso, te acerta em cheio, e te faz querer dar ainda mais a cena independente.

    Resenha publicada em 15/03/2017






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