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Galeria Musical

Gordon Giltrap / Visionary / Resenha de Álbum

    VISIONARYGORDON GILTRAP
    THE ELECTRIC RECORD COMPANY
    1976
    Por Tiago Meneses

    opinião dos leitores: 4.00 de um total de 2 votos




    Gordon Giltrap é um músico que faz parte da cena folclórica britânica, tendo Bert Jansch como a sua principal influência. Após lançar quatro álbuns entre os anos de 1968 e 1973 onde contava com uma música simples (acompanhada somente do seu violão), decidiu tirar três anos de “férias” pra que pudesse reavaliar o seu caminho musical. Quando voltou em 1976, escolheu abandonar o estilo acústico solitário e passou a ter uma abordagem mais desafiadora, agora em companhia de uma pequena banda, com quem gravou esse disco em questão, denominado, Visionary.

    Como resultado o que se tem é uma transformação radical em sua sonoridade, deixando de lado o folk cru e caindo de cabeça em uma linha sinfônica inspirada segundo palavras dele mesmo em desenhos, pinturas e poemas de William Blake. O álbum do começo ao fim é uma viagem através de uma música espacial influenciada por diversos artistas como Mike Oldfield, Yes, Moody Blues, Vangelis entre outros. Os arranjos sinfônicos dão uma grandeza no som de Gordon nunca antes atingido, o fazendo ir muito além de simples composições acústicas vistas em outrora.

    Logo em sua abertura, repleto de teclados orquestrais que suportam uma melodia de violão acústico, o músico mostra o quanto excitante esse disco pode ser. Influências medievais estão em bastante evidência, instrumentos de sopro complementam os sons acústicos fazendo com que ao fecharmos os olhos, nos imaginemos caminhando sem rumo pelo verde de algum campo. A decisão de Giltrap de se reinventar como compositor e instrumentista foi um momento de verdadeira inspiração. Um álbum altamente recomendado para aqueles que gostam de progressivo sinfônico com uma inclinação acústica, ou mesmo pra qualquer pessoa que goste de uma música bem executada.

    Posso está superestimando demais esse disco? Talvez, mas antes isso do que deixá-lo esquecido e perdido sem que nunca receba os holofotes que mostrem sua existência, para que assim, possa ser no mínimo mais reconhecido.

    Resenha publicada em 17/03/2017






    Esta resenha foi lida 45 vezes.



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