Resenha do Cd 21 / Adele

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21
ADELE
2011

SONY MUSIC
Por Tiago Meneses

Em seu segundo álbum, a cantora britânica Adele mostra uma evolução musical tão grande, que fez com que o álbum de estréia, “19”, se comparado com “21”, não fosse mais visto como algo tão interessante assim. O que o ouvinte irá encontrar nesse registro é mais uma cantora da nova safra de artistas inglesas surgidas nos últimos 10 anos como Joss Stone, Duffy e Amy Winehouse que tem como grande influência a música Soul, mas passeando por vários outros campos musicais, tais como Blues, Country, R&B, Jazz, Pop, Rock, enfim, verdadeiras alquimias musicais que quando bem dosadas nos é presenteados com discos surpreendentes e, “21”, exemplifica na prática toda essa teoria.

O álbum tem início através da canção que pode ser vista como “carro chefe” da carreira da cantora, “Rolling in the Deep” foi o primeiro single de “21” e a música mais premiada da artista até o momento, tendo sido um grande sucesso em vários países da Europa. A sonoridade encontrada é algo entre a música disco e um blues, mas dentro de uma atmosfera mais “dark”, como a cantora gosta de fazer em quase todas as suas canções. Um ótimo começo de álbum pra Adele desfilar sua voz mostrando está mais em forma do que nunca.

A segunda parte do álbum é marcada pela faixa, “Rumour Has It”, com uma levada misturando Soul e Blues sobre uma cama de batidas estilo tambores, é uma música de refrão bem animado e de fácil assimilação, podendo grudar na cabeça do ouvinte logo após a primeira audição.

“Turning Tabels” é uma belíssima balada ao piano, voz, além de algumas cordas de fundo, onde se mostra com bastante clareza a bela voz que Adele possui. Um momento mesmo que ainda sereno é de uma grande energia por conta da forma emotiva que a canção é executada.

A faixa de numero quatro do álbum é uma que costuma figurar entre as queridinhas de “21” entre os fãs da cantora. Provavelmente é o momento mais melódico do álbum, com um vocal extremamente inspirado, um belo refrão totalmente impregnado de sentimentalismo e arranjos que apesar de simples, atendem a proposta da música, “Don’t You Remember” é uma das canções da artista que mais fazem jus ao fato de muitas pessoas se identificarem com suas letras.

“Set Fire To The Rain” provavelmente seja a onde aconteça um dos poucos deslizes do álbum, mas muito mais pela produção que ficou exagerada demais deixando a voz um pouco menos natural do que nas outras faixas. Ainda assim, Adele faz a sua parte e o resultado final embora não seja o ideal, está longe de ser ruim, principalmente por mais uma vez a música ser cantada repleta de sentimento onde novamente o destaque fica nos refrões, que ganham uma força instrumental de fundo com um ar meio orquestral.

A próxima faixa, “He Won’t Go” é uma canção com os dois pés cravados na R&B, na minha opinião um dos melhores momentos do álbum, uma música naturalmente bela onde a cantora não faz esforço pra cadenciar de forma elegante e extremamente competente uma música muito bem arranjada e agradável de se ouvir.

Com a música “Take it All”, Adele traz um momento gospel ao álbum. Quem está no comando aqui é um piano que faz uma cama instrumental pra que a bela voz da cantora mais uma vez deslize tranquilamente pra deleite dos ouvintes, a música em partes do seu refrão também recebe um reforço de um coral muito bem encaixado por sinal.

“Ill Be Waiting” é sem sombra de dúvida o momento mais alegre do álbum, muito bem ritmada e alto astral, poderia até soar de forma deslocada dentro de “21” pra alguns, mas não acho pra tanto. Uma canção de caráter otimista baseado na idéia de reatar o romance com um antigo amor.

Após a alegria da canção anterior, Adele mais uma vez mergulha de cabeça nas profundezas do sentimentalismo do Soul, cantando de forma branda, bela e com uma enorme carga emocional, em “One and Only”, o que se encontra é um arranjo triste sob um pedido de alguém que necessita ser a única na vida daquele que ama.

A penúltima faixa do álbum é na verdade um cover, “Lovesong”, originalmente gravado pela banda The Cure, aqui recebeu uma roupagem totalmente singular da cantora, um estilo meio bossa nova, cheio de sutileza onde novamente a cantora fez uma versão própria na hora de regravar música de outro artista. Já havia feito o mesmo com “Make You Feel My Love” do Bob Dylan. “Lovesongs” apesar de um cover pode facilmente ser considerado também um dos pontos alto do álbum.

Pra fechar o álbum, mais uma balada ao estilo piano e voz, seguindo a mesma formula das anteriores onde a carga sentimental é tanta que pode causar arrepios em quem adentrar no espírito de sua sonoridade, “Someone Like You”, traz um final impecável ao álbum.

Bom, “21” não é apenas um ótimo álbum, mas a firmação de uma artista que caso não cometa o erro de desvirtuar sua carreira por conta de fraquezas extra palcos, tem tudo pra em um futuro não tão distante, entrar com seu nome no rol de grandes da história. Sem sombra de dúvidas, um álbum 5 estrelas.

Resenha Publicada em 04/01/2012





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