Resenha do Cd Superstitious / Superstitious

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SUPERSTITIOUS
SUPERSTITIOUS
2011

INDEPENDENTE
Por Anderson Nascimento

Desfrutando da maturidade adquirida ao longo de cinco anos de carreira, a banda paulista Superstitious transforma o resultado de seu primeiro CD em uma espécie de espetáculo à parte. Representante fiel da categoria AOR do Rock, o Rock de Arena da banda surpreende e faz o mais cético ouvinte a voltar a acreditar no gênero.

A faixa de abertura “Inside Our Hearts” chama a responsabilidade da estreia e não faz feio, trazendo as atenções do ouvinte para as caixas de som e ensaindo um grande álbum. E é isso o que ocorre ao longo do primeiro disco da banda.

A competência da banda ao entoar seus versos na língua bretã, faz o Superstitious parecer uma banda veterana. “Living My Dreams”, segunda faixa do disco, é uma dessas faixas que poderiam estar no repertório de qualquer banda headliner no Hard Rock atual, a faixa tem todos os elementos necessários para que a música ganhe um espaço especial na predileção de qualquer um que ouça o álbum.

A sonoridade instituída pela banda ao longo de todo o álbum faz a inteligente mescla de sons mais pesados, faixas leves e algumas baladas, tudo isso suportado por um belo conjunto de instrumentos inspirados comandado por músicos ainda mais inspirados. Solos como o da balada “What I Fell For You”, fazem você sentir que ainda pode ser emocionante acreditar no amor.

A banda também vai bem na construção de refrãos inteligentes e marcanates. “Shining On Me” é dessas canções que carregam uma dose cavalar de simpatia em seu refrão, a música chega a lembrar as incursões mais bacanas do Kiss pelo Hard Rock, enquanto que canções como “Dont Give It Up” chegam a ser abusadas, tal o virtuosismo da banda, desde o vocal até a bateria.

Quem vivenciou e se divertiu com a explosão do Hard Rock dos anos oitenta vai se apaixonar por canções como “Not Alone”, ou ainda “Sweet Angel”, que me lembrou o Aerosmith. Quem é chegado à baladas a banda também não desampara, “Sabrina”, reafirma as influências da banda pelo Rock de Arena, aqui lembrando o Europe.

A banda oferece esse entretenimento que falta em algumas bandas que bancam o inglês como língua principal, talvez esse seja o fato que mais empolga e faz valer a pena ouvir o álbum da banda, ainda que você nunca tenha ouvido falar nela.

A voz de Luis Wasques revela o dom do vocalista de empregar emoção, sabedoria e talento à cama armada pelas guitarras espertas de Rodrigo Codeiro, telados seguros de Lael Campos (ele brinca em “Shelter”!), e pela cozinha nutrida pelo baixo nervoso de Daniel Mattos e a bateria atenta de Flávio Gasperini, o que faz desse disco um grande lançamento do Hard Rock.

Coabitando as principais casas noturnas de São Paulo, sempre com resposta muito positiva de seu público, a banda pode ir se preparando para o que vem por aí, porque o trabalho é maduro, profissional e, nota-se, feito com dedicação e entusiasmo.

Resenha Publicada em 27/02/2012





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