Resenha do Cd Condição Humana (sobre O Tempo) / Guilherme Arantes

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CONDIÇÃO HUMANA (SOBRE O TEMPO)
GUILHERME ARANTES
2013

TRATORE
Por Anderson Nascimento

Após seis anos sem lançar um álbum de inéditas, Guilherme Arantes surpreendeu a todos com a chegada de “Condição Humana”, um disco envolto de muita expectativa por parte da crítica e de todos aqueles que esperavam por um novo disco do artista.

E a espera valeu a pena. No seu novo disco, gravado e lançado de maneira independente através de seu selo Coaxo do Sapo, Guilherme está muito a vontade gravando faixas de que se aproximam bastante da sonoridade Pop-Rock que o consagrou nos 70 e 80, como atestam canções como “Cruzeiro do Sul”.

A produção do álbum é rica e fantástica, com instrumentos bem encaixados que dão uma liga maravilhosa ao disco. A banda de Guilherme Arantes composta por Luiz Sergio Carlini (guitarras, violões), Willy Verdaguer (baixo), Alexandre Blanc (guitarras e violões), Gabriel “Frejat” Martini (baterias, percussões), azeitam todo esse trabalho, apresentando bateria forte, baixo vivo, guitarra com apreciáveis momentos virtuoses, e o piano cadenciando que conduz toda a linha melódica das canções. Além disso, Guilherme também dá um show em suas interpretações, completando então os ingredientes que tornam tão especiais as canções desse álbum.

As letras também estão ótimas, elas conversam entre si e mantém uma unicidade incrível ao álbum, fechando um observável conceito para esse novo trabalho. Guilherme aposta na simplicidade das composições na maior parte do disco, como pode se observar em “Tudo O que Eu Só Fiz Por Você”. Em geral aborda temas como amor, indignação e, principalmente sobre o tempo, tudo sob uma ótica madura e inteligente. Há também espaço para críticas mais diretas, caso da ótima “Moldura do Quadro Roubado”.

Uma qualidade que não se pode deixar de citar é a capacidade de emocionar o ouvinte em diversos momentos do álbum, principalmente em faixas como “Onde Estava Você” e “Olhar Estrangeiro”, uma das melhores canções do disco, que tem arranjos que chegam a evocar a musicalidade trabalhada por bandas inglesas na segunda metade dos anos sessenta, fazendo arrepiar até mesmo as pessoas menos sensíveis.

O disco encerra com “O Que Se Leva (Temor Ao Tempo)”, que traz a participação de Marcelo Jeneci, um dos grandes admiradores da obra de Guilherme Arantes.

Livre, Guilherme entrega um disco maravilhoso, redondo e que propositalmente soa como os seus discos de início de carreira, e que já desponta como um dos discos mais bacanas do ano, o que certamente o colocará nas primeiras posições das indefectíveis listas de melhores do ano.



Resenha Publicada em 02/06/2013





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