Resenha do Livro Pink Floyd – Primórdios / PINK FLOYD

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PINK FLOYD – PRIMÓRDIOS
2010

Madras
Autores: BARRY MILES
Artista: PINK FLOYD
Por Valdir Junior

Considerado hoje parte do panteão das “Bandas clássicas do Rock”, o Pink Floyd também é uma das bandas que a maioria das pessoas pensam quando se fala de “rock progressivo”, mas a banda é muito mais que tudo isso, e contar o começo dessa aventura é o que propõe o livro “Pink Floyd – Primórdios” do escritor Barry Miles.

Barry Miles é umas das pessoas mais certas para contar o começo da historia do Pink Floyd. Ele foi uma das figuras chaves dentro do movimento cultural que acontecia na capital inglesa nos anos 1960 e que mais tarde seria conhecido como “Swinging London”, Barry foi editor do famoso jornal underground “International Times” (IT) e também escreveu para o jornal “The Guardian”, foi um dos donos da famosa “Indica Gallery”, galeria de arte voltada a contracultura, que tinha como um dos apoiadores Paul McCartney (de quem Barry escreveu “Many Years From Now” a única biografia de Paul a ser considera o mais próxima possível de uma autorizada) e foi lá também que John Lennon encontrou e conheceu Yoko Ono.

Como testemunha ocular desse período Barry pôde acompanhar o aparecimento na London underground da banda que mais tarde seria conhecida como o Pink Floyd, para isso ele traz a história de seus integrantes desde de Cambridge, cidade universitária em que Syd Barrett, Nick Mason, Roger Waters, Richard Wright e, mais tarde, David Guilmor cresceram até os primeiros shows na efervescente Londres dos começo dos 60.

O livro conta toda a fase inicial da banda e vai até a gravação do álbum “The Dark Side of The Moon” e seu estrondoso sucesso, momento esse que seus integrantes viram sendo superadas todas as suas expectativas de fama e reconhecimento artístico e financeiro. Mas muito mais que contar a historia do Pink Floyd, Barry Miles consegue de forma clara e sem ser apelativa lançar luz sobre a vida de Syd Barret, líder e principal compositor da fase inicial da banda, que rapidamente, devido ao seu alto consumo de drogas, perdeu o controle sobre sua sanidade e vida, ameaçando a ascensão da banda no cenário da música, devido a isso ele foi expulso da banda em 1968.

A expulsão de Syd não foi algo fácil para seus colega de banda (principalmente a Roger Waters) que ainda o estimavam muito e sentiam-se responsáveis por Syd, mais tarde esses sentimentos serviram como inspiração para os álbuns da banda “The Dark Side of The Moon” e “ Wish You Where Here”. Já com David Gilmour na guitarra e no vocal o Pink Floyd, com a forte liderança de Roger Waters, traçou uma direção musical que fez a banda passar de “psicodélicos/flower Power” para uma sonoridade muito mais intuitiva, musicalmente livre, espacial e elaborada, que ficaria conhecida como “rock progressivo”, apesar da banda em muitos momentos usarem outras forma de Rock em sua música.

Apesar de conter alguns pequenos erros de tradução, a edição desse livro no Brasil é muito bem vinda. Ainda mais porque se concentra em um período da história da banda que até hoje é pouco comentado, principalmente com relação a Syd Barret, mostrando o homem e o artista que ele foi em contrapartida às lendas a seu respeito. Além disso, o livro é bem descritivo e informativo sobre como era a Londres dos anos 60 com seus eventos, casas de shows, boates, parques e o tipo de pessoas que freqüentavam todos esses lugares.

Resenha Publicada em 14/04/2014






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