Resenha do Cd Wasting Light / Foo Fighters

WASTING LIGHT title=

WASTING LIGHT
FOO FIGHTERS
2011

SONY MUSIC
Por Anderson Nascimento

Quando Dave Grohl disse à imprensa que o novo disco da banda seria o mais pesado já gravado pelo seu Foo Fighters, definitivamente ele não estava brincando: “Wasting Light” é pancadaria do início ao fim.

Os rumos do som da banda foram fortemente afetados após a temporada que Dave passou como membro honorário tocando bateria no Queens of Stone Age, e isso visivelmente se refletiu no álbum “One By One”. Ainda assim, nenhum outro álbum da banda sequer ombreou com este novo álbum em termos de peso.

Interessante perceber que o álbum enfileira uma série de boas músicas, todas com pegada roqueira, sem perder algo essencial em grandes canções, a melodia. Em alguns casos como as bacaníssimas “These Days” e “Arlandria”, há até a intenção de fazer o som soar mais manso, mas a coisa acaba pegando fogo ao longo da canção.

Canções como “Bridge Burning” e “White Limo” são tão pesadas que fica até difícil reconhecer o velho “Foo Fighters” em meio a tanto barulho. No caso de “White Limo”, a mais pesada do álbum e, consequentemente, da carreira da banda, paira até a curiosidade de saber como a banda a executará ao vivo, tamanho é o exagero. Entretanto, o álbum também apresenta canções de estilo mais próximo ao o que a banda já fez, casos de “Rope” e “Back & Forth”, esta última bastante remissiva em termos de Foo Fighters.

“I Should Have Know”, traz o seu ex-companheiro de Nirvana Krist Novoselic tocando baixo, em uma canção de boa pegada e melodia de igual qualidade. Nesse mesmo esquema a banda enquadra “Dear Rosemary”, ótima música, recheada de melodia envolvente e letra inspirada.

Se Dave e banda não dosaram o peso de suas guitarras ao longo do disco, eles o fizeram em relação ao álbum como um todo, o disco tem enxutas onze músicas, encaixadas em 47 minutos, e é primorosamente encerrado com “Walk”, canção de versos fortes e contagiantes, que certamente será um dos pontos altos banda nas subseqüentes turnês.

O disco foi produzido por Butch Vig, produtor do clássico álbum Nevermind, o que, aliado ao fato de o álbum ter sido gravado inteiramente com equipamentos analógicos, certamente influenciou e ajudou a banda a entregar novamente um álbum de nível alto como “There Is Nothing Left to Lose” ou “One By One”.

Resenha Publicada em 21/05/2011





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