Resenha do Cd Carne Crua / Barão Vermelho

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CARNE CRUA
BARÃO VERMELHO
1994

WARNER MUSIC
Por Anderson Nascimento

Nada como o tempo para fazer justiça a determinados álbuns. Em um período de renovação do Pop/Rock brasileiro, o Barão Vermelho soltava o disco “Carne Crua”, álbum dotado de um Rock pesado e feroz, que deixava para traz a sonoridade mais acústica dos dois álbuns anteriores, “Na Calada da Noite” (1990) e “Supermercados da Vida” (1992).

A faixa título já anunciava qual era a predileção dessa nova fornada de canções, destilando Rocks com influências Stonianas, rechados de riffs e instrumentais virtuoses, o que se repetiu ao longo do álbum em faixas do mesmo naipe, caso de “Não Me Fuja Pelas Mãos”, e da potente faixa de encerramento do álbum “O Inferno é Aqui”.

Por mais que na época o disco não tenha agradado plenamente aos fãs, e sua distribuição pela Warner não tenha sido a esperada pela banda, motivo que talvez tenha levado o álbum a um fracasso comercial, o disco emplacou as canções “Meus Bons Amigos” e “Guarda Essa Canção”. Ambas foram bastante executadas nas rádios na época do lançamento do álbum e, ainda hoje, estão entre as grandes canções da banda.

Na outra ponta, os críticos elogiaram bastante o álbum, o que acabou dando a banda o seu terceiro Prêmio Sharp como melhor banda de Rock nacional, e, ainda, cotando o álbum na época como um dos melhores discos do Rock nacional.

Desde a capa – um chamariz tenso, mas ao mesmo tempo convidativo - até as luzes geradas pelas chamas de “O Inferno é Aqui”, o disco passeia também por outras sonoridades que vão do flerte com o Samba de “Sem Dó”, lembrando o disco “Carnaval”, passando pelos metais e das lindas melodias de “Daqui Por Diante” e “Vida Frágil”.

Ainda assim o álbum é voltado mesmo para o Rock. Várias de suas vertentes são testadas aqui, como o Rock básico de “Ainda Seremos Macacos Outra Vez” e “Rock do Vapor”. Essa parceria com o Rock é ratificada pela gravação da faixa “Pergunte ao Tio José”, antigo poema de Raul Seixas musicado por Frejat.

Aclamado pela crítica da época, “Carne Crua” é um disco que precisa ser redescoberto. Sem querer inventar muito, o álbum é exemplo de como um disco de Rock básico pode ser divertido, inteligente e atemporal.

Resenha Publicada em 10/01/2012





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