Resenha do Cd Congratulations / Mgmt

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CONGRATULATIONS
MGMT
2010


Por Anderson Nascimento

A velha história da dura missão de agradar ao público e crítica no segundo álbum parece ter acontecido de forma diferente no caso do MGMT. Em 2008 eles lançaram o espetacular “Oracular Spetacular”, que trouxe uma atmosfera muito diferente do que vinham fazendo as bandas até então.

O som era uma espécie de música eletrônica com Rock Psicodélico, e os singles como “Time to Pretend”, com letra absolutamente sincera e fora-da-lei, “The Youth” e “Electric Feel”, mostraram uma banda realmente inovadora e promissora.

Ao contrário do que normalmente acontece, ou seja, o clichezão de lançar o segundo álbum conceitual, mais “cabeça”, nesse “Congratulations” a banda, agora formada por cinco pessoas, só quer diversão. O espírito desse álbum em nada se compara com o primeiro, nada de inovação ou grandiloqüência, pelo contrário, nesse álbum a banda aposta em um álbum voltado para o Rockabilly e Surf Music.

Logo no início do álbum essa idéia salta aos ouvidos com “It´s Working”, disparada a melhor música do disco, mas ao mesmo tempo, a banda parece querer mostrar que a sua principal influência, o som psicodélico, ainda resiste fortemente em seu som. Na sequência, em “Song for Dan Treacy”, o orgãozinho anos sessenta prevalece, reforçando essa idéia.

As letras continuam viajantes, como é o caso da enigmática “Someones Missing”, apoiadas em melodias que acabam nos levando de volta a meados dos anos sessenta, lugar comum em “Flash Delirium”, ou ainda em “Sibeian Breaks” que recria, em incríveis doze minutos, um lual à beira da praia, em uma espécie de Beach Boys chapados.

“Brian Eno” rende uma divertida homenagem ao famoso produtor, em um Rock acelerado e interessante, e, falando em homenagens, “Lady Dadas Nightmare”, faixa instrumental com nuances fantasmagóricas, faz um trocadilho com o nome de vocês devem imaginar quem.

O disco fecha com a faixa título, em uma canção que em nada lembra a sonoridade da banda, sem efeitos, e com um Rock que poderia se encaixar em algum lugar entre os anos oitenta e noventa, a boa canção encerra com aplausos para eles mesmos.

Apesar de recheado de boas canções, não há em “Congratulations” canções com a força dos singles do álbum anterior, mas por outro lado, mostra que o clima despretensioso do álbum anterior ainda prevalece, mostrando que a banda continua fazendo música por diversão.

Resenha Publicada em 03/06/2010





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