Resenha do Cd Funky Funky Boom Boom / Jota Quest

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FUNKY FUNKY BOOM BOOM
JOTA QUEST
2013

SONY MUSIC
Por Anderson Nascimento

Vindo de uma boa sequência de álbuns, que incluem “Até Onde Vai” (2005) e “La Plata” (2008), com “Funky Funky Boom Boom” (2013), sétimo disco de estúdio, o Jota Quest surpreende e consegue entregar um de seus melhores discos.

Baseada na levada Funk e Soul setentista, a banda constrói seu novo álbum a partir de faixas que exalam o combo festa-dança-diversão como prova a irrepreensível sequência de abertura do disco com “Entre Sem Bater”, “Ela é do Rio” e “Mandou Bem”, que traz a ilustre participação de Nile Rodgers. O potencial dessas canções é tão forte que “Mandou Bem” se tornou hit instantâneo, fincando entre as canções mais tocadas no fim de 2013.

A produção do disco, capitaneada por Jerry Barnes, baixista do Chic, além de Adriano Cintra (ex-CSS) e Pretinho da Serrinha (Trio Preto+1) como coprodutores, também encanta por inserir elementos que transformam canções simples em ótimos petardos pop, como é o caso, por exemplo, de “Um Tempo de Paz”, faixa cheia de côros incríveis.

Após a metade do álbum, onde há uma sequência de faixas menos intensas, o disco volta pra pista de dança com mais uma ótima sequência dançante formada por “Jota Quest Convidou”, “É De Coração” e “Imperfeito”, sendo esta última outra faixa que conta com a participação do produtor e guitarrista Nile Rodgers.

Entre as baladas, destacam-se “Dentro de Um Abraço”, que tem versos adaptados do livro “Feliz Por Nada”, de Martha Medeiros, e “Sem Mistério”, uma das melhores músicas do disco, com destaque para o fantástico côro ao longo da canção.

Antes de o disco encerrar com uma versão remix de “Waiting For You”, a belíssima balada “Realinhar” reforça o tom Soul e retrô do álbum, explícito desde a lindíssima capa do disco, com a clássica imagem “Martini Miss” feita por Mel Ramos, grande representante da Pop Art norte-americana da década de 1960.

Sem repetir alguns erros de “La Plata”, onde a batida de determinadas faixas pareciam mais importante que suas letras, “Funky Funky Boom Boom” é um trabalho elogiável, não só para a discografia da banda, mas também se revela um dos discos mais bacanas lançados no Brasil em 2013.

Resenha Publicada em 06/01/2014





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