Resenha do Cd Hurley / Weezer

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HURLEY
WEEZER
2010

UNIVERSAL MUSIC
Por Queison Souza Alves

Raditude, último disco de inéditas lançado pelo Weezer em 2009, costuma receber uma enorme quantidade de críticas pelo fato de o Weezer não conseguir atingir o nível (?) dos seus álbuns mais consagrados da história do rock contemporâneo e da própria banda, Blue Album e Pinkerton.

Em Hurley, o novo trabalho do grupo norte-americano, a nova gravadora Epitaph parece ter sido a melhor escolha para, no mínimo, minimizar tamanhas discrepâncias nas opiniôes dos críticos que cercam Rivers Cuomo e seus companheiros. O que se ouve é uma sonoridade diferente com a adição dos sintetizadores na maioria das músicas e um timbre diferenciado na voz de Rivers, que parece cantar como um adolescente rebelde (não que isso seja ruim, afinal o Rivers é o Rivers!), o que já vinha ocorrendo em Raditude.

Entretanto, também se percebe uma tentativa de estabelecer vínculo com o sentimento das antigas músicas do grupo que arrastou milhares de fãs na década de 90. Bem, se isso não foi possível, o oitavo disco da carreira do grupo pode sim ser considerado uma das melhores surpresas na música atual. Memories foi escolhida como primeiro single, é uma música simples que não pretende ser épica, mas cumpre o papel de abrir um disco que não se preocupa em estar numa sequência acertada, afinal em Hurley, o Weezer mostra o desejo de se comunicar com os fãs, como se quisessem dizer - Ei, nós ainda estamos aqui e tocamos tão bem quanto antes! Rulling Me é a melhor música do disco, apressada e com refrão chiclete, é o retrato da essência do grupo.

Trainwrecks e Unspoken ficam encarregadas de embalar os possíveis corações apaixonados ou derrotados, são as baladas que marcam presença em todo bom álbum do Weezer, destaque para a segunda que termina de forma potencial com as guitarras distorcidas em alto e bom som.

Where´s My Sex e Smart Girls consagram-se por serem as mais bem-humoradas do cd, podem se lançar sem medo de não agradar, estão ali todos os elementos para que um fã possa se deliciar ao menos por 8 minutos, até porque nada paga a pronúncia de Rivers ao dizer "Tatiana"!

All My Friends Are Insects, música que o grupo gravou para um programa infantil é fofa e arranca suspiros tanto das crianças, quanto dos mais adultos, ela está na versão Deluxe que, inclusive, é um ponto fraquíssimo de Hurley. Nela está a parte mais chata do disco e totalmente dispensável, como por exemplo, o cover de Viva La Vida que deveria ter sido apagado da história da música, inacreditável!

Com mais altos do que baixos, músicas com sensações nostálgicas, a coragem de se reinventar mais uma vez e a incrível capa do disco, Hurley é interessante nos melhores momentos.

Resenha Publicada em 29/10/2010





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