Discografia Comentada - Roberto Carlos

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ROBERTO CARLOS

Cachoeiro do Itapemirim - Brasil
Desde: 1958
Nascimento: 19/04/1941

Site oficial: http://www.robertocarlos.com/

Descrição do Artista
Apelidado de Rei, Roberto Carlos atravessou cinco décadas gravando discos, fazendo shows, filmes, programas de TV, além de construir uma importante carreira internacional. Musicalmente passou pelo Rock and Roll da Jovem Guarda, pelo romantismo dos anos setenta, entre outros estilos musicais onde ele se aventurou, sempre com pleno sucesso.

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Álbuns
    LOUCO POR VOCÊ
    1961
    Por Anderson Nascimento




    O primeiro LP lançado por Roberto Carlos é até hoje um dos discos mais disputados entre os colecionadores. Isso se dá pelo fato de o disco nunca ter ganhado uma reedição em CD. O disco reflete as influências musicais iniciais de um Roberto Carlos então muito entusiasmado pela Bossa Nova de João Gilberto. Esse é o único disco regular da discografia de Roberto que não traz uma foto sua, ao invés disso, a capa reproduz a mesma foto usada na capa de um disco do tecladista americano Ken Griffin. O álbum não traz nenhuma canção assinada por Roberto, ao invés disso, metade do repertório é assinado por Carlos Imperial, produtor do álbum. Reza a lenda que Roberto Carlos não gosta desse LP, muito disso por ele ter sido considerado com esse disco um mero imitador de João Gilberto.

    SPLISH, SPLASH
    1963
    Por Anderson Nascimento




    Em seu segundo álbum Roberto Carlos inicia a sua entrada no Rock and Roll, ritmo que dominaria a década de 1960 no Brasil. Investindo em Rocks que são sucessos até hoje, casos de “Parei na Contramão”, primeira parceria de sucesso de Roberto e Erasmo Carlos e “Splish, Splash” (acompanhada aqui pela banda Renato e Seus Blue Caps), versão de Erasmo Carlos para canção do norte-americano Bobby Darin, Roberto está bem mais à vontade na interpretação das canções, isso fica evidente em canções como “Onde Anda o Meu Amor”, “Na Lua Não Há” e “Baby, Meu Bem”. Apesar de possuir espírito jovem, o disco ainda é bem dividido entre faixas românticas, ainda com resquícios de Bossa Nova, caso de “É Preciso Ser Assim”, e Rockzinhos pré Jovem Guarda como “Nunca Mais Te Deixarei”.

    É PROIBIDO FUMAR
    1964
    Por Anderson Nascimento




    Aqui o Rock começa a tomar conta da carreira de Roberto já que esse álbum ignora completamente a Bossa Nova que figurou até o disco anterior. Tal fato fica explícito na metamúsica “Louco Não Estou Mais”. Ao menos duas canções desse álbum se tornaram clássicos do Rock brazuca, a faixa título “É Proibido Fumar”, mais uma grande canção de Roberto e Erasmo, e “O Calhambeque”, versão de “Road Hog” de John e Gwen Loudermilk. Há também duas outras covers: “Nasci Pra Chorar” (I Was Born To Cry) e “Nasci Pra Chorar”, versão para “Unchain My Heart” de Ray Charles. Apesar de ser um bom álbum, ainda assim o considero ligeiramente inferior ao seu antecessor.

    CANTA PARA A JUVENTUDE
    1965
    Por Anderson Nascimento




    Roberto dá sequência ao sucesso que vinha fazendo com seus Rocks e canções de cunho romântico, enquanto a Beatlemania já havia dominado o mundo. Algo interessante nesse disco é que as canções contam histórias bastante peculiares, casos das faixas “História de Um Homem Mau”, “Noite de Terror” e “Os Sete Cabeludos”. Entre os destaques estão “Como é Bom Saber”, “Parei... Olhei” e “Não Quero Ver Você Triste”, canção que também entrou para a história entre as composições da dupla Roberto e Erasmo.

    JOVEM GUARDA
    1965
    Por Anderson Nascimento




    Já apresentando o programa Jovem Guarda, Roberto Carlos lançou o disco que também carregava o nome do programa, uma estratégia para a promoção tanto do programa quanto do disco. Aqui está a hoje renegada “Quero Que Tudo Vá Pro Inferno”, um grande clássico da Jovem Guarda, além de “Lobo Mau”, versão de “The Wanderer”, que até hoje é presença garantida nos shows de Erasmo Carlos. No disco ainda estão as belíssimas baladas "Eu Te Adoro, Meu Amor" e “Gosto do Jeitinho Dela”. “Jovem Guarda” é um disco de repertório bastante equilibrado, com Rocks bem tocados por gente como Renato e Seus Blue Caps, The Youngsters e o tecladista Lafayette. Este é talvez o álbum mais importante da Jovem Guarda.

    ROBERTO CARLOS
    1966
    Por Anderson Nascimento




    Essa obra-prima, primeiro disco após o estouro da Jovem Guarda, apresenta uma coleção de grandes clássicos da Jovem Guarda, apenas duas canções desse disco permaneceram no anonimato. Estão nesse disco os clássicos “Eu Te Darei o Céu”, “Nossa Canção”, “Querem Acabar Comigo”, “Esqueça”, “Negro Gato”, “Eu Estou Apaixonado”, “Namoradinha de Um Amigo Meu”, “O Gênio” e “É Papo Firme”, ou seja, uma coleção de sucessos que fazem valer a referência Beatle da capa do disco. O disco conta com participação instrumental de “The Fevers”, “The Jet Blacks” e Lafayette.

    EM RITMO DE AVENTURA
    1967
    Por Anderson Nascimento




    Já dono de um extraordinário sucesso, Roberto Carlos segue o rumo que parecia natural nos anos 1960, ou seja, lançar filmes (vide Elvis e Beatles). O disco, que trazia canções do seu primeiro filme, foi um arroubo, se tornando o melhor disco de Roberto na década, e um dos melhores de sua carreira. Praticamente todas as canções do disco foram sucesso, mas entre os sucessos estão um degrau acima as músicas “Eu Sou Terrível”, “Como É Grande O Meu Amor Por Você”, “Por Isso Corro Demais”, "De Que Vale Tudo Isso", “Quando” e “Você Não Serve Pra Mim”. Foi o primeiro álbum de Roberto a sair também na versão em estéreo. Outro detalhe interessante é que, pela primeira vez, Roberto Carlos assina (sozinho ou em parceria) metade das composições do álbum.

    O INIMITÁVEL
    1968
    Por Anderson Nascimento




    “O Inimitável” foi o primeiro álbum de Roberto Carlos após deixar o programa Jovem Guarda e novamente Roberto foi brilhante, lançando um álbum recheado de sucessos, porém com canções mais maduras e melancólicas. Não obstante o disco inicia com as faixas “Eu Não Vou Mais Deixar Você Tão Só” e “Ninguém Vai Tirar Você de Mim”, antes de finalmente partir para o Soul de “Se Você Pensa” e, mais a frente, “Não Há Dinheiro Que Pague”. Este disco, aliás, representa o momento de transição em que Roberto Carlos começava a experimentar em sua carreira. Roberto aqui exibe uma impressionante forma vocal, além de o instrumental do disco parecer bem mais elaborado. Além de “Se Você Pensa”, os outros sucessos desse disco foram "Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo", "As Canções Que Você Fez Pra Mim" e "Ciúme de Você". O título deste álbum fazia era uma resposta aos supostos imitadores que começavam a aparecer no meio musical, após este disco, Roberto Carlos ficaria até o ano de 2000 sem dar nome aos seus trabalho

    ROBERTO CARLOS
    1969
    Por Anderson Nascimento




    Roberto Carlos aqui já está praticamente desvinculado da Jovem Guarda, continuando o seu enlace com o Soul e o Funk do disco anterior em canções como “Não Vou Ficar” e “Nada Vai Me Convencer”. Podemos dizer que a sua fase romântica também começa a tomar forma a partir desse álbum, já que o disco inicia com um tema maduro abordado na canção “As Flores do Jardim da Nossa Casa”, que ganha uma emocionante interpretação de Roberto, enquanto “Sua Estupidez” possui uma crueza até então inédita na carreira do Roberto. A capa do disco mostra uma imagem de um Roberto aparentemente triste e sozinho sentado na areia praia, algo que parece refletir na concepção geral do próprio disco. Outra curiosidade está na canção “O Diamante Cor de Rosa”, canção composta por Roberto e Erasmo, única faixa instrumental de um disco de Roberto, que por sua vez toca gaita ao longo de toda a faixa.

    ROBERTO CARLOS
    1970
    Por Anderson Nascimento




    Roberto inicia a década de 1970 com um disco ainda sem um conceito inteiramente definido, como seus discos na maior parte das vezes apresentam, embora continue a se basear no Soul do álbum anterior. O disco traz faixas fortes como “Uma Palavra Amiga” e a escapista “O Atronauta”, além de Rocks como “Preciso Lhe Encontrar” e a furiosa “120...150...200Km Por Hora”. As baladas também estão lá, casos de “Ana”, “Pra Você” e “Maior Que O Meu Amor”, mas sem o profundo apelo romântico que a década apresentaria a seguir. Esse disco também apresenta um importante marco, o início das inclusões de canções de cunho religioso, aqui representadas pelo sucesso “Jesus Cristo”, canção que apresenta uma levada Soul marcante.

    ROBERTO CARLOS
    1971
    Por Anderson Nascimento




    Alguns dos maiores sucessos de Roberto Carlos estão nesse álbum, o que faz dele um dos principais discos da obra do Rei Roberto Carlos. As canções “Detalhes”, “Como Dois e Dois”, “A Namorada”, “De Tanto Amor” e “Amada Amante” colocam Roberto em um outro patamar na música popular brasileira. As faixas românticas tomam conta do álbum e a melancolia impressiona de uma maneira que só se tem a dimensão ouvindo canções como “Se Eu Partir” e “Traumas”, momentos dilacerantes e proibitivos para pessoas que estão com os “nervos a flor da pele”. O disco ainda traz a homenagem ao Caetano Veloso “Debaixo dos Caracóis de Seus Cabelos” e o Soul “Todos Estão Surdos”.

    ROBERTO CARLOS
    1972
    Por Anderson Nascimento




    Já trilhando a sua carreira como ícone romântico, Roberto lança o disco mais melancólico de sua carreira. Assuntos sérios que divagam sobre a vida adulta e temas como relacionamento conjugal – apontado, por exemplo, em “Quando as Crianças Saírem de Férias” -, são retratados nesse disco denso e profundo. Músicas como “A Janela”, um desabafo de quase seis minutos, e “O Divã”, são tão reflexivas que provocam a sensação de “nó na garganta”. Tudo nesse disco é intenso, desde a icônica capa, até as românticas “Como Vai Você” e “A Distância”, passando pela dolorida “Por Amor”, e a devoção em forma de hino “A Montanha”.

    ROBERTO CARLOS
    1973
    Por Anderson Nascimento




    Passado o clima pesado do álbum anterior, Roberto prossegue com canções adultas com abordagens que se relacionam com conflitos conjugais, caso de “Palavras” e “Rotina”. Uma curiosidade sobre o disco é que ele é composto por dez faixas, ao invés das tradicionais doze, outra novidade em sua discografia é a inclusão de “El Dia Que Me Queiras” (Carlos Gardel), primeira faixa em outra língua (Espanhol) em um álbum brasileiro do Roberto, o que se tornaria comum a partir desse disco. O álbum traz os clássicos “Atitudes”, “Proposta”, “Amigos, Amigos”, “O Homem”, além da belíssima “Não Adianta Nada”, que resgata o Soul abandonado no disco anterior.

    ROBERTO CARLOS
    1974
    Por Anderson Nascimento




    Este é o primeiro álbum a não trazer o nome de Roberto Carlos na capa, fato que voltaria a acontecer novamente duas vezes, nos álbuns de 1976 e de 1988. Se comparado aos álbuns da década de 70, notamos nesse álbum uma queda em termos de qualidade das canções, muito embora o disco apresente sucessos memoráveis como “O Portão”, “É Preciso Saber Viver” e “Eu Quero Apenas”.

    ROBERTO CARLOS
    1975
    Por Anderson Nascimento




    Roberto abre o álbum com uma fraca versão de “Quero Que Vá Tudo Para o Inferno” uma música que curiosamente foi um sucesso durante a Jovem Guarda, ganhou essa “homenagem” nesse álbum e depois foi terminantemente abolida do repertório do Rei. O disco se parece um pouco com o anterior, ou seja, grandes clássicos como “Olha”, “Além do Horizonte” e “Seu Corpo” (que inicia timidamente a fase “motel”), mescladas com outras faixas menos inspiradas, apesar disso, o disco ainda traz as boas “Amanheceu”, “Desenhos na Parede” e a pacifista “O Quintal do Vizinho”. O álbum traz duas faixas em espanhol "Inolvidable" e “El Humahuaqueño”, que se tivessem ficado de fora do disco não fariam falta.

    SAN REMO 1968
    1976
    Por Anderson Nascimento




    Essa é a primeira coletânea de Roberto Carlos, não de sucessos, mas de lados B de compactos que não entraram nos discos de carreira do artista, que compreendem o período de 1966 à 1973. Trata-se de um disco importantíssimo, além, é claro, da qualidade da maioria das canções. Aqui podemos ouvir Roberto Carlos cantando em italiano, nas faixas “Canzone Per Te” (vencedora do festival que dá nome ao disco) e “Un Gatto Nel Blu”, e interpretando os Sambas “Maria, Carnaval e Cinzas” e “Ai Que Saudades Da Amélia”, gênero até então raro na discografia do Rei. O disco ainda tem muitas outras ótimas canções como “Eu Daria A Minha Vida”, “Custe o que Custar” e “Sonho Lindo”. Infelizmente esse álbum não compreende todas as canções que ficaram de fora dos LPs regulares do Rei, permanecendo raras até hoje.

    ROBERTO CARLOS
    1976
    Por Anderson Nascimento




    Com um álbum leve e arejado, Roberto Carlos volta a fazer um ótimo disco, recheado de canções originais, como “Ilegal, Imoral Ou Engorda”, “O Progresso” e “A Menina e o Poeta”. No caso de “O Progresso”, há um detalhe interessante, é a primeira vez que Roberto lança uma canção de cunho ecológico, o que voltaria a acontecer em diversos álbuns. O disco também apresenta uma versão da canção “Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção”, gravada por Erasmo, e que aqui virou “Preciso Chamar Sua Atenção”. Entre as outras boas canções do álbum estão “O Dia a Dia”, “Você Na Minha Vida” e “Por Motivo de Força Maior”.

    ROBERTO CARLOS
    1977
    Por Anderson Nascimento




    Se no álbum anterior Roberto defendeu as sensuais “Os Botões” e “Pelo Avesso”, aqui o cantor faz um álbum quase que inteiramente dedicado ao tema, o que elegeu esse álbum o ápice da “fase motel” do Rei. Entre essas canções estão “Nosso Amor”, “Falando Sério”, “Ternura”, “Não Se Esqueça de Mim”, “Outra Vez” e o clássico dos clássicos, a erótica “Cavalgada”. Mas o álbum também divaga sobre outros temas como a amizade, no sucesso “Amigo”, e a lembrança do passado, agora sim bem homenageado, com a música “Jovens Tardes de Domingo”. Destacam-se também no álbum a inesquecível “Pra Ser Só Minha Mulher”, do Ronnie Von, e “Muito Romântico”, do Caetano Veloso.

    ROBERTO CARLOS
    1978
    Por Anderson Nascimento




    Ainda com os resquícios eróticos e sensuais do álbum anterior, o disco segue com a sequência “A Primeira Vez” e “Mais Uma Vez”, além de “Café da Manhã” e a dramática “Todos os Meus Rumos”. Mas o álbum também reserva momentos como a homenagem a sua mãe “Lady Laura”, a religiosa “Fé”, além da gravação de “Força Estranha”, outra canção do Caetano Veloso que se tornaria importante na carreira de Roberto.

    ROBERTO CARLOS
    1979
    Por Anderson Nascimento




    Com uma popularidade incrível – reza a lenda que este é o álbum mais vendido de Roberto Carlos – e uma qualidade técnica impressionante (tanto vocal quanto de gravação) o cantor fecha a década com um álbum que tem um pouquinho de cada coisa que o Rei experimentou em seus discos lançados a partir da metade dos anos 1970. Havia “Meu Querido Meu Velho Meu Amigo”, canção que homenageava o seu pai, a ecológica “O Ano Passado”, a sensual “Desabafo”, e a pop “Na Paz do Seu Sorriso”. Além disso, destacam-se também as tristonhas “Abandono” e “Costumes” além de “Voltei Ao Passado”, onde Roberto canta como um cantor de standarts em uma performance inesquecível.

    ROBERTO CARLOS
    1980
    Por Anderson Nascimento




    Roberto abre a década de oitenta com a pacifista “A Guerra dos Meninos”, faixa longa, que passa dos seis minutos. Além da faixa de abertura, os hits do álbum foram “Não Se Afaste de Mim” e o clássico “Amante à Moda Antiga”, faixa onde Roberto já parece se posicionar como um homem mais maduro, porém ainda preso aos costumes do passado, comportamento que voltaria a aparecer em algumas outras músicas no decorrer de sua carreira. O disco ainda apresenta outras boas canções como “O Gosto de Tudo”, “Eu Me Vi Tão Só” e “Passatempo”. Mesmo ainda com resquícios da década passada, a icônica capa e os seus hits fizeram desse álbum um disco que é “a cara” dos anos oitenta.

    ROBERTO CARLOS
    1981
    Por Anderson Nascimento




    Se o disco do ano anterior ainda conservava elementos dos anos setenta, nesse álbum, porém, vemos um Roberto inspirado e respirando novos ares, o que se refletiu ao longo desse trabalho. Alguns dos maiores hits de Roberto na década de oitenta estão nesse álbum, casos da ecológica “As Baleias”, da religiosa “Ele Está Pra Chegar”, da pop “Tudo Pára”, da sensual “Cama e Mesa”, do standart “Emoções” e da romântica “Eu Preciso de Você”. Além dos hits, Roberto apresenta outras canções maravilhosas como “Simples Mágica” e “Quando o Sol Nascer”. Um álbum inspirado, de proporções épicas, que justifica o seu sucesso comercial e que certamente marcou a vida de muita gente por aí.

    ROBERTO CARLOS
    1981
    Por Anderson Nascimento




    Este é o segundo título da discografia de Roberto Carlos a apresentar o repertório inteiramente em outro idioma, neste caso, o inglês. O disco mistura sucessos de Roberto Carlos vertidos para a língua bretã, casos de “Falando Sério” (Honestly), “Na Paz do Seu Sorriso” (At Peace in Your Smile), “Os Botões da Blusa” (The Buttons of Your Blouse), “Café da Manhã” (Breakfast) e “Detalhes” (You Will Remember Me), com canções inéditas em sua voz, como “Sail Away” e “Niagara”.

    ROBERTO CARLOS
    1982
    Por Anderson Nascimento




    Diferente do que costumeiramente encontramos nos discos anteriores do Roberto, onde o álbum é aberto com uma canção “pra cima”, esse álbum inicia com o inesquecível dueto com a cantora Maria Bethânia, na balada melancólica “Amiga”, representando a primeira vez que um dueto foi gravado em um disco do Roberto. Mas essa melancolia não se reflete ao longo do disco, que essencialmente fala sobre temas relacionados à vida madura, como relacionamento, família, saudade e medos. O álbum inclui alguns sucessos marcantes do Rei como “Fim de Semana”, canção que valoriza a vida em família, a bela “Pensamentos”, o folk “Meus Amores da Televisão” e, o maior sucesso do disco e um dos maiores da carreira de Roberto, “Fera Ferida”. Impressiona que, fora os sucessos, o disco ainda traz ótimas outras canções como “Coisas que Não Se Esquece”, “Quantos Momentos Bonitos”, “Como é Bonito”, “Recordações” e “Como Foi”.

    ROBERTO CARLOS
    1983
    Por Anderson Nascimento




    Destoando do no ano anterior, dessa vez Roberto entrega um álbum irregular, mas ainda dono de algumas canções incríveis. Baseado em repertório romântico, aqui estão megassucessos como “O Amor é a Moda” e “O Côncavo e o Covexo”, além de boas faixas como “Recordações e Mais Nada”, o hino religioso “Estou Aqui”, “Você Não Sabe” e “Perdoa”.

    ROBERTO CARLOS
    1984
    Por Anderson Nascimento




    Aqui Roberto volta a fazer um disco acima da média. A começar pelo longo country-estradeiro “Caminhoneiro” (faixa que rendeu um processo por plágio de Gentle On My Mind de John Harford), e pela religiosa “Aleluia”, que recria no arranjo o estilo gospel americano. O disco também apresenta duas covers “declaradas”: “And I Love Her” dos Beatles, em versão de Roberto e Erasmo , que virou “Eu Te Amo”, e de “Love Letters”, canção do repertório de Elvis Presley, que virou “Cartas de Amor”, em versão de Lourival Faissal. Além disso, o disco ainda conta com os hits “Coração” e “Eu e Ela”, belíssimas baladas de levada pop. Um álbum com apenas nove faixas, onde a maioria passa dos quatro minutos, repleto de canções inspiradas e deliciosas.

    ROBERTO CARLOS
    1985
    Por Anderson Nascimento




    Puxado pelo sucesso nacionalista “Verde e Amarelo”, canção que também pegava carona no sonho da conquista do tetra campeonato na Copa do México no ano seguinte, e pela romântica “De Coração pra Coração”, o disco traz várias boas canções como a pacifista e ecológica “Paz na Terra”, o hit “A Atriz”, além da ótima “Só Vou Se Você For”.

    ROBERTO CARLOS
    1986
    Por Anderson Nascimento




    Repleto de canções românticas e melancólicas, esse disco fez muito sucesso e rendeu novos clássicos à carreira do Rei, casos de “Do Fundo do Meu Coração”, “Amor Perfeito” e “Tente Viver Sem Mim”. Além disso, o disco ainda apresenta o hit “Apocalipse”, “Nêga”, bissexto Samba na discografia de Roberto, e a tristonha “Aquela Casa Simples”. Entre as faixas menos conhecidas estão também as pérolas “Quando Vi Você Passar”, “O Nosso Amor” e “Eu Quero Voltar Pra Você”.

    ROBERTO CARLOS
    1987
    Por Anderson Nascimento




    A partir desse álbum, Roberto inicia uma sequência de álbuns irregulares. Talvez o fato que mais chame a atenção nesse disco é a polêmica envolvendo a canção “O Careta”, a qual Roberto foi acusado de plágio, e acabou perdendo a ação em 2003, fazendo com que a faixa não aparecesse no relançamento em CD desse álbum para a coleção “Pra Sempre”. O disco teve os hits “Tô Chutando Lata”, a ecológica “Águia Dourada”, e as românticas “Coisas do Coração” e “Antigamente Era Assim”. Outra curiosidade do disco é a versão de “Everybody’s Talking” sucesso com Harry Nilson, que aqui virou “Todo Mundo Está Falando”.

    ROBERTO CARLOS
    1988
    Por Anderson Nascimento




    Esse disco traz parte do show “Detalhes”, gravado um ano antes, e é o primeiro álbum ao vivo de Roberto Carlos em quase trinta anos de carreira. Com apenas dez canções, sendo duas delas medleys contendo no primeiro “Lobo mau / Eu sou terrível / Amante à moda antiga” e no segundo “Seu Corpo / Café da Manhã / Os Seus Botões / Falando Sério / O Côncavo e o Convexo / Eu e ela”. Várias canções que eram tocadas no show ficaram de fora, casos de “Cama e Mesa”, “Do Fundo do Meu Coração”, “Cavalgada”, “Nêga”, “Apocalipse”, “Símbolo Sexuas”, e até um medley em homenagem a Tom Jobim. Ainda assim o registro vale a pena e, entre os destaques, está a releitura de “Canzone Per Te”.

    ROBERTO CARLOS
    1988
    Por Anderson Nascimento




    Desde 1982 Roberto Carlos não lançava um disco com tantos sucessos. “Se Diverte Já Não Pensa em Mim”, “Todo Mundo é Alguém”, “Se Você Disser que Não Me Ama”, “Se o Amor Se Vai” e “Eu Sem Você”, são músicas que tocaram bastante na época. Além disso, o álbum também traz “Papo de Esquina”, dueto de Roberto e Erasmo, e a inspirada “O Que é Que Eu Faço”.

    ROBERTO CARLOS
    1989
    Por Anderson Nascimento




    Ainda inspirado pela defesa das causas ambientais – a pena no cabelo fala por si só -, e passando por momentos difíceis na vida pessoal – Roberto havia se separado de sua esposa Myriam Rios -, Roberto lança o disco mais fraco de toda a sua carreira. “Amazônia”, faixa que abre o disco e que tocou bastante nas rádios, mas o destaque é mesmo a ótima interpretação de Roberto para a música “Tolo”. Além destas o disco ainda traz o bolero “Nem as Paredes Confesso” e o sambinha “Só Você Não Sabe”.

    ROBERTO CARLOS
    1990
    Por Anderson Nascimento




    O disco que abre a década de 90 é repleto de melancolia, o que pode ser percebida na maioria das letras, principalmente em canções como “Cenário”. O disco traz o grande sucesso “O Meu Ciúme”, bastante executada nas rádios na época de seu lançamento. Outras faixas que chegaram a fazer sucesso no disco foram “Super Herói”, que foi trilha sonora de novela, e a latina “Por Ela”, versão de um sucesso de Julio Iglesias. Um grande problema desse álbum é a presença de arranjos pouco inspirados.

    ROBERTO CARLOS
    1991
    Por Anderson Nascimento




    Este é sem dúvida o melhor álbum feito por Roberto Carlos ao longo dos anos noventa. O disco traz diversos sucessos, entre eles, “Todas as Manhãs”, um dos maiores sucessos do Rei na década. O auge do sucesso sertanejo no Brasil acabou influenciando Roberto, como a própria capa sugere, e como pode ser percebido ao longo de vários arranjos do álbum. Neste álbum Roberto também compensa a ausência da tradicional faixa religiosa do disco anterior, com o sucesso “Luz Divina”. Outros bons momentos do disco são “Primeira Dama”, “Oh, Oh, Oh, Oh”, “Pergunte Pro Seu Coração” e o dueto com Fafá de Belém “Se Você Quer”, todas fizeram bastante sucesso. Isso sem contar com a pérola escondida “Não Me Deixe”.

    ROBERTO CARLOS
    1992
    Por Anderson Nascimento




    Selecionar faixas para montar uma coletânea de Roberto Carlos não deve ser tarefa fácil, ainda mais no caso de um álbum com apenas 12 canções. Para facilitar esse processo, acredito que os idealizadores devem ter pensado em uma temática para essa seleção de canções. O critério utilizado na elaboração da primeira coletânea oficial do Roberto parece ser compilar as canções mais românticas, embora esse disco inclua a religiosa “Ele Está Pra Chegar” e “Emoções”, que fogem dessa ideia. O disco inclui faixas apenas até o álbum de 1984.

    ROBERTO CARLOS
    1992
    Por Anderson Nascimento




    Apesar de repertório irregular, o disco de 1992 de Roberto Carlos tem algumas boas canções, como a faixa de abertura “Você é Minha”, “Dito e Feito” e a linda balada “De Coração”. O disco também marca o início das homenagens que Roberto começaria a fazer para mulheres e ofícios. Neste disco as baixinhas são homenageadas com a salsa “Mulher Pequena”, faixa que Roberto já havia gravado no álbum de 1990 em versão espanhola. Outra homenagem é ao homem comum no folk “Herói Calado”, uma faixa adorada por muitos fãs. O disco ainda deu mais um sucesso ao Rei “Dizem Que Um Homem Não Deve Chorar”, versão do trio Los Panchos.

    INOLVIDABLES
    1993
    Por Anderson Nascimento




    Lançado em junho de 1993, este disco é uma coletânea de sucessos de Roberto Carlos em língua espanhola. Apesar de serem apenas 10 canções, esse disco é uma boa oportunidade para quem não conhece as gravações de Roberto nesse idioma poder ouvir versões de sucessos como “Amigo”, “Proposta” e “Amada Amante”.

    ROBERTO CARLOS
    1993
    Por Anderson Nascimento




    Esse álbum é outro êxito de Roberto nos anos 1990. O disco fez bastante sucesso com a religiosa “Nossa Senhora”, faixa que se tornou um novo clássico de Roberto, fazendo sucesso absoluto em rádios e TV. As homenagens continuam firmes com “O Velho Caminhoneiro”, que abre o disco e homenageia a profissão pela segunda vez, e o sucesso “Coisa Bonita”, que encheu as gordinhas de orgulho. O disco ainda apresenta bons momentos como “Hoje é Domingo”, “Tanta Solidão” e o sucesso “Obsessão”. Vale também lembrar a regravação de Roberto para seu sucesso antigo “Se Você Pensa”, algo até então pouco comum na carreira do Rei.

    ROBERTO CARLOS
    1994
    Por Anderson Nascimento




    Mais um destaque na carreira de Roberto Carlos na década de 1990, o disco possui a canção “Alô”, que abre e impulsiona este álbum que fez muito sucesso. De arranjo inusitado, que lembra música árabe, “Quero Lhe Falar de Meu Amor” é outro sucesso e destaque do disco. Repetindo o que fez no álbum anterior, Roberto faz mais uma regravação, dessa vez “Custe o que Custar”, que ganhou uma pequena alteração na letra. As homenagens também seguem com o sucesso “O Taxista” e a faixa religiosa é a quase oração “Jesus Salvador”. O disco ainda rende mais duas grandes canções “Quando a Gente Ama” e “Eu Nunca Amei Ninguém Como Eu Te Amei”, uma das melhores faixas românticas de Roberto em anos.

    ROBERTO CARLOS
    1995
    Por Anderson Nascimento




    A partir desse álbum a qualidade dos álbuns volta a ter uma vertiginosa queda. Desse álbum fez sucesso a faixa de abertura “Amigo Não Chore Por Ela” e a já cansada homenagem da vez que ficou para as mulheres de óculos no Rock “O Charme dos Seus Óculos”. Uma curiosidade é que a canção religiosa do disco “Quando Eu Quero Falar com Deus” parece traçar um paralelo com “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, que Gil teria oferecido para que Roberto a gravasse, mas que Roberto não aceitou. Apesar de irregular o disco guarda a bela e esquecida “Nunca Te Esqueci”. Roberto continua as regravações com “Quase Fui Lhe Procurar”, faixa do “O Inimitável”, longínquo álbum de 1968.

    ROBERTO CARLOS
    1996
    Por Anderson Nascimento




    Este álbum encerra a cansada fórmula das homenagens com a canção “Mulher de 40”, que junto com “Cheirosa” e “Quando Digo Que Te Amo”, foram os sucessos do disco. No campo das regravações está a releitura do clássico “Como é Grande o Meu Amor por Você”. Esse disco marcou uma série de despedidas: foi o último álbum lançado em vinil, além disso, foi um dos últimos álbuns a constar quase que totalmente de canções inéditas e assinadas pela dupla Roberto/Erasmo.

    CANCIONES QUE AMO
    1997
    Por Anderson Nascimento




    Primeiro álbum onde Roberto Carlos é apenas intérprete. Outra curiosidade é que há quase trinta anos Roberto não lançava um disco com título – o último havia sido “O Inimitável” (1968). As canções são de repertório latino de língua hispânica. Há apenas duas músicas brasileiras: “Insensatez” (Tom e Vinícius) cantada em espanhol e “Coração de Jesus”, esta última a única cantada em português. O grande sucesso desse disco foi “Abrázame Así”, que inclusive foi tema de novela.

    ROBERTO CARLOS
    1998
    Por Anderson Nascimento




    Havia muita expectativa para o novo disco de inéditas após dois anos, mas o agravamento do estado de saúde de sua esposa Maria Rita impediu que Roberto pudesse se dedicar completamente à composição e gravação do novo disco. De fato, entre as quatro canções inéditas do álbum estão ótimos momentos como “Eu Te Amo Tanto” e “Vê Se Volta Pra Mim”. O disco ainda tem traz “Meu Menino Jesus”, pela primeira vez uma canção gravada por Roberto Carlos com temática natalina, e o forró “O Baile da Fazenda”, com uma linda sanfona tocada por Dominguinhos. O disco foi completado com seis faixas ao vivo.

    MENSAGENS
    1999
    Por Anderson Nascimento




    O ano de 1999 ficou marcado como o primeiro ano desde 1963 sem o tradicional álbum anual de Roberto. Trata-se de uma compilação de canções religiosas de sua discografia, muito embora o critério de seleção não tenha se baseado nas canções efetivamente melhores.

    30 GRANDES SUCESSOS
    1999
    Por Anderson Nascimento




    A segunda coletânea de sucessos oficial da carreira de Roberto Carlos foi lançada para preencher a lacuna deixada pelo seu tradicional álbum de fim de ano, que deixou de ser gravado por conta da doença de sua esposa. O disco foi lançado em dois formatos, com o Vol1 e Vol2 separados ou reunidos em um volume apenas. O disco traz a única faixa inédita lançada por Roberto Carlos no ano de 1999: “Todas as Nossas Senhoras”. Embora seja uma coletânea, o critério de escolha das 30 canções não se baseou apenas nos sucessos, o que fez aparecer alguns lados bs no disco.

    30 GRANDES CANCIONES
    2000
    Por Anderson Nascimento




    Abrindo a década de 2000, temos mais uma coletânea do Roberto, mas desta vez com um álbum duplo compilando 30 canções gravadas em castelhano. O trabalho não traz absolutamente nada de inédito, pois é baseado em seu repertório compreendido entre 1970 e 1992. O álbum é uma boa pedida para quem quer possuir em disco parte relevante dos sucessos do Rei em espanhol.

    AMOR SEM LIMITES
    2000
    Por Anderson Nascimento




    Um ano desde a morte de sua esposa Maria Rita, e já há muito tempo sem lançar um trabalho com composições inéditas, Roberto retoma a sua carreira com este álbum que, se não é 100% composto de canções inéditas, ao menos soma sete canções novas. Entre elas, o sucesso que dá nome ao disco “Amor Sem Limite”. Também se destacam no álbum “O Grande Amor da Minha Vida” e “O Amor é Mais”. Completam o disco três canções dos anos 1990, entre elas o sucesso “Mulher Pequena”. Este é o primeiro disco desde 1963 onde o seu grande amigo Erasmo Carlos não assina nenhuma faixa com Roberto.

    ACÚSTICO MTV
    2001
    Por Anderson Nascimento




    A gravação desse álbum deu muito o que falar na época. A Globo meteu o bedelho e chegou a proibir a MTV de veicular o clipe de “Todos Estão Surdos” em sua programação. Tretas a parte, o disco gravado sob a chancela do finado canal de TV possui ótimo repertório, que passa por diversas (se não todas) as fases do Rei. Estão lá sucessos da Jovem Guarda, sucessos e canções românticas das décadas seguintes, algumas com arranjos consideravelmente novos. Um dos destaques do disco é a nova versão de “Além do Horizonte”.

    ROBERTO CARLOS
    2002
    Por Anderson Nascimento




    Para quem achava que a fórmula do álbum de 1998 não poderia ser piorada, este disco foi uma resposta à altura. Enquanto no álbum de 1998 havia 4 (boas) canções inéditas, completadas com faixas gravadas ao vivo, neste álbum a única faixa inédita é o “rap” constrangedor “Seres Humanos”, o restante vem do show feito ao vivo no Aterro do Flamengo em novembro de 2002. Mas não se anime, o som do disco é ruim, tem microfonia e áudio abafado. Apesar de não salvarem o disco, os remixes de “Calhambeque” e “Se Você Pensa”, são as únicas valias do disco.

    PRA SEMPRE
    2003
    Por Anderson Nascimento




    A saga de Roberto em memória de sua falecida esposa continua. Roberto lança mais um disco em sua memória, abrindo com a faixa título “Pra Sempre”, uma canção com mais de seis minutos, e um dos destaques desse disco que vendeu mais de um milhão e meio de cópias. Um disco com forte apelo sentimental que também traz boas inéditas como “Todo Mundo Me Pergunta” e o ótimo blues “O Cadillac”. “Pra Sempre” também marca o último disco do Roberto a apresentar repertório quase todo inédito. Como ponto negativo a inclusão da medonha “Seres Humanos”, lançada no disco anterior.

    PRA SEMPRE AO VIVO
    2004
    Por Anderson Nascimento




    Trata-se do registro de um show de Roberto realizado no Estádio do Pacaembu, no dia 23 de Outubro de 2004. O CD traz como bônus a gravação inédita da canção “A Volta”, escrita por Roberto para a dupla Os Vips durante a Jovem Guarda. O repertório não apresenta muitas novidades além da inclusão de algumas canções do disco “Pra Sempre”, mas um destaque é a inclusão da faixa “Coração” (1984). A versão em DVD possui oito faixas que não estão no CD.

    ROBERTO CARLOS
    2005
    Por Anderson Nascimento




    Praticamente um álbum de regravações, o disco do Roberto de 2005 possui flerte com a música sertaneja. As gravações inéditas do disco são “Promessa”, sucesso com Wanderley Cardoso em 1966, “Arrasta Uma Cadeira”, única composição inédita do disco, gravada em dueto com a dupla Chitãozinho & Xororó, “Coração Sertanejo”, sucesso da mesma dupla, “Índia” e “Loving You”, gravada por Elvis Presley em 1957. Além destas faixas, o disco traz regravações de “Meu Pequeno Cachoeiro”, “O Amor é Mais” e “O Baile na Fazenda”, todas menos interessantes que suas versões originais. O disco ainda inclui “A Volta”, que entrou na trilha sonora da novela “América” e que saíra como bônus no disco anterior.

    DUETOS
    2006
    Por Anderson Nascimento




    Esse disco traz alguns duetos selecionados a partir dos especiais globais de fim-de-ano. A versão em DVD faz bem mais sentido que a versão em CD, que ainda por cima traz duas faixas a menos. Sem mais.

    ROBERTO CARLOS EN VIVO
    2008
    Por Anderson Nascimento




    Gravado em Miami, esse é o primeiro disco de Roberto Carlos gravado inteiramente em espanhol. Entre os destaques está “Un Gato En La Oscuridad”, versão em espanhol de seu sucesso “Un Gato Nell Blu”, gravada originalmente em italiano.

    ROBERTO CARLOS E CAETANO VELOSO E A MÚSICA DE TOM JOBIM
    2008
    Por Anderson Nascimento




    Se 2007 marcou o primeiro ano sem lançamento de um álbum de Roberto Carlos (muitos outros infelizmente se seguiram daqui por diante), em 2008 foram dois lançamentos, o disco ao vivo em espanhol e este em parceria com Caetano Veloso. O elogiável projeto que prestou uma homenagem aos 50 anos da Bossa Nova foi gravado no Auditório do Ibirapuera em São Paulo, e contou com as bandas dos dois protagonistas. Apesar de ser um dueto, nem todas as canções são divididas entre os dois, há diversos momentos solos de Roberto e de Caetano. Vale ressaltar que a versão em DVD é levemente diferente da do DVD.

    ELAS CANTAM ROBERTO CARLOS
    2009
    Por Anderson Nascimento




    Aqui, vinte cantoras brasileiras interpretam clássicos do Roberto com o mote de parabenizar o Rei pelos seus 50 anos. É certo dizer que algumas ausências fizeram muita falta na escalação do time de cantoras, enquanto algumas presenças são um pouco questionáveis. O homenageado canta sozinho a faixa “Emoções” e, junto com as divas, “Como É Grande o Meu Amor Por Você”.

    EMOÇÕES SERTANEJAS
    2010
    Por Anderson Nascimento




    Um projeto parecido com o anterior (Elas Cantam Roberto Carlos), só que agora são 19 artistas, entre artistas solo e duplas sertanejas, interpretando 21 canções do repertório do Rei. O homenageado canta em dois números “Como É Grande O Meu Amor Por Você”, repetindo o que fez no projeto anterior, e “Eu Quero Apenas”, juntamente com os convidados. O disco saiu em CD duplo e em DVD, sendo um sucesso de vendas.

    ROBERTO CARLOS EM JERUSALÉM
    2012
    Por Anderson Nascimento




    Este álbum duplo foi gravado ao vivo na cidade de Jerusalém em 2011. A grande surpresa do disco é o fato de Roberto ter cantado canções em 5 idiomas ao longo do show: português, inglês, espanhol, italiano e hebraico. Curiosamente o CD e o DVD possuem diferenças, enquanto “É Preciso Saber Viver” só é encontrada no DVD, as versões ao vivo dos clássicos “Desabafo”, “Falando Sério” e “Proposta” só se encontram na versão em CD. Vale também perceber a pequena, mas efetiva, arejada no repertório desse show, que conta com momentos emocionantes como “Unforgettable” e “Jerusalém Toda De Ouro”.

    ESSE CARA SOU EU
    2012
    Por Anderson Nascimento

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    Um fenômeno de vendas, esse EP, formato que Roberto não utilizava desde 1984, vendeu mais de 1,5 milhões de cópias. O disco traz duas canções inéditas, “Esse Cara Sou Eu” e “Furdúncio”, ambas incluídas na trilha sonora da novela “Salve Jorge” (2012). Completam o disco duas outras canções que fizeram parte de novelas globais: "A Mulher Que Eu Amo" e “A Volta”, que já tinham aparecido em outros álbuns. Talvez a demanda do público por uma canção inédita de Roberto Carlos, algo que não acontecia há muito tempo, possa ter ajudado no sucesso de seu novo clássico “Esse Cara Sou Eu”.

    REMIXED
    2013
    Por Anderson Nascimento




    Na carona do sucesso do disco anterior, Roberto Carlos lança outro EP. Dessa vez o disquinho traz remixes de sucessos do cantor, que fariam parte de um álbum inteiro de remixes com 12 canções, mas que acabou vetado pelo cantor. Cada uma das cinco canções desse álbum, aprovadas por RC, foram produzidas por DJs diferentes. O disco vendeu menos que o anterior, mas ainda assim o formato EP novamente surpreendeu, chegando a 900 mil cópias vendidas.

    DUETOS 2
    2014
    Por Anderson Nascimento




    Mesmo projeto lançado em 2006, mas agora trazendo canções tiradas dos especiais de TV mais recentes. Novamente, como CD o formato não faz muito sentido, embora a sua versão em DVD valha bastante a pena, por trazer os registros de alguns clássicos duetos de artistas diversos com o Rei.

    ROBERTO CARLOS EM LAS VEGAS
    2015
    Por Anderson Nascimento




    Em mais um disco ao vivo, dessa vez o mote é o show realizado por Roberto Carlos na cidade de Las Vegas, no célebre hotel MGM Grand Las Vegas. O CD duplo traz na íntegra todas as canções do DVD, com o registro desse show em que novamente Roberto altera ligeiramente o seu repertório. Destaque para “Canzone Per Te” e “Un Gato en La Oscuridad”.

    PRIMEIRA FILA
    2015
    Por Anderson Nascimento




    Roberto gravou este disco ao vivo nos estúdios de Abbey Road nos dias 11 e 12 de maio de 2015. O destaque fica pela regravação do clássico dos Beatles “And I Love Her”, que RC já havia gravado em versões em português e espanhol, além dos novos arranjos para os seus grandes sucessos. Mirando o mercado latino, o disco ainda traz 7 faixas em língua espanhola.

    ROBERTO CARLOS
    2017
    Por Anderson Nascimento

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    Terceiro EP lançado por Roberto Carlos, o lançamento ganhou fama por conta de seu acondicionamento em um envelope desagradável, chamado de epack, que irritou os colecionadores. Mancadas à parte, o disquinho traz quatro canções, sendo as inéditas "Sereia", trilha sonora da novela global "A Força do Querer" e "Vou Chegar Mais Cedo Em Casa", parceria com Erasmo e destaque entre as quatro gravações. Completam o disco "Chegaste", parceria com a cantora norte-americana Jeniffer Lopez e uma gravação ao vivo de "Sua Estupidez", extraída do especial de fim de ano de 2016.



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